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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Identificando os Espíritos


            Uma das maiores dificuldades do Espiritismo prático é a questão da identidade dos Espíritos.
            Isto porque os Espíritos não nos trazem um ato de notoriedade, e alguns dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. Julgam-se os Espíritos pela sua linguagem, conhecimentos e vibrações fluídicas. Desde que um espírito só diz a verdade, pouco importa o nome. Porém, se apresenta com o nome de um personagem ilustre e diz coisas triviais e infantilidades, está claro que não pode ser considerado como tal pessoa.
            De uma forma genérica, podemos distinguir, através da sensibilidade mediúnica o grau de evolução das entidades espirituais (sensações agradáveis ou desagradáveis).
            Os espíritos jamais conseguem disfarçar a condição espiritual que se encontram, bastando a análise fluídica das impressões. Eles sempre revelam sua condição espiritual, justamente pelo que dizem e como dizem, é lógico, descontando-se as influências do intermediário de que faz uso.
            Entidades elevadas são objetivas e simples, enquanto que os atrasados, usam comunicações cheias de palavras difíceis, amontoadas em frases brilhantes, mas de sentido completamente vazio, e às vezes, até contraditório.
            Outro recurso para identificar os espíritos é o da clarividência, porém, de uso bastante restrito e delicado. Pode ocorrer que dois bons e autênticos clarividentes, em um mesmo local e ambiente, na mesma hora, estejam percebendo situações diferentes; um não poderá confirmar o que outro consegue registrar.
            A clarividência é um bom recurso para identificar o espírito desencarnado, mas depende muito do médium, da sua segurança, do seu equilíbrio, não se devendo basear tão somente neste recurso para afirmar-se identidade do espírito. A informação do clarividente sempre deve ser verificada, analisada e comparada com outros fatores auxiliares e também importantes na identificação dos espíritos, tais como: qualidade do ambiente, necessidade e oportunidade da presença do espírito, sensações causadas nos circunstantes, conteúdo da comunicação, se houver, etc.
            É natural que uma entidade espiritual que constantemente se comunique conosco acabe por se tornar conhecida e querida a ponto de ser considerada elemento do próprio grupo.
            Determinados detalhes podem levar a presumir-se que se trata desta ou daquela entidade.
            Assim é que fica sendo reconhecida pelo modo de falar, pelo estilo, pelo conteúdo da mensagem, podendo, no entanto, comunicar- se por outros médiuns e sofrer a influência do clima mental de quem lhe serve de intermediário.
            Em se tratando de espíritos que vêm à sessão para serem orientados e consolados, para receberem o alívio da prece, não vemos necessidade alguma que levantemos seus dados biográficos.
            Durante a atividade mediúnica estamos para atender a quem precisa, portanto, não devemos perder tempo fazendo inquirições sem fim somente para satisfazer uma vã curiosidade. Vivendo problemas angustiantes e estando confusos quanto à noção de tempo e espaço a que estavam condicionados na Terra, muitos deles são incapazes de informar, com segurança, quem realmente são.
            Por isso é reprovável o costume de alguns doutrinadores que chegam ao absurdo de pedir o nome da entidade ou até detalhes minuciosos para a sua identificação, quando o que se deve fazer é atendê-la com o máximo de carinho e amor cristãos, proporcionando-lhe esclarecimento e conforto espiritual, através das vibrações de amor e paz. Todavia, quando espontaneamente eles se dignam fornecer alguns dados quanto à sua personalidade, para efeito de estudo, sempre é interessante confirmá-los, se houver essa possibilidade.
            Quando se tratar de uma entidade que procura dar orientações, o nome que usa é secundário e pouco deve influir quanto a aceitação ou não da mensagem. O conteúdo é o elemento primordial.
            O médium iniciante não deve preocupar-se por não ter a mínima intuição a respeito da identidade do espírito que através de si se comunica.
            Só com o tempo e o treinamento é que terá a capacidade de identificar perfeitamente as entidades comunicantes.

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