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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Lei do Amor e Caridade

Amor e caridade: nessas duas pequenas palavras, que nunca vivem separadas uma da outra, se encontra resumido tudo o de nobre que existe no universo; se encontra resumido todo o aspecto moral a ser seguido pelo ser humano, enfim, se encontra toda a moral ensinada por Jesus. E o que é a moral espírita senão a que foi ensinada pelo Cristo rediviva? Essas duas palavras são pontos essenciais do Espiritismo, assim como deveriam ser também da vida de todas as pessoas.
Difícil é definir onde começa o amor e onde se inicia a caridade, uma vez que caridade sem amor não existe, e vice-versa. A caridade abrange a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a abnegação, o devotamento, a solidariedade, a justiça, a fraternidade, etc, sendo a negação absoluta de qualquer orgulho e egoísmo. A verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Na verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si. Reinando ela na Terra, o mau aqui não imperaria; fugiria envergonhado; ocultar-se-ia, visto que em toda parte se acharia deslocado. Os homens conformariam seus atos e palavras a esta máxima: “não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam”. Em se verificando isso, desapareceriam todas as causas de dissensões e, com elas, as dos duelos e das guerras, que são os duelos de povo a povo.
Igual importância tem o amor, que é a virtude fundamental sobre a qual há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ele não existem as outras. Sem o amor não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem o amor não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma que ama o próximo como a si mesmo. Amarmos a Deus e uns aos outros: eis toda a lei. Lei divina, mediante a qual governa Deus o universo. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.
Como colocado no início: amor e caridade não existem um sem o outro.
No entanto, o que se pensa quando surge a palavra caridade?
Ajuda material? Doações de roupas, alimentos? Esmolas?
Sim, todas são formas de caridade, mas não somente elas. Por pensamentos, por palavras e por ações exercemos a caridade. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados; por palavras, dando aos nossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos. Pode-se ser caridoso, mesmo com os parentes e com os amigos, sendo uns indulgentes para com os outros, perdoando-se mutuamente as fraquezas, cuidando para não ferir o amor-próprio de ninguém. Também isso é caridade. A própria prece é, sim, uma caridade. A oração feita com fervor em benefício de outrem consiste em uma dedicação nossa a essa pessoa. Pois vamos duvidar da utilidade dessa prece, no poder da fé, perante Deus?
A verdadeira caridade constitui um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo. Completa fraternidade deve existir entre os verdadeiros seguidores da sua doutrina. A verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que damos. A caridade sublime, ensinada pelo Cristo, também consiste na benevolência a ser usada sempre e em todas as coisas para com o nosso próximo. Podemos ainda exercitar essa virtude sublime com relação a seres para os quais nenhuma utilidade terão as nossas esmolas, mas que algumas palavras de consolo, de encorajamento e de amor, conduzirão ao Senhor supremo.
De todas, a caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência. É fácil perceber que a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, é, porém, a mais difícil de exercer-se. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que somos recebidos por pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de nós, quando, espiritualmente falando, estão muito abaixo. Não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral. Contudo, essa caridade não deve obstar a outra. Necessário é ter cuidado em não tratar com desprezo o nosso semelhante.
O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esforçar-se por fazer que prevaleça o que há nele de bom e virtuoso. Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.
A caridade abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa. Uma sociedade que nela se baseia deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à mercê do acaso e da boa-vontade de alguns. O homem de bem, que compreende a caridade de acordo com Jesus, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão. A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira por que é praticado. Duplo valor tem um serviço prestado com delicadeza. Se o for com altivez, pode ser que a necessidade obrigue quem o recebe a aceitá-lo, mas o seu coração pouco se comoverá.
Aos olhos de Deus, a ostentação tira o mérito ao benefício. Disse Jesus: “ignore a vossa mão esquerda o que a direita der”. Por essa forma, ele nos ensinou a não colocarmos juntas a caridade e o orgulho. A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola; e em convertendo em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, humilha-se o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “não saiba a mão esquerda o que dá a direita”.
Não escolhamos também a quem amar. Não nos disse Jesus que amar os amigos qualquer um faz? Pois amemos também os nossos inimigos, aqueles que nos injuriam e nos causam mal. Certo, ninguém consegue votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior a eles, ao passo que abaixo deles se coloca, se procura tomar vingança. Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Não esperemos ainda reconhecimento ou gratidão pelos nossos atos. Nisso, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento. Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo. Se Deus permite por vezes que sejamos pagos com a ingratidão, é para experimentar a nossa perseverança em praticar o bem.
O exercício da caridade e do amor é um meio de nos aperfeiçoarmos. Sua negação é, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Não esqueçamos nunca que o espírito, qualquer que seja o grau de seu adiantamento, sua situação como encarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sejamos, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que nos faz dar friamente o óbolo que tiramos do bolso ao que nos ousa pedir, mas a que nos leve ao encontro das misérias ocultas. Sejamos indulgentes com os defeitos dos nossos semelhantes. Em vez de votarmos desprezo à ignorância e ao vício, instruamos os ignorantes e moralizemos os viciados. Sejamos brandos e benevolentes para com tudo o que nos seja inferior. Amemos os desgraçados, os criminosos, como criaturas, que são, de Deus, às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como também a nós, pelas faltas que cometemos contra Sua lei. Assim sejamos para com os seres mais ínfimos da criação e teremos obedecido à lei de Deus.

Excertos de “O Livro dos Espíritos” e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

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