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sábado, 10 de março de 2012

Posseção = Incorporação



 
  Muitos confundem obsessão com possessão. Entretanto, é preciso que não se confunda uma situação com a outra. Para o espiritismo tratam-se de coisas diversas e que foram estudadas por Kardec. Segundo o escritor espírita Marcos Milani "Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais".
Já a possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta ação não é permanente, nem integral, considerando-se que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção".
Muitos médiuns incorporam espíritos 'que possuem o corpo para se expressar. Essa posse do corpo pode ser feita por um espírito inferior com objetivos escusos e prejudiciais, como também por um espírito bom e iluminado, que usa o corpo do médium para transmitir ensinamentos e realizar outros atos louváveis.

Segundo Allan Kardec:
"A obsessão sempre é o resultado da atuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para dar mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como em um estado de emancipação e freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir". 
  
Resumidamente, a possessão pode ser realizada por espíritos bons e maus, ao passo que a obssessão é sempre obra de espíritos inferiores que podem levar o obsediado a situações críticas tanto do ponto de vista físico como mental.

O que é Possessão?
Em a Gênese, Kardec faz referência à obsessão e à possessão. Ele diz que, na obsessão, o espírito atua exteriormente por meio de seu períspirito, que ele identifica com o do en­carnado; este último encontra-se, então, enlaçado como numa teia e é constrangido a agir contra sua vontade.
Na possessão, em lugar de agir exte­riormente, o espírito livre se substitui, por assim dizer, ao espírito encarnado; faz do­micílio em seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só pode ter lugar na morte.
 
A possessão é sempre temporária e in­termitente, esclarece Kardec, pois um es­pírito desencarnado não pode tomar de­finitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do períspirito e do corpo não pode se operar senão no momento da concepção.
 
O espírito em possessão momentânea do corpo dele se serve como se fosse o seu próprio corpo; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com os seus braços,  como o teria feito se fosse vivo. Já não é mais como na mediunidade falante, na qual o espírito encarnado fala transmitin­do o pensamento de um espírito desencar­nado; é este último mesmo que fala e que se agita.
 
A possessão pode ser o feito de um bom espírito quê quer falar e, para fazer mais impressão sobre seus ouvintes, toma em­prestado o corpo de um encarnado, que lhe cede voluntariamente, tal como se em­presta uma roupa. Isso se faz sem nenhu­ma perturbação ou incômodo, e durante esse tempo o espírito se encontra em liber­dade, como no estado de emancipação, e com mais frequência se conserva ao lado de seu substituto para ouvir.
 
Já quando o espírito possessor é mau, as coisas se passam de outro modo; ele não toma emprestado o corpo, mas se apodera dele, caso o titular não tenha força moral para resistir. Ele o faz por maldade diri­gida contra o possesso, a quem tortura e martiriza por todas as maneiras até pre­tender fazê-lo perecer.
Fonte: Espiritismo & Ciência Especial - nº 21 - 30 Questões Essenciais do Espiritismo

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