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domingo, 6 de maio de 2012

Mistificadores


            Um dos maiores obstáculos para a divulgação e aceitação do Espiritismo é a mistificação, que é o ato de uma entidade tentar enganar os presentes quanto à sua identidade e à sua posição espiritual.
            A mistificação pressupõe engodo, engano, dolo, mentira, e pode ser produzida por espíritos desencarnados, bem como, também, pelo próprio médium, consciente ou inconscientemente.
            Na mistificação sempre existe o desejo de enganar, trapacear, dar características de verdade ao que é falso.
            Há algum meio de reconhecer e evitar a mistificação? Sem dúvida, e todos eles estão farta e minuciosamente expostos no item n* 268, de O Livro dos Médiuns.
            Os espíritos inferiores se traem de tantos modos, que fora preciso ser cego para deixar-se iludir. Os espíritos só enganam os que se deixam enganar...
            Há pessoas que se deixam seduzir por uma linguagem enfática, que apreciam mais as palavras do que as ideias, que mesmo tomam ideias falsas e vulgares, por sublimes.
            No que diz respeito identificação dos espíritos que se comunicam nas chamadas sessões de doutrinação, o que deve interessar é o problema da entidade em si, o que ela necessita, a sua consolação.
            O Livro dos Médiuns também orienta-nos, no item 256: "À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia, os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam, de certo modo, na uniformidade da perfeição; nem por isso, entretanto, os conservam menos suas individualidades. É o que se dá com os Espíritos superiores e os Espíritos puros. Nessa culminância, o nome que tiveram na Terra, em uma das mil existências corporais efêmeras por que passaram, é coisa absolutamente insignificante."

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