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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ego – O Falso Centro Autêntico

“DIZ-SE QUE QUANDO PROCURAMOS A FELICIDADE FORA DE NÓS”,
”Estamos procurando no lugar errado”.
Podemos introduzir na nossa experiência toda a variedade que quisermos, podemos até viajar por muitos e variados lugares; continuaremos, porém, a ver tudo com os mesmos olhos ou com os óculos que decidimos colocar nesse dia.
A maneira como pensamos e sentimos é que dá cor à nossa percepção do mundo em que vivemos. Quando tentamos transformar o mundo e pô-lo de acordo com as nossas expectativas e preferências, temos muitas probabilidades de falhar.
Se está chovendo, não podemos obrigar o Sol a brilhar somente porque o desejamos; podemos, no entanto, investigar essa parte de nós que se sente tão incomodada com a chuva.
Isto não significa que necessitemos de uma nova personalidade – já possuímos uma. Em termos práticos, aquilo que necessitamos é de um espelho para nos mostrar exatamente quem somos e quais os aspectos que poderíamos melhorar, se fossem trabalhados.  
Até agora, temos tido tendência para construir uma coleção de máscaras – diferentes máscaras para diferentes situações – mas nunca examinamos realmente o nosso verdadeiro rosto porque, de certo modo, estamos demasiado próximos do objeto da análise para o podermos ver claramente. Em vez disso, olhamos para as outras pessoas e, quando vemos um rosto bonito, temos a esperança de que o nosso também o seja.
Algumas vezes, porém, a nossa máscara foge ou esquecemos de pôr e então vemos de relance como somos realmente. Normalmente, isso é tão doloroso que, pura e simplesmente, não o podemos aceitar.
Temos de cobrir outra vez o rosto, o mais rapidamente possível. Estamos tão habituados a querer mudar as coisas que nem sequer somos capazes de nos aceitar como somos.
Entretanto, debaixo da máscara, o nosso verdadeiro rosto está apodrecendo por falta de ar e de luz, e por nunca o limparmos como deve ser.
Superficialmente, podemos parecer boas pessoas, mas é aquele que está por detrás da máscara que necessita de ser purificado. Se o nosso espirito é puro, podemos ser realmente úteis aos outros. No entanto, fingir que somos boas pessoas e permanecer podres por dentro não pode ser de grande utilidade, nem para nós nem para ninguém.
Atrás da máscara está o “eu”, mas não sabemos realmente quem somos. Quando damos qualquer coisa, mesmo tão insignificante com um pedaço de pão, pensamos logo que somos muito bons e caridosos e recordamos esse ato de bondade durante muito tempo. Por outro lado, quando atuamos de forma egoísta ou negativa, procuramos esquecê-lo de imediato.
Temos tendência para construir uma falsa imagem de nós mesmos que nos sirva de consolação. Esta maneira de nos iludirmos é muito difícil de descobrir – é por isso que necessitamos de um espelho.  Contudo, é importante ter uma atitude equilibrada em relação ao que vemos no espelho. Ver unicamente o lado mau é tão prejudicial como ver somente o lado bom. Fixamos somente nos aspectos da personalidade que poderia levar a uma profunda depressão e ao desespero.
Podemos examinar-nos ao espelho sem condenar o que vemos nem querer despedaçar a imagem. Por outro lado, ignorar ou querer suprimir o nosso lado negativo nada mais faz que reforçá-lo, o que leva a um aumento da pressão interior que um dia poderá dar lugar a uma explosão. 
Hoje em dia, muitos de nós se insurge contra as armas nucleares; no entanto,  de certo modo, há uma espécie de reação nuclear que esta constantemente  produzindo-se dentro do nosso espírito.
Todos os dias, o nosso ego produz orgulho, inveja, cólera, desejo, ódio, que espalham o medo e a tensão em todas as direções, fazendo mal a nós mesmos e aos outros.
Para neutralizar uma arma ou uma reação nuclear de nada serve enterrá-la e simplesmente desejar que desapareça. Do mesmo modo, para tornar inofensivas as forças destrutivas que se encontram dentro de nós, temos de tirar o detonador e desmontá-las com muito cuidado e perícia, por meio da nossa compaixão e da nossa compreensão e da caridade.
Esta árdua tarefa deve ser abordada com paciência e um sereno desapego.  
Aquilo que aprendemos ao olhar para o “espelho” pode ser muito útil no caminho espiritual, mas primeiro deve passar a fazer parte da nossa experiência e não permanecer separada dela; porque, se não assimilarmos a compreensão e a compaixão que vão surgindo, estaremos simplesmente colocando outra máscara.
Aquilo que examinamos ou visualizamos deve aplicar-se à nossa vida cotidiana. Passar uma hora  meditando na melhor maneira de nos desfazermos dos ciúmes por exemplo, e depois, logo que a sessão termina, deixarmo-nos imediatamente envolver numa cena de ciúmes é totalmente inútil. Aquilo que examinamos tem de ser aplicado à nossa vida diária, às situações comuns que constituem a nossa existência.  
Além disso, podíamos estudar e reunir muitos tipos de ensinamentos, com a melhor das motivações deste mundo, mas, se esses ensinamentos não puderem relacionar-se com as nossas circunstâncias específicas e serem aplicados, não conseguiremos obter grande benefício.
A educação formal e a capacidade intelectual ajuda-nos um pouco a compreender e a lidar com as situações da vida cotidiana, mas um espírito aberto e pronto a aceitá-las é mais importante.    Se bem que dentro de nós exista um grande potencial de compreensão e de compaixão, se não cultivarmos estas qualidades e não as utilizarmos para um bom fim, é como se não existissem.
Um homem rico que não sabe empregar o seu dinheiro sofre mais do que um homem pobre que gasta cada centavo de maneira útil. Uma pessoa pode ter um automóvel e centenas de baterias, mas se deixa que estas se descarreguem, o seu carro nunca poderá ser usado dessa forma. Portanto, temos que estar muito atentos e fazer o melhor uso possível daquilo que temos. Por exemplo, não é suficiente ter consciência de um sentimento de inveja. Se realmente queremos dominá-lo e transformá-lo, temos que fazer um certo esforço e usar de uma grande perícia. Deste modo, a nossa força e confiança podem aumentar e os sentimento de pobreza e de desamparo darão lugar a um sentimento de riqueza e de respeito por nós próprios.
À medida que continuamos a utilizar o espelho, alguma melhoria certamente se torna latente naquilo que nele vemos, o que nos confirma que algum progresso espiritual está sendo alcançado.
Paralelamente, a dor que anteriormente sentíamos diminuiu e acaba  desaparecendo.  Pouco a pouco, gradualmente, seremos capazes de identificar e de neutralizar os venenos interiores e os estados de espírito negativos que tornam tão difícil viver neste mundo.
Nenhum de nós pode dominar o mundo exterior, mas podemos vencer dentro de nós a vaidade, o orgulho, o desejo, o ódio e a inveja que nos põe precisamente em desacordo com ele. Nesta fase, cessará qualquer sentimento de conflito com as situações externas. Podemos tornar-nos amigos de nós mesmos, assim do mundo que nos rodeia, e seremos capazes de ajudar todos aqueles com quem compartilhamos. Tudo e todos nos serão úteis e nós seremos também úteis aos outros.  Entretanto, deveríamos ter cuidado em não ficar obcecados conosco e com os nossos problemas.
Se recordarmos a motivação correta, teremos mais probabilidades de manter um sentido da perspectiva e das proporções.
A finalidade é utilizar aquilo que vemos para benefício de todos, o que implica uma atitude de espírito muito aberta e um ponto de vista objetivo. Deste modo, podemos ver as coisas claramente, tal como elas são, e avaliar corretamente, aquilo que não está equilibrado na nossa vida – mudar aquilo que pode ser mudado, mas também aceitar tudo aquilo que tem de ser aceito.
Viver com um espelho à nossa frente não é fácil, mas para podermos compreender e resolver os nossos problemas, vale a pena suportar um certo sofrimento e um certo desconforto. Estamos muito habituados a julgar e a tentar mudar os outros; por outro lado, pode ser bastante assustador termos que nos enfrentar e trabalhar conosco mesmos.
É absolutamente normal temer o que se desconhece: a solução é aprendermos a conhecer-nos e a tornar-mos amigos de nós mesmos, do mesmo modo que um bom domador começa por ganhar a confiança do tigre. Uma vez  que tenhamos conseguido estabelecer uma relação prática conosco mesmos, poderemos até descobrir que não temos assim tantos problemas e que aqueles que realmente temos se desvanecem mais facilmente do que pensamos.
Este modo de trabalharmos conosco próprios não se limita a ser atraente: é algo que devemos levar a sério, com sinceridade e de maneira autêntica. Portanto, resolvamos os nossos próprios problemas. Temos que domar o nosso espírito e treinar-nos. A alternativa é permanecer indefinidamente em conflito com o mundo em geral, culpando as outras pessoas e as situações externas de qualquer coisa que nos incomoda ou nos perturba.  
Há vários bilihões de pessoas cujos problemas teríamos de resolver se quiséssemos abordar o problema desta maneira. Em vez de tentarmos mudar todas as pessoas, será melhor “dar uma olhada no espelho”, trabalharmos conosco tal como somos e empreendermos essa tarefa, ligeiramente menos difícil, de domar e treinar o nosso próprio espírito. “
“Julgar, pré-supor, é a tendência para descobrir defeitos nos outros”.

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