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domingo, 27 de maio de 2012

Laços Energéticos e Retorno ao Mundo Espiritual

Oferecemos as primeiras orientações àqueles que desejam conhecer melhor a doutrina espírita em seus princípios básicos, conforme a codificação kardequiana.




            Para um melhor entendimento do Espiritismo, em seus conceitos mais amplos e complexos, se faz necessário a compreensão de aspectos considerados básicos e que se complementam. Começamos pelo argumento de que a essência do homem se baseia na existência de um espírito imortal – encarnado ou desencarnado – o que evidencia a lei da reencarnação, assim como também defende a comunicação com aqueles espíritos que se encontram desencarnados por intermédio de um médium, além da crença em um único Deus, inteligência suprema do Universo.
            O argumento de que tudo se extingue com a morte nós sabemos não ser verdade, pois, no momento da morte do corpo, apenas os laços energéticos que prendem o nosso perispírito ao corpo físico são desfeitos, lentamente, e o tempo necessário para que isso ocorra varia de pessoa para pessoa, sendo que laços podem ser desfeitos em algumas horas ou mesmo demorar semanas.
            O Espiritismo, defendido por Kardec em sua codificação, indica, também, que a única diferenciação existente entre encarnados e desencarnados é que os encarnados, além do perispírito – como os desencarnados – possuem, também, o corpo físico.
            Quando ocorre a morte do corpo físico, o espírito passa por um período de perturbação mais ou menos longo, que varia de acordo com seu adiantamento moral, conhecimento acerca do mundo espiritual e apego ao plano físico. Após o desencarne, o espírito retorna ao que chamamos de mundo espiritual, para (se ainda for necessário e no momento oportuno) que aconteça o futuro reencarne, sendo que este momento pode ser retardado ou antecipado, dependendo do que for melhor ao desenvolvimento deste espírito, não esquecendo que somente ficam sem reencarnar aqueles espíritos que já atingiram um grau de evolução bastante elevado.
            O espírito, às vezes, participa do processo de escolha das características do corpo que irá utilizar. A união do corpo e espírito começa no momento da concepção, onde os laços fluídicos ficam cada vez mais fortes até o nascimento da criança.
            A lei de reencarnação ou pluralidade das existências está nas escrituras sagradas e tem o intuito de crescimento moral, como consequência da lei do progresso, proporcionando a possibilidade de aprendizagem. Com a compreensão deste importante princípio do Espiritismo fica mais fácil o entendimento perante tantos sofrimentos e desigualdades no mundo em que vivemos hoje, nos enquadrando, portanto, na lei de ação e reação.

O PERISPÍRITO

            Os laços desfeitos no momento da morte do envoltório físico são os laços perispirituais. O perispírito é um envoltório semi-material, sutil, que não é percebido pelos encarnados com seus sentidos normais. O perispírito é nosso corpo espiritual e pode ser classificado como “grosseiro” ou materializado, em espíritos com pouca evolução, e mais sutil em espíritos mais desenvolvidos. Ele é bem parecido com nosso corpo físico, sendo formado por substâncias que se originaram do fluido universal. É o intermediário entre o espírito e o corpo carnal, e é através do perispírito que o espírito atua sobre o corpo material.
            O perispírito também é a chave para os fenômenos espíritas, pois ele é o elo utilizado pelos espíritos para atuar na comunicação com os encarnados.

MEDIUNIDADE

            Referindo-se aos fenômenos mediúnicos, o Espiritismo afirma que é possível a relação entre encarnados e desencarnados, e que, quando desencarnados, os espíritos mantêm as características que tinham quando viviam no mundo físico, ou seja, bons ou maus, sérios ou brincalhões, verdadeiros ou mentirosos, etc.
            Eles estão por toda a parte e se mantêm ocupados – assim como nós – porém, não os vemos com o sentido da visão porque eles se encontram em um plano mais sutil da existência; eles nos veem e conhecem nossos pensamentos, e podem, também, influenciar-nos por meio do pensamento. Para que haja uma interferência maior que não somente a do pensamento, os espíritos precisam de pessoas que ofereçam recursos especiais; esses são os médiuns. Há vários tipos de manifestação da mediunidade, como, por exemplo, a comunicação por intermédio da fala (psicofonia), da escrita (psicografia), de batidas (tiptologia), além de outras influências com efeitos físicos ou por meio de passes magnéticos.
            O teor das comunicações depende da conduta moral do médium, que, quando idôneo, utiliza-se desta aproximação para a comunicação com bons espíritos e auxílio ao próximo.
            Outro aspecto fundamental a ser entendido e bem esclarecido por Kardec é a alma, que entendemos como um espírito encarnado, ou seja, um espírito ligado a um corpo material.
            Também deve ser considerado como um ponto importante do Espiritismo a afirmação de que o nosso planeta Terra não é o único planeta habitado neste imenso universo, permitindo, assim, que as reencarnações aconteçam não somente na Terra, mas em outros mundos também, mais ou menos materializados ou desenvolvidos. A escolha ocorre conforme a necessidade de crescimento de cada espírito.
            Este pequeno texto não tem a pretensão de esgotar o tema... muito pelo contrário... pretende apena oferecer as primeiras orientações àquele que deseja melhor conhecer a doutrina espírita em seus princípios básicos, codificados por Allan Kardec. 

Revista Cristã de Espiritismo - Por Camila Crandizo
 

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