Páginas

Chat


Get your own Chat Box! Go Large!
Tenham bom senso e responsabilidade com o que está sendo dito, com bom uso e principalmente, tendo em mente que TODOS deverão ser respeitados em suas diferenças, inclusive de opinião. Assim, nenhum usuário precisará ser bloqueado. O conteúdo da conversa, deve ser relacionado aos temas do blog.
É proibido o uso de nicks com nomes de Entidades, Cargos do Tipo Pai, Mãe, Ogan etc. ou Orixás, ou nicks considerados como insultuosos ou ofensivos.
É proibido insultar ou ofender qualquer utilizador deste chat. Respeite para ser respeitado.
Não informe dados pessoais na sala de chat, tais como E-mail,
Nº de telefone.
Esse tipo de informação deve ser em conversa privada com o membro, pois o Blog não se responsabiliza por quaisquer dano e/ou prejuízo.
Ao menos uma vez por semana, estarei presente e online para quem quiser conversar, compartilhar algo e/ou trocar idéias.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um abraço

Uma jovem de Nova Orleans sentou-se uma vez ao meu lado no avião. Quando soube que eu me interessava pelo assunto dos abraços, contou-me que havia crescido numa família de costumes rigorosos, onde não existia o hábito de abraçar.
- Quase nunca nos tocávamos — afirmou ela.
- Por isso, quando comecei a sair com o meu namorado, nunca o abraçava.
- E ainda se priva dos abraços?
- Oh, não — disse ela rindo.
- Que a fez mudar?
Uma bela tarde, ela passeava com o namorado por um pontão de madeira ao longo do Mississipi. Ele tinha trazido uma máquina fotográfica e sugeriu que fizessem umas poses juntos para tirarem umas fotos perto do rio.
Montaram a máquina no passeio e depois desceram pelas rochas que levavam ao rio. Numa tentativa de se despachar para se pôr em posição a tempo, antes que a câmara disparasse, ela tropeçou e caiu, torcendo o pé.
A câmara disparou e apanhou-a sentada nas pedras. Quando voltou para o passeio com Brad, sentia fortes dores no tornozelo. Tinha feito um entorse e teve de atravessar todo o pontão a coxear, com ele a ajudá-la em cada passo que dava.
- Ele tinha o seu braço à volta da minha cintura e as nossos quadris estavam pressionadas um contra o outro. Eu tinha o braço à volta do seu pescoço.
Sentia tantas dores que nem pensava no que estava fazendo. De poucos em poucos metros, tínhamos de parar. E, de cada vez que parávamos, ficávamos ali ao sol, apoiados um no outro, quadril com quadril, lado a lado.
As pessoas passavam e sorriam-nos. Viam em nós um casal de namorados a aproveitarem juntos um momento de paz. Mal eles sabiam como eu estava a sofrer.
Quando alcançaram a Decatur Street para apanhar um táxi, tinha passado uma hora.
—Durante aquela hora, eu aprendi algo sobre o abraço que não voltaria a esquecer. Descobri o prazer de estar em contacto com alguém que se ama, mesmo se for só num abraço de lado.
Na verdade, quando paramos à frente do navio Natchez, pedimos a alguém que tirasse uma fotografia nossa assim. Ainda a tenho. Aparecemos com os braços à volta um do outro, naquele abraço de lado.
Sempre que ele se quer lembrar do dia em que a nossa relação ficou séria, caminhamos abraçados de lado. É uma maneira engraçada de lembrar a forma como eu me libertei de uma infância de privação de abraços

Nenhum comentário:

Postar um comentário