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sábado, 3 de dezembro de 2011

Quando o orgulho vira obsessão


Brio ou altivez de uma pessoa pode ser compreendido como qualidade de
seu caráter. Uma pessoa altiva, geralmente, se valoriza e cultiva valores
ético-morais que se encontram internalizados em seu inconsciente.
No entanto, quando o orgulho, ou seja, o elevado conceito de si mesmo
extrapola a necessidade de valorização pessoal, vira "soberba" que é o orgulho exagerado, presunção.
Historicamente, o orgulho exagerado acompanha o homem desde tempos
imemoriais, quando o poder associou-se a pessoas de caráter duvidoso. A partir de então, a soberba fez escola no mundo dos orgulhosos que governavam a ferro e fogo, segundo interesses de dominação e poder.
Portanto, o orgulhoso exagerado não é uma condição comportamental
originada na infância, como muitos pensam, mas um traço psicológico adquirido e reforçado, durante muitas vivências de ligação com o poder, o mando e o autoritarismo, ou seja, o traço psicológico não se apaga com a morte do corpo físico e permanece latente na nova encarnação, embora sofra ação da lei do esquecimento do passado.
Há pouco tempo atrás, uma paciente em regressão de memória sintonizou
uma cena do passado que trouxe-lhe respostas sobre a complicada relação que mantinha com o seu pai desde a infância. Nessa vida ele fora uma pessoa poderosa e extremamente orgulhosa, que mantinha a sua família sob o jugo de suas ordens.
Dominador, não admitia contrariedades vindas de subalternos, inclusive familiares.
Na vida atual, ele não é o "todo-poderoso" daquela vida, mas ainda conserva
o marcante traço psicológico do orgulho, que, provavelmente, o acompanha há
muito tempo.
Naquela vida, a paciente fora uma das filhas, que apesar de revoltada com o
autoritarismo do pai, não o contrariava para não ser execrada da família e do lar. Na vida atual, apesar da lei do esquecimento ter apagado de sua memória essas lembranças, algo impedia com que ela se aproximasse de seu pai com naturalidade.
Hoje, a soberba do remoto passado já arrefeceu, possivelmente como
resultante de aprendizados adquiridos durante as experiências vitais que se
sucederam. Porém, conforme observação de sua própria filha, o "traço" permanece latente em seu inconsciente e manifestando-se em seu comportamento de uma forma menos incisiva na comparação com o distante pretérito...
O orgulho na medida certa faz bem ao ego e às pessoas de convívio íntimo.
Sentir-se orgulhoso com a conquista de um filho ou de outro familiar, faz parte das expectativas de crescimento de pessoas que compõem um núcleo familiar saudável sob o ponto de vista psíquico-espiritual.
O problema é o orgulho de traço obsessivo que leva o indivíduo à soberba, à
presunção, ao autoritarismo e à autoconfiança exagerada. Obsessão, a princípio anímica, mas que pode tornar-se anímico-espiritual, ou seja, originada pelo livre-arbítrio da pessoa e combinado com a sintonia pela mesma faixa vibratória de um espírito obsessor.
Nas reuniões mediúnicas espíritas, ocorrem muitos casos de atendimento a
espíritos obsediados pela condição de luxo, riqueza material e poder que
experenciaram em uma vivência na Terra. Durante muito tempo eles sentem-se ligados às ilusões da realidade física. Foram figuras influentes da nobreza medieval, da Igreja ou da política, onde, invariavelmente, exerceram a autoridade e conviveram íntimamente com o poder.
Quando estes espíritos reencarnam na riqueza ou na pobreza, o traço do
orgulho permanece marcante na inconsciência, prestes a revelar-se se a pessoa não alterar o seu padrão comportamental ou frequência vibratória através da educação responsável dos pais ou por intermédio dos benefícios da espiritualização ou do autoconhecimento. É o caso do dito popular: "Sou pobre, mas orgulhoso".
O orgulho, pai do egoísmo e mãe do egocentrismo existencial que tem
espalhado a infelicidade entre os povos da Terra, é a chaga que permanece
provocando sofrimento a indivíduos que trazem consigo a marca do orgulho
associado ao poder.
Vemos muitos deles espalhados por aí, exercendo cargos nas mais diversas
áreas de atuação profissional, política e religiosa. Inclusive eu, você, podemos ser um deles em potencial, à espera de uma oportunidade para que a "velha" soberba se revele...
Contudo, trazemos internalizados no inconsciente, as leis da vida em
equilíbrio, que é a referência máxima para o sentido de felicidade a partir das nossas livres escolhas. Repetir o passado é perder tempo precioso na senda que nos leva ao progresso espiritual. Ignorar o presente como uma oportunidade de renovação e de crescimento integral, é iludir-se com as armadilhas preparadas pelo ego de traço obsessivo.
Portanto, cuidado com o orgulho, pois essa energia em desequilíbrio pode
significar a nossa prisão em vida, seja na experiência da riqueza ou da pobreza material.

POR FLÁVIO BASTOS

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