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domingo, 22 de julho de 2012

Racismo nas Religiões

Kardec, em sua época, ainda muita atrasada em
antropologia, recebeu também essas
influências racistas.

 
 
            No passado, tanto a Filosofia quanto a Teologia e a própria Ciência eram como que cegas diante de muitas coisas tidas como certas e morais, e que são absurdos para nós, hoje, do Terceiro Milênio.
            Exemplificando, as civilizações antiga, medieval e mesmo moderna da raça branca tinham preconceitos de toda espécie contra as pessoas de outras raças, principalmente com relação aos negros e indígenas. As religiões não só toleravam os absurdos preconceitos raciais, mas até os apoiava, abertamente. E houve a lamentável escravidão da raça negra, em vários países ocidentais, até o século XIX, inclusive no Brasil. Assim, muitos dos avós de nossos irmãos negros de hoje foram escravos.
            O napolitano santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação redentorista, proibiu o ingresso de negros na sua Congregação Redentorista, proibiu i ingresso de negros na sua congregação. Justificou isso dizendo que era para evitar que quando um padre negro fosse visto pregando missão por um não católico, este fizesse chacotas gritando: “Cala a boca urubu!”. O grande santo Afonso, o maior moralista da Igreja, talvez hoje n ão cometesse tal erro. Aliás, os redentoristas há muito que não seguem essa norma do seu fundador.
            Dom Silvério Pimenta foi arcebispo de Mariana (MG), entre o final do século XIX e princípios do século XX. Era negro, muito inteligente e membro da Academia Brasileira de letras. Participou do Concílio Ecumênico Vaticano I (1870). Com tal brilho ele discursou em latim, numa assembleia de bispos, arcebispos e cardeais, que uma dessas autoridades eclesiásticas, referindo-se a ele, proferiu a famosa e história frase latina: “Niger sed sapiens” (Negro, mas sábio). Essa frase é racista, pois dá a entender que era estranho um negro ser assim tão inteligente como dom Silvério era, quando se sabe, hoje, que a inteligência nada tem a ver com a raça, mas com o espírito.
            O próprio Paulo de Tarso via a escravidão com naturalidade, como no caso do escravo Onésimo (Carta a Filemon, em seu único capítulo).

RACISMO E ESPIRITISMO

            E Kardec, em sua época, ainda muita atrasada em antropologia, recebeu também essas influências racistas erradas, como se vê em matéria de sua Revista Espírita. Mas ele mesmo disse que se no futuro houvesse alguma contradição entre um ensino da doutrina espírita e a Ciência, que se seguisse a Ciência.
            Ademais, os espíritos da codificação e ele próprio foram rigorosos contra escravidão dos negros, e defenderam a igualdade de todos os povos (O Livro dos Espíritos, questões 54, 831 e 918; e O Evangelho Segundo O Espiritismo, cap. 17, item 3).


Realmente, houve muitos erros graves por causa do atraso evolucional da humanidade do passado, os quais, hoje, seriam tidos como imorais e até criminosos em, praticamente, todo o mundo civilizado.



Revista Cristão de Espiritismo -  Por:   José Reis Chaves

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