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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Verdadeira Família

Existem dois tipos de família: corporal e espiritual. A primeira pelos laços cosanguíneos e a segunda por afinidade.
Nem sempre a família corporal é também família afim, apesar de que , na maioria dos casos, as pessoas retornam ao mesmo grupo familiar. Entretando, devemos lembrar que há muitos Espíritos que reencarnam em meio hostil, a fim de que possa reparar as suas faltas, com os antigos desafetos. Assim é que existem os filhos problemas, maridos e esposas incompreensíveis, irmãos que se degladiam.
Sabendo dessas situações é bom que examinemos o que está ocorrendo em nossos lares, mesmo os lares que estão desfeitos, e procuremos enfrentar os dramas familiares, da melhor forma possível, sabendo que as nossas dívidas devem ser quitadas por nós mesmos, porque são intransferíveis.
Em se tratando de Espíritos rebeldes e que não querem reencarnar no seio de determinada família, por não querer enfrentar a prova ou expiação, o renascimento pode ser imposto, assim como obrigamos nossos filhos a tomar remédio, quando ele não quer, mas dele necessita.
Os Anjos Guardiães interessados na evolução de determinado Espírito, após obter autorização de seus superiores, obrigam o seu tutelado a uma reencarnação, a fim de que ele possa reconciliar-se com o inimigo, mais rapidamente. “A liberdade é do tamanho da responsabilidade. – Emmanuel”.
Casos há em que determinado Espírito, depois de relutar, acaba aceitando uma nova experiência carnal, para depois desertar da mesma, sofrendo amargamente por esse ato, porquanto ele sofrerá muito mais do que sofreria se estivesse enfrentando a prova assumida.
Também pode ocorrer que depois de encarnado ele rompa os seus compromissos, pelo suicídio, o a separação, o que é lamentável ainda.
Os dramas familiares são comuns em nosso mundo, tendo em vista que estamos num planeta muito inferior, motivo pelo qual ainda temos muitas contas a acertar. Mas nem tudo são tragédias, há também cenas comoventes, de abnegação, concórdia e fraternidade, assim como o encontro de almas afins, que vivem uma vida de paz e amor, onde um aceita o outro tal qual é, tanto na alegria como na dor, carregando o fardo da vida com perseverança e dignidade. Nestes casos , é óbvio que se trata de participantes de uma família espiritual, porque estarão juntos, tanto nesse como no outro mundo, em virtude do mesmo grau evolutivo.
Reparem na responsabilidade que temos em nossa existência: esses Espíritos lutartam muito para criar esse elo de felicidade em suas existências, assim podemos ver a importância de sairmos de nossa ignorância, e velarmos por nossa evolução moral e espiritual. Podemos resgatar nossas dívidas kármicas e termos ao nosso lado parceiros evolutivos e criarmos e ampliarmos nossa família espiritual.
Quando não são afins, há esquecimento mútuo, logo que um dos participantes retorne a vida espiritual.
Muitos são aqueles que deixam seus companheiros no Plano Espiritual, para enfrentar um credor numa existência terrena, na condição de cônjuge.
A prova não é fácil, o que resulta em muitos fracassos, mas aqueles que não concluem a tarefa numa existência retornam em outra para concluí-la, com maiores dificuldades. Portanto, separação e divórcio mesmo os casais não sendo casados segundo as leis dos homens, somente são admissíveis em casos extremos, em que possa ocorrer um delito grave, caso contrário, tenhamos a coragem necessária de levar até o fim o compromisso assumido, para que possamos retornar aos braços de quem nos aguarda ansiosamente para desfrutarmos da verdadeira felicidade, que é a união dos Espíritos afins.

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