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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Esperar por Chico Xavier

Chico nasceu humilde, conheceu pouco a vida na terra
Das folhas secas fizeram seu travesseiro e do amor seu cobertor
Não tinha maldade, até bondade chegou cedo ao seu coração
Caminhou como cordeiro, incompreendido muitas vezes
Mas não faltou-lhes a fé, mesmo sem ter o amor de sua mãe, ou melhor tendo este amor sim, pois seu amor a ela, trazia a ele sua presença todos os dias.
Via no céu um brilho intenso mesmo tendo medo de voar como os anjos
Pensou que todos iriam ouvir sua voz, mas muitos se calaram e taparam os ouvidos
Puro sangue e sangue que corre nas veias do verdadeiro sacerdote
Não levantava taças de vinhos mas erguia as mãos daqueles que sofriam
Celebrava a vida mas tinha na morte a verdadeira transformação
Ajudava os mortos para com seu corpo e voz chegassem ao mundo dos vivos
Certeiramente produziu aos olhos daqueles que fazem de Tomé seu mais árduo desejo
Acreditou que seria mais um pastor e com seu cajado reuniria algumas ovelhas
Escreveu livros, mas não assinava seu nome ao final de nenhuma frase
Qual frase seria a sua, aquela que agora leriamos com seu nome no final?
A frase ou o verso seria os mesmos, falaria de amor, de paz e de muita união
Não seria escrita em nenhuma língua diferente, seria escrita com rosas, com mares, com flores
Seria escrita sim com tudo aquilo belo que nosso Pai nos deixou.
Humildade de Chico seria mais que um filme, muito mais que estar nas prateleiras dos autores
Seria mais fácil estar perto dos humildes, acolher as dores, e viver novamente entre os mais necessitados,
Então caro irmão não espere por Chico na mídia, não espere que ele venha volte com dois anjos ao seu lado.
Espere Chico de novo como tudo começou, veja Chico em cada criança sofrida, incompreendida, abandonada, ou talvez até drogada, ali está Chico, tentando fazer alguma coisa para mudar o mundo.

Em Memória do Amigo Chico Xavier

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