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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Loucura Eu?

É interessante como nos dias de hoje, apesar da forma de expressão estar mais aberto, ainda é considerado Loucos ou Loucura o que não é Normal, ou seja tudo que se faz fora do Padrão, como por exemplo seguir determinada religião, utilizar adornos e roupas, ou mesmo pensar de maneiras diferente dos “outros”, dificuldades na aprendizagem ou gênio,  já é considerado anormal.
Fico pensando, de como me expresso e sou hoje, seria uma forte candidata em determinadas épocas a ser internada ou até perseguida e morta (se isto já não aconteceu). Então, mesmo para o século 21, eu não deixo de Ser Louca ! rsrsrs
Para confirmar o que disse acima, segundo a psicologia a Loucura ou Insânia é uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados “anormais” pela sociedade. É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença. A verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo só pode ser feita por especialistas em psicopatologia.
Algumas visões sobre loucura defendem que o sujeito não está doente da mente, mas pode simplesmente ser uma maneira diferente de ser julgado pela sociedade. Na visão da lei civil, a insanidade revoga obrigações legais e até atos cometidos contra a sociedade civil com diagnóstico prévio de psicólogos, julgados então como insanidade mental.
Porém, a loucura não foi sempre considerada doença mental. O filósofo, historiador e psicólogo Michel Foucault, no livro “A História da Loucura”, propõe que este conceito é antes uma construção social do que resultado de uma anomalia cerebral. Este pensamento é compreensível ao analisarmos as diferentes sociedade, as maneiras diversas como elas lidam com o ambiente e a forma de se portarem.
Um xamã de uma tribo indígena que conversa com espíritos ancestrais é aceito e também cultuado dentro de sua cultura. Quando deslocado para o ponto de vista da cultura ocidental contemporânea capitalista, este homem será julgado como alvo de surtos psicóticos.
Percebam que ele é o mesmo homem, mas suas atitudes serão interpretadas de maneiras totalmente diferentes de acordo com o meio em que ele está inserido.
Podemos inumerar diversos casos em que uma determinada ação é aceita dentro de um contexto, enquanto que em outro é totalmente repudiada. Comer com pauzinhos pode parecer loucura para um brasileiro quando se existem talheres. Assim como possuir uma festa com a duração de uma semana, com ocorrência de uma vez ao ano, em que todas as práticas sexuais e libidinosas são não somente aceitas, mas como também incentivadas pelos meios de comunicação, poderá parecer loucura para um protestante do norte da Europa.
A loucura é então determinada pelas condições históricas e locais. Trazendo um exemplo que muitos leitores possam conhecer é o fato de muitos médiuns sofrem com preconceito, recebendo diversas classificações patológicas como “esquizofrênicos” ou “histéricos”. Não digo que não exista uma disfunção cerebral que possa causar alucinações. Mas como podemos negar o fato que essas pessoas são felizes em seu meio e encontram uma utilidade para suas vidas? Será justo trancarmos em manicômios, ou criticar por suas condutas, todas as pessoas que se dizem possuidoras de contatos com entidades de outros planos, em nome da Ciência, para definharem infelizes como loucos e renegados da sociedade?
Ou será mais justo e respeitoso se dermos a esse ser humano o direito de praticar suas crenças, desde que não invada o campo do outro ou atente contra os direitos humanos?
O conceito de loucura não irá somente variar em questão de espaço, como também dentro da mesma sociedade em diferentes tempos.
Na Europa, durante o Renascimento, o louco tinha direito de viver solto nas cidades e era visto como detentor de um saber esotérico que guardava as verdades secretas do Universo. Exemplo desta tradição é o nosso conhecido Arcano 0 (zero) do Tarô, que representado pelo Louco, se refere à loucura como uma busca errante da verdade.
Com o advento do Iluminismo e a busca pela Verdade Última das Coisas, a loucura é vista como oposta à razão, ou seja, contra os conceitos de verdade ou moralidade. O próprio Descartes afirma que podemos encontrar a verdade até nos sonhos, mas jamais na loucura.
Na Época Clássica os loucos são expulsos da vida social, junto a demais proscritos, como sodomitas, prostitutas, feiticeiros e alquimistas.
A Psiquiatria surge algum tempo depois com a proposta de classificar, enquadrar e “curar” a loucura, considerando sintomas como sinais de um distúrbio orgânico. Freud tem um papel importante nesta história ao discutir a questão da normalidade x patologia. Na Psicanálise, o que distingue o normal do anormal é uma questão de grau e não de natureza, isto é, nos indivíduos “normais” e nos “anormais” existem as mesmas estruturas de personalidades, apenas em intensidade diferentes.
Mas afinal, o que é Normal?
A idéia de normalidade é muito mais uma questão de matemática estatística do que de saúde.
Viver a vida na busca doentia por dinheiro e status social é normal em nossa sociedade. Mas é extremamente patológico.
O atual paradigma da ciência impõe rótulos, e ao impormos uma classificação, nós restringimos o universo de alguém. Você pode chamar uma Criança de Hiperativa e enchê-la de remédios ou pode chamar uma Criança de Ativa e colocá-la para praticar esportes. Você pode dizer que um jovem tem Deficiência de Aprendizagem e enchê-lo de remédios ou pode ¹Descobrir a Dificuldade dele e introduzir novos métodos de ensino mais adequados a sua situação especial.
¹Meu filho de 08 anos, esta com dificuldades de aprendizagem, e em vez de ignorar ou enchê-lo de remédios, ele está passando em avaliações numa associação para descobrir qual é a sua dificuldade.
Existe um padrão de comportamento exigido pela sociedade, e todos aqueles que fogem da média são considerados desviantes da normalidade.
O saber científico e suas técnicas surgem comprometidos com o interesse de alguns grupos em manter a ordem social. Anestesia-se ou retira-se a legitimidade do discurso do indivíduo que contesta esta ordem, transformando-o em louco (trecho original em Psicologias – uma introdução ao estudo da psicologia. Vários autores).
Quando poderá tornar-se realmente loucura?
No momento que esta pessoa reprime suas atitudes, não se aceitando, para acompanhar o que lhe foi imposto para seguir o padrão da sociedade, pode sim, agravar-se e virar mesmo o estado esquizofrenia, depressão, etc.
Algumas Pessoas Consideradas Loucos

    Sócrates

    Chico Xavier

    Albert Einstein

    Raul Seixas

    Paulo Coelho

    Aleister Crowley

    Osho

    Dr. Bezerra de Menezes

    Jesus Cristo


Todos aqueles que contribuíram para nosso Espiritual, os que trazeram descobertas e avanços através da ciência, os que revolucionaram épocas como os hippies foram Verdadeiros Loucos, perante a sociedade.

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