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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Envolvimento Mediúnico

            No fenômeno mediúnico da chamada incorporação o que ocorre é um verdadeiro envolvimento mediúnico, que significa entrosamento das correntes vibratórias próprias do médium, emanadas de suas criações mentais com as do espírito comunicante.
            Se não houver afinidade fluídica não se produzirão os fenômenos e esta afinidade somente ocorre com a permissão (consciente ou inconsciente) do médium.
Assim, pode acontecer que o espírito esteja presente à reunião, queira comunicar-se, mas não encontre um médium com o qual tenha afinidade fluídica (aceitação/permissão).
            Havendo uma perfeita correspondência entre o clima vibratório da entidade desencarnada e o do médium, estamos diante do chamado envolvimento mediúnico. Então o médium passa a perceber as sensações, emoções, intenções e pensamentos e transmiti-los de acordo com a sua faculdade mediúnica.
            É aqui que reside o ponto nevrálgico da questão: ou de nos deixarmos arrastar pura e simplesmente, ou de reagirmos, tentando impor nossa vontade.
            Se agirmos como a primeira hipótese, corremos o risco de sermos obsidiados facilmente; se agimos como na segunda, podemos passar uma vida inteira sem desenvolvermos a faculdade, dominados pelo receio de servirmos de instrumento às entidades desencarnadas.
            A educação mediúnica ensina ao médium a se manter em posição de equilíbrio e vigilância sem que esta se transforme em refratariedade.
            Tendo então, condições de controlar o fenômeno, isto é, saber quando e como uma mensagem é conveniente ou causadora de confusão e mal-estar; ter o bom senso de analisar o que vai filtrar ou que está filtrando.
            O controle vai muito do modo que a pessoa vive, pensa e age (conduta moral/ética). Os espíritos superiores baixam o seu "padrão espiritual", aproximando-o do nosso, envolvendo-se  com os fluidos grosseiros de nosso ambiente mais acessíveis.
            O médium em transe, por sua vez, se eleva através do preparo antecipado e da disciplinação dos recursos mediúnicos, criando-se a condição para a comunicação.
Pode ocorrer que médiuns com boa capacidade vibratória poderão baixar suas vibrações para servirem de instrumento de entidades inferiores, a fim de que estas sejam esclarecidas e orientadas.
            Terminada a tarefa, o médium retornará ao seu padrão normal, não lhe ficando sensações desagradáveis próprias do espírito comunicante.

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