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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

José do Patrocínio

José do Patrocínio, advogado, negro, vivia revoltado com a escravidão do Brasil. Certo dia, resolveu ir a uma reunião espírita, com o intuito de observar a comunicação dos médiuns e fazer algumas perguntas:
- Por que os negros são escravos?
- Por que são torturados?
- Por que são alvo de tratamento triste e discriminatório?
- Como fazer para ajudá-los?

A entidade espiritual respondeu-lhe:
- Vá à biblioteca geral e procure tal livro.
José do Patrocínio despediu-se e procurou o livro indicado. Para sua surpresa, a obra era de um alemão que falava mal dos negros. Favorável à escravidão, dizia tratar-se de seres inferiores.
Ficou chocado com o que leu e pensou:
"Peço uma orientação, perguntando por que os negros são escravizados e maltratados, buscando uma forma de ajuda, e me mandam ler um livro que fala mal deles".

No dia marcado para a próxima reunião, José do Patrocínio dirigiu-se ao local. Assim que a entidade espiritual que orientava a casa se manifestou, ele foi logo dizendo:
- Fiz uma pergunta para saber por que os negros sofrem tanto, e o senhor me mandou ler um livro escrito por um alemão que fala mal deles, dizendo, inclusive, que constituem uma raça inferior.

Com tranqüilidade, a entidade espiritual, respondeu:
- O alemão que escreveu esse livro, falando mal da raça negra, foi você em outra encarnação. Por isso, precisou encarnar como negro, para sentir o sofrimento deles. Veio nesta encarnação com o compromisso de prestar auxílio à raça negra.

José do Patrocínio entendeu a lição. Por sua inteligência e vontade de ajudar, aliou-se a lideranças políticas para conseguir a libertação dos negros, por intermédio da Princesa Isabel.
Trabalhou, persistiu e lutou muito, junto com pessoas que ocupavam posições de destaque.
No dia 13 de maio de 1888, Princesa Isabel decretou a libertação dos escravos no Brasil. José do Patrocínio resgatava, assim, o débito contraído em encarnação anterior.
O passado fala alto no presente. Não existe efeito sem causa. Prejudicamos criaturas no passado, e Deus nos concede a reencarnação, como oportunidade de acertarmos o que ontem desacertamos.
Aproveitemos com boa vontade, esforço e renúncia as oportunidades que nos são concedidas.

Autor desconhecido
Livro Diário Mediúnico – Por Norberto Peixoto – Pelo Espírito de Ramatis

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