Páginas

Chat


Get your own Chat Box! Go Large!
Tenham bom senso e responsabilidade com o que está sendo dito, com bom uso e principalmente, tendo em mente que TODOS deverão ser respeitados em suas diferenças, inclusive de opinião. Assim, nenhum usuário precisará ser bloqueado. O conteúdo da conversa, deve ser relacionado aos temas do blog.
É proibido o uso de nicks com nomes de Entidades, Cargos do Tipo Pai, Mãe, Ogan etc. ou Orixás, ou nicks considerados como insultuosos ou ofensivos.
É proibido insultar ou ofender qualquer utilizador deste chat. Respeite para ser respeitado.
Não informe dados pessoais na sala de chat, tais como E-mail,
Nº de telefone.
Esse tipo de informação deve ser em conversa privada com o membro, pois o Blog não se responsabiliza por quaisquer dano e/ou prejuízo.
Ao menos uma vez por semana, estarei presente e online para quem quiser conversar, compartilhar algo e/ou trocar idéias.

domingo, 31 de julho de 2011

Preto Velho

Em geral espíritos sábios, são os verdadeiros psicólogos dos pobres, pois são espíritos sempre preparados para escutar, esclarecer e ajudar os que eles procuram, dentro da linha de preto velhos podemos qualificalos como: mirongueiros, feiticeiros, mandigueiros e curandeiros.
Mirongueiros: os que são ligados a simpatias, trabalhos para abrir caminhos etc.
Feiticeiros: esses ainda estão em transição e temos que observá-los bem na Umbanda, pois ainda trabalham com feitiçaria atende caprichos das pessoas como amarrações etc. São chamados também de Quimbandeiros. Não podemos esquecer que a Umbanda não trabalha com Feitiços, Umbanda trabalha com Magia Branca.
Curandeiros: são os que trabalham na linha de cura, com passes, garrafadas, pomadas, ungüentos, emplastos, rezas e novenas geralmente são os mais procurados.
Obs: Quase  todas as entidades que trabalham nesta linha são curandeiros e mirongueiros .
Quanto aos feiticeiros, cabe ao dirigente doutriná-lo e ensiná-lo a trabalhar somente no desmanche de magias já que são mestres no que fazem, e com certeza serão ótimos trabalhadores como já o são.
Ao contrário o que muitos pensam e divulgam, no seu cachimbo existe a mironga, pois a fumaça junto com o passe tem um efeito magístico formidável onde deslocam miasmas, parasitas espirituais, baixas magias  pois tudo tem fundamento energético o fluido do médium (respiração fluido vital - ar que sai dos pulmões do médium sai com energia vital) comiserados com a energia preto velho (espírito sábio , que vem em forma simples , mas que muitos foram magos e conheciam muito bem a magia) que se mistura com a queima de ervas como o fumo que cientificamente é uma planta que de acordo com pesquisas absorvem mais energia solar do que qualquer outra transformam seu trabalho em um trabalho eficaz contra os espíritos do mal e baixa magia.
É triste quando vejo isso ser questionado ou interpretado de forma ruim, pois na Umbanda existe magias e não podemos simplesmente esquecê-las porém respeitá-las sempre , as vezes leio em algum blogs espíritas ortodoxos colocando nossos queridos pretos velhos como espíritos atrasados pela sua ritualística por causa do fumo não levando em consideração a forma como trabalham.
       
         Bem...

         Que os Velhinhos de Umbanda olhe sempre por nós... Adorei as Almas! Salve os Pretos Velhos!

sábado, 30 de julho de 2011

As Águas na Umbanda



A água na Umbanda é um dos elementos naturais mais receptivos, com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias negativas, que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.


ÁGUA DO MAR

Ótima para descarrego e para energização, batida contra as rochas e as areias da praia, vibra energia, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais, principalmente sob a vibração de Iemanjá. Podemos ir molhando os chakras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando nosso corpo de energias sutis. Ideal, se realizado em mar com ondas. Saudemos Mamãe Yemanjá e todo o Povo do Mar.

ÁGUA DA CACHOEIRA

Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e nos livra de todas as impurezas. Ideal, se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol. Saudemos Mamãe Oxum e todo Povo d’água.

ÁGUA DOS RIOS E LAGOAS

Tem também grande propriedade curadora e equilibradora. Se o rio tiver pouco movimento, quase parado, assim como a lagoa ou mangue, essa água tem uma energia decantadora e curadora. Saudemos Nanã Buruquê. Se o rio for bem movimentado com corredeiras, a energia da água é energética, equilibradora e reparadora. Saudemos Mamãe Oxum.

ÁGUA MINERAL

Água da pureza, do equilíbrio, da harmonização e da paz. Envolve nossos chakras desobstruindo-os e equilibrando- os. Utilizada para a fixação de fluidos espirituais transmitido pelas Entidades de Luz. É uma água muito fácil de se encontrar, por isso aproveitem esse Axé. Saudemos Oxalá.

ÁGUA DE POÇO

É excelente nos casos de doenças, tanto no corpo espiritual como no corpo astral, pois tem uma grande energia transmutadora. Essa água está em contato com a terra, que é o agente mais poderoso de regeneração física absorvendo a energia ruim da área afetada, colocando em seu lugar uma energia boa. A cura se processa graças a uma troca de energia devido a interação entre os componentes físico, químico e energético que a terra oferece. Saudemos Omulu e também Nanã.

ÁGUA DA CHUVA

É altamente energética e purificadora. É a água que entrou em estado de vaporização e absorve toda a energia do ar, quando novamente entra em outro estado de mudança e retorna ao estado liquido, caindo do céu sobre a terra. Por isso, é utilizada justamente nos momentos em que precisamos de mudança. A água da chuva é benéfica e pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai as vibrações negativas do local. sendo ótima também para banhos de descarrego e limpeza de ambientes, pois é ela que limpa as ruas e as encruzas carregando todas as vibrações dos trabalhos arriados nesses locais. Saudemos Iansã, dona do tempo e das tempestades.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A vida do homem pode ser vivida repleta de saúde e prosperidade.

A tranqüilidade precisa entrar em sua vida, pois, dependendo da forma como você irá conduzir a sua vida,
irá determinar um número menor ou maior de acontecimentos dolorosos em seu caminho.
O homem, por mais moléstias que o atinjam, é dotado de vitalidade, alegria e equilíbrio.
Ser grato, aceitando as restrições que a matéria lhe impõe em determinados períodos de sua
vida, deve ser analisado como um estágio a ser superado e não um bloqueio para os objetivos
preestabelecidos.
Dirija a sua vida na intenção de aceitar-se como é, e como está, neste momento.
A luz que deus destina à você, através de seus anjos, pode ser um alívio confortante para
torná-lo mais atencioso quanto ao seu próprio corpo.
Esclareça consigo mesmo, o quanto a sua matéria é imprescindível em sua estrada.
Analise o quanto pode ainda fazer e o quanto pode melhorá-la, para que ela possa atuar
de acordo com a luz de seu espírito.
Procure sempre lembrar-se do quanto a sua vida é bela e o quanto ela pode ainda
oferecer-lhe. Comungue com seu anjo e agradeça por ser cada dia mais lúcido e saudável,
por mais deficiente que possa encontrar-se neste exato instante da vida.
Ele o está amparando. Tenha certeza !

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um abraço

Uma jovem de Nova Orleans sentou-se uma vez ao meu lado no avião. Quando soube que eu me interessava pelo assunto dos abraços, contou-me que havia crescido numa família de costumes rigorosos, onde não existia o hábito de abraçar.
- Quase nunca nos tocávamos — afirmou ela.
- Por isso, quando comecei a sair com o meu namorado, nunca o abraçava.
- E ainda se priva dos abraços?
- Oh, não — disse ela rindo.
- Que a fez mudar?
Uma bela tarde, ela passeava com o namorado por um pontão de madeira ao longo do Mississipi. Ele tinha trazido uma máquina fotográfica e sugeriu que fizessem umas poses juntos para tirarem umas fotos perto do rio.
Montaram a máquina no passeio e depois desceram pelas rochas que levavam ao rio. Numa tentativa de se despachar para se pôr em posição a tempo, antes que a câmara disparasse, ela tropeçou e caiu, torcendo o pé.
A câmara disparou e apanhou-a sentada nas pedras. Quando voltou para o passeio com Brad, sentia fortes dores no tornozelo. Tinha feito um entorse e teve de atravessar todo o pontão a coxear, com ele a ajudá-la em cada passo que dava.
- Ele tinha o seu braço à volta da minha cintura e as nossos quadris estavam pressionadas um contra o outro. Eu tinha o braço à volta do seu pescoço.
Sentia tantas dores que nem pensava no que estava fazendo. De poucos em poucos metros, tínhamos de parar. E, de cada vez que parávamos, ficávamos ali ao sol, apoiados um no outro, quadril com quadril, lado a lado.
As pessoas passavam e sorriam-nos. Viam em nós um casal de namorados a aproveitarem juntos um momento de paz. Mal eles sabiam como eu estava a sofrer.
Quando alcançaram a Decatur Street para apanhar um táxi, tinha passado uma hora.
—Durante aquela hora, eu aprendi algo sobre o abraço que não voltaria a esquecer. Descobri o prazer de estar em contacto com alguém que se ama, mesmo se for só num abraço de lado.
Na verdade, quando paramos à frente do navio Natchez, pedimos a alguém que tirasse uma fotografia nossa assim. Ainda a tenho. Aparecemos com os braços à volta um do outro, naquele abraço de lado.
Sempre que ele se quer lembrar do dia em que a nossa relação ficou séria, caminhamos abraçados de lado. É uma maneira engraçada de lembrar a forma como eu me libertei de uma infância de privação de abraços

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Amor como Meio, Não como Fim

É hora de substituir o ideal romântico do amor que basta em si mesmo (por isso não dura) por uma relação que traga crescimento individual.
Há algo de errado na forma como temos vivido nossas relações amorosas. Isso é fácil de ser constatado, pois temos sofrido muito por amor. Se o que anda bem tem que nos fazer felizes, o sofrimento só pode significar que estamos numa rota equivocada. Desde crianças, aprendemos que o amor não deve ser objeto de reflexão e de entendimento racional; que deve ser apenas vivenciado, como uma mágica fascinante que nos faz sentir completos e aconchegados quando estamos ao lado daquela pessoa que se tornou única e especial. Aprendemos que a mágica do amor não pode ser perturbada pela razão, que devemos evitar esse tipo de contaminação para podermos usufruir integralmente as delícias dessa emoção – só que não tem dado certo. Vamos tentar, então, o caminho inverso: vamos pensar sobre o tema com sinceridade e coragem. Conclusões novas, quem sabe, nos tragam melhores resultados.
Vamos nos deter em apenas uma das idéias que governam nossa visão do amor. Imaginamos sempre que um bom vínculo afetivo significa o fim de todos os nossos problemas. Nosso ideal romântico é assim: duas pessoas se encontram, se encantam uma com a outra, compõem um forte elo, de grande dependência, sentem-se preenchidas e completas e sonham em largar tudo o que fazem para se refugiar em algum oásis e viver inteiramente uma para a outra usufruindo o aconchego de ter achado sua metade da laranja. Nada parece lhes faltar. Tudo o que antes valorizavam – dinheiro, aparência física, trabalho, posição social etc. – parece não ter mais a menor importância. Tudo o que não diz respeito ao amor se transforma em banalidade, algo supérfluo que agora pode ser descartado sem o menor problema.
Sabemos que quem quis levar essas fantasias para a vida prática se deu mal. Com o passar do tempo, percebe-se que uma vida reclusa, sem novos estímulos, somente voltada para a relação amorosa, muito depressa se torna tediosa e desinteressante. Podemos sonhar com o paraíso perdido ou com a volta ao útero, mas não podemos fugir ao fato de que estamos habituados a viver com certos riscos, certos desafios. Sabemos que eles nos deixam em alerta e intrigados; que nos fazem muito bem.
De certa forma, a realização do ideal romântico corresponde à negação da vida. Visto por esse ângulo, o amor é a anti-vida, pois em nome dele abandonamos tudo aquilo que até então era a nossa vida. No primeiro momento até podemos achar que estamos fazendo uma boa troca, mas rapidamente nos aborrecemos com o vazio deixado por essa renúncia à vida. A partir daí, começa a irritação com o ser amado, agora entendido como o causador do tédio, como uma pessoa pouco criativa e desinteressante. O resultado todos conhecemos: o casal rompe e cada um volta à sua vida anterior, levando consigo a impressão de ter falido em seus ideais de vida.
Os doentes acham que a saúde é tudo. Os pobres imaginam que o dinheiro lhes traria toda a felicidade sonhada. Os carentes – isto é, todos nós – acham que o amor é a mágica que dá significado à vida. O que nos falta aparece sempre idealizado, como o elixir da longa vida e da eterna felicidade.
Diariamente, porém, a realidade nos mostra que as coisas não são assim, e acho importante aprendermos com ela. Nossas concepções têm de se basear em fatos, nossos projetos têm que estar de acordo com aquilo que costuma dar certo no mundo real. Fantasias e sonhos, ao contrário, têm origem em processos psíquicos ligados às lembranças e frustrações do passado. É importante percebermos que o que poderia ser uma ótima solução aos seis meses de idade, como voltar ao útero materno, será ineficaz e intolerável aos 30 anos. A bicicleta que eu não tive aos 7 anos, por exemplo, não irá resolver nenhum dos meus problemas atuais. É preciso parar de sonhar com soluções que já não nos satisfazem a adaptar nossos sonhos à realidade da condição de vida adulta.
Se é verdade, então, que o amor nos enche de alegria, vitalidade e coragem – e isso ninguém contesta –, por que não direcionar essa nova energia para ativar ainda mais os projetos nos quais estamos empenhados? Quando amamos e nos sentimos amados por alguém que admiramos e valorizamos, nossa auto-estima cresce, nos sentimos dignos e fortes. Tornamo-nos ousados e capazes de tentar coisas novas, tanto em relação ao mundo exterior como na compreensão da nossa subjetividade. Em vez de ser um fim em si mesmo, o amor deveria funcionar como um meio para o aprimoramento individual, nos curando das frustrações do passado e nos impulsionando para o futuro. Casais que conseguem vivê-lo dessa maneira crescem e evoluem, e sob essa condição seu amor se renova e se revitaliza.

Por Flavio Gikovate

terça-feira, 26 de julho de 2011

Hoje é dia de Nanã..


Nanã, a deusa dos mistérios, é uma divindade de origem simultânea à criação do mundo, pois quando Odudua separou a água parada, que já existia, e liberou do “saco da criação” a terra, no ponto de contato desses dois elementos formou-se a lama dos pântanos, local onde se encontram os maiores fundamentos de Nana. Senhora de muitos búzios, Nana sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para os povos jeje, da região do antigo Daomé, significa “mãe”. Nessa região, onde hoje se encontra a República do Benin, Nana é muitas vezes considerada a dinvidade suprema e talvez por essa razão seja freqüentemente descrita como um orixá masculino.
Em algumas regiões da África, Nana é conhecida como Inie e sua autoridade é ressaltada em um belo Oriki:

Para o alto não podemos subir,
Do alto escorregamos.
De volta pra casa,
Não falar (do que viu).
Vamos celebrar a festa do ano.
O proprietário da casa esta em casa,
O estranho pede caminho,
Se Inie me dá, eu tomo.
Se Inie recusa, eu não peço.

Sendo a mais antiga das divindades das águas, ela representa a memória ancestral de nosso povo: é a mãe antiga (Iyá Agbà) por excelência. É mãe dos orixás Iroko, Obaluaiê e Oxumaré, mas por ser a deusa mais velha do candomblé é respeitada como mãe por todos os outros orixás.
A vida está cercada de mistérios que ao longo da História atormentam o ser humano. Porém, quando ainda na Pré-História, o homem se viu diante do mistério da morte, em seu âmago irrompeu um sentimento ambíguo. Os mitos aliviavam essa dor e a razão apontava para aquilo que era certo em seu destino.
A morte faz surgir no homem os primeiros sentimentos religiosos, e nesse momento Nana se faz compreender, pois nos primórdios da História os mortos eram enterrados em posição fetal, remetendo a uma idéia de nascimento ou renascimento. O homem primitivo entendeu que a morte e a vida caminham juntas, entendeu os mistérios de Nana.
Nana é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte.
Ela é a origem e o poder. Entender Nana e entender o destino, a vida e a trajetória do homem sobre a terra, pois Nana é a História. Nana é água parada, água da vida e da morte.
Nana é o começo porque Nanã é o barro e o barro é a vida. Nana é a dona do axé por ser o orixá que dá a vida e a sobrevivência, a senhora dos ibás (que deveriam ser de barro) que permite o nascimento dos deuses (no barro dos ibás) e dos homens.
Nana pode ser a lembrança angustiante da morte na vida do ser humano, mas apenas para aqueles que encaram esse final como algo negativo, como um fardo extremamente pesado que todo ser carrega desde o seu nascimento. Na verdade, apenas as pessoas que têm o coração repleto de maldade e dedicam a vida a prejudicar o próximo preocupam-se com isso. Aqueles que praticam boas ações vivem preocupados com o seu próprio bem, com sua elevação espiritual, e desejam ao próximo o mesmo que pra si, só esperam da vida dias cada vez melhores e têm a morte como algo natural e inevitável. A sua certeza é a imortalidade de sua essência.
Nana, a mãe maior, é a luz que nos guia, nosso cotidiano. Conhecer a própria vida e o próprio destino é conhecer Nana, pois os fundamentos dos orixás e do Candomblé estão ligados à vida. A nossa vida é o nosso orixá.
Nana Buruku foi a primeira esposa de Oxalá, mas perdeu o seu grande amor para Iemanjá.
Muito sábia Nana era considerada por todos a guardiã da justiça. Era de fato juíza, as pessoas, especialmente as mulheres, costumavam queixar-se a ela, que fazia os julgamentos e aplicava os castigos. A coruja, animal que representa a sabedoria, pertence a Nana.
O que surpreendia nas sentenças de Nana é que ela só castigava os homens. Havia um jardim criado por ela especialmente para abrigar os eguns ---era o país da morte. Os maridos faltosos eram amarrados em uma das árvores. Nana convocava os eguns para assustá-los e, quando o pavor era insuportável, eles eram soltos.
Nana não vira na cabeça de homem, aliás, Nana abomina a figura masculina, pois o homem, através do esperma, líquido que é símbolo de Oxalá, semeia o óvulo e gera uma nova vida. Nana é a morte que reside no âmago da vida, que possibilita o renascimento. A vida e tudo que a representa ---o esperma (homem) e o sangue ---são considerados tabus para Nanã.
É na morte, condição para o renascimento e para a fecundidade, que se encontram os mistérios de Nana. Respeitada e temida, Nana, deusa das chuvas, da lama, da terra, juíza que castiga os homens faltosos, é a morte na essência da vida.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fios de Conta de Miçanga ou Conta Natural?

Bom, resolvi escrever acerca deste assunto, pois existe um certo debate em certas correntes da Umbanda quanto a validade, ou, força da guia feita por miçanga, alguns alegam, que não tem tanta energia, apenas isola, pois a miçanga não vem diretamente da natureza e somente contas oriundas da natureza, como exemplo, olho de cabra, olho de boi, rosário de nossa senhora, etc. tem vibração.
Porém, seria um equívoco ignorar o ritual e a magia que circundam uma guia feita de miçanga. Que o material não seja oriundo da natureza, isso é fato, porém, há algo que tem uma grande vibração e energia, as cores. As cores emitem vibrações, existe o estudo das cores, a Cromoterapia, sendo que os estudiosos entendem que cada cor possui uma vibração específica bem como uma capacidade terapêutica. Assim, apesar da miçanga não ser retirada diretamente da natureza, as cores possuem vibrações, e conforme a confecção da guia, saberá qual a vibração propiciada pela guia. Como exemplo, uma guia preta e branca, pelo estudo da cromoterapia o branco é a soma de todas as cores, e expeli energias positivas e o cor preta e a ausência de cor, atrativa, atraí energias negativas, assim, uma cor atrai as energias negativas e a outra libera energia positiva, tal guia na Umbanda é consagrada a linha dos pretos-velhos, ou mesmo, Exu da linha das almas, dependendo como se faz e para quem se faz.
Não obstante a isso, também envolve o estudo da numerologia, outro mister que envolve a confecção da guia, a numerologia está constantemente presente na Umbanda, 7 linhas da Umbanda, a trindade positiva e negativa, as 4 forças da natureza, o número 9 é considerado o número de Cristo, as 13 almas benditas (12 apóstolos e Cristo), etc. Assim vislumbra-se que a confecção de uma guia envolve energias e fundamentos, que podem transmitir vibrações e envolver as linhas da Umbanda.
As contas retiradas diretamente da natureza, olho de cabra, coquinho, búzio, e até semente de açaí, traz consigo a energia da natureza, da terra, do mar, do vegetal, e também traz consigo as cores que lhe envolve. È forte e tem fundamento, muito usado na nossa Umbanda e também para ser confeccionada, tem que ter fundamento, preparação e feita ao Orixá ou Exu correspondente, emanando energia para quem a usa.
Assim concluímos, que ambas as guias, as contas, tem força, vibração e fundamento, tudo dependerá o modo do preparo, a quem se prepara e para quem é preparado. Na Umbanda temos as guias de 7 linhas (ou 7 fios), também conhecida como Imperial, que médiuns com experiência e conhecimento podem usar e podendo ter mesclas de cores. Para os iniciantes sempre teremos branco nas guias, dos Orixás, pois sempre emitira energia positiva, porém, pode-se, posteriormente fazer com outras cores e uma cor só, tudo dependerá do grau de evolução do médium. Ambos os casos deve se ater à evolução do médium, pois uma guia carrega muita vibração e caso o médium não esteja preparado para usá-la, poderá ter um resultado oposto ao que se espera, ela fica carregada, negativa e não é algo bom para o médium, caso não saiba lhe dar com tal situação. Estudem as cores, os Orixás respectivos de cada cor e os números que a envolvem, é aconselhável que o médium, ou o zelador de santo, prepare a guia, se atentando o que fora citado acima. Salientando também que a miçanga é feita artificialmente, industrializada, porém o material que se usa para sua confecção, também é oriundo da natureza, assim como tudo que conhecemos, vem da natureza.

domingo, 24 de julho de 2011

A Fé na Umbanda

A Umbanda é uma religião eminentemente espiritista e espiri­tualizadora. Portanto, a fé profes­sada pelos seus praticantes, médiuns em sua maioria, exige uma crença forte em Deus e na existência do mundo espiritual que interage o tempo todo com o plano material.
Analogicamente, podemos comparar a crença umbandista à do cristianismo, que tem em Deus o Criador Supremo (Olodumare ou Olorum ou Zambi) e em Jesus o seu maior mistério (sincretizado com Oxalá).
Mas, tal como no cristianismo há as coortes de anjos, arcanjos, querubins, serafins, etc., na Um­banda há hierarquias de Orixás (Ogum, Xangô, Oxossi, Yemanjá, Oxum, etc.) que têm funções análogas, ainda que sejam enfocadas e cultuados segundo rituais próprios.
Para entender-se a fé na Umbanda é preciso mergulhar fundo em sua essência religiosa porque um umbandista convicto não é uma pessoa contemplativa e interage o tempo todo com o mundo espiritual e também com o universo divino, já que é em si um templo vivo e através do qual os Sagrados Orixás manifestam Suas vontades.
A fé, na Umbanda, é mais que uma questão de crença. É um verdadeiro ato de fé, pois um umbandista é o meio natural por onde a religião flui com intensidade e mostra-se em toda a sua grandeza e divindade, ainda que de forma simples e adaptável às condições do seu adepto.
A fé, na Umbanda, transcende e torna-se um estado de espírito através do qual são realizas as engiras ou sessões de atendimento das pessoas necessitadas de auxílio espiritual e de orientação doutrinária e religiosa.
Fé, na Umbanda é sinônimo de trabalho em prol do próximo, de evolução consciencial e transcendência espiritual para os seus adeptos e seus médiuns praticantes.
A fé é ensinada como a integração da pessoa ao seu Orixá Regente, que é sua ligação superior com Deus, com Oludumare, o Senhor do nosso destino e da nossa vida.
Crer em Deus e nos Seres Divinos manifestadores dos Seus Mistérios Sagrados é natural nos umbandistas e dispensa maiores esforços nesse sentido já que a mediunidade é o meio mais rápido de integração com Ele e Seus manifestadores, os Orixás.
A Umbanda é Sagrada porque é uma religião onde os mistérios de Deus têm uma feição humanitária e estão voltados para nossa evolução e nosso amparo espiritual, assim como de todas as pessoas que freqüentam seus templos, também denominados de tendas.
Cremos em um Criador Supremo; cremos na existência das hierarquias divinas; cremos na manifestação dos Sagrados Orixás através da incorporação de suas vibrações mentais; cremos na existência do mundo espiritual; cremos na interação deste mundo superior com o nosso mundo material.
Enfim, a fé, na Umbanda Sagrada é mais que uma questão de crença, é um estado de espírito e é muito mais que o ato de crer em Deus, é o ato de realizar-se Nele enquanto seres espi­rituais gerados por Ele, o Senhor Olorum, o nosso Divino Criador.
       
Por Rubens Saraceni

sábado, 23 de julho de 2011

Dez Doenças Espiritualmente Transmissíveis

É uma selva lá fora, e não deixa de ser uma verdade a respeito da vida espiritual como qualquer outro aspecto da vida. Será que realmente pensamos que só porque alguém tem meditado por cinco anos, ou feito 10 anos de prática de ioga, que será menos neurótico que outra pessoa? Na melhor das hipóteses, talvez eles serão um pouco mais conscientes disso. Um pouco.
É por esta razão que eu passei os últimos 15 anos de minha vida pesquisando e escrevendo livros sobre cultivo de discernimento sobre o caminho espiritual em todas as áreas pedregosas – poder, sexo, iluminação, gurus, os escândalos, a psicologia, a neurose - mesmo que a sério, mas simplesmente confusas e inconscientes, as motivações no caminho. Meu sócio (autor e professor Marc Gafni) e eu estamos desenvolvendo uma nova série de livros, cursos e práticas para trazer mais esclarecimentos para essas questões.
Vários anos atrás eu passei um verão vivendo e trabalhando na África do Sul. Após a minha chegada, fui imediatamente confrontada com a realidade visceral que eu estava no país com a maior taxa de homicídios do mundo, onde o estupro é comum e mais de metade da população era HIV-positivo – homens e mulheres, gays e heteros iguais .
Como eu vim a conhecer centenas de mestres espirituais e milhares de praticantes espirituais através do meu trabalho e viagens, fiquei impressionada pela maneira em que as visões espirituais, perspectivas e experiências tornam-se da mesma forma “infectadas” por “conceitos contaminantes” – compondo um relacionamento confuso e imaturo para princípios espirituais complexos que podem parecer bem invisíveis e insidiosos como uma doença sexualmente transmissível.

As seguintes 10 categorizações não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente.

1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade fast-food. A espiritualidade fast-food é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.

2. Falsa Espiritualidade: a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.

3. Motivações Confusas: Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser “o único”.

4. Identificando-se com Experiências Espirituais: Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos,isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e / ou que trabalham como professores espirituais.

5. O Ego Espiritualizado: Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é “à prova de bala.” Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos e impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.

6. Produção em Massa de Professores Espirituais: Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou mestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e – bam! – Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual .

7. Orgulho Espiritual: O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de “superioridade espiritual” é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que “Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritual”.

8. Mente de Grupo: Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas corretas de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o “espírito de grupo” rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo.

9. O Complexo de Povo Escolhido:
O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que “O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.” Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, p professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.

10. O Vírus Mortal: “Eu Cheguei”: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que “Eu cheguei” na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.

“A essência do amor é a percepção”, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, “Portanto, a essência do amor próprio é a auto percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente – incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar “.

É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.

Por Mariana Caplan, Ph.D.
Autora de “Eyes Wide Open” (Olhos Bem Abertos)
Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O que é Deus?

Kardec já tomava por base que para iniciar e ter total empenho nas suas pesquisas espíritas, nunca seria demais a máxima frieza e o sistemático controle das paixões evitando descambar-se para a religiosidade muito forte da época, para a curiosidade pueril, para a sede do sobrenatural ou quaisquer manifestações deste gênero. Tanta convicção tinha neste comportamento que mais adiante advertiria os seus seguidores: "O Espiritismo será científico ou não subsistirá".
Recebeu dos Espíritos que "assinam" os prolegômenos de "O livro dos Espíritos" a resposta mais próxima da verdade científica até hoje já concebida: - Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
A lei básica que rege o Universo (todas as coisas) é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação, como é conhecida no meio científico. Para um efeito inteligente sempre haverá uma causa inteligente correspondente.
Para que possamos chegar próximos a entender o que é Deus, devemos fazer um esforço para idealizarmos mais ou menos o que seria o Universo, começando portanto pela tomada de consciência do espaço tridimensional (comprimento, largura e altura) que ocupamos no mesmo, passando daí para a percepção do espaço da nossa residência, bairro, cidade, estado, país, continente e planeta Terra com seus 40.000 quilômetros de extensão na circunferência. A Terra faz parte de um sistema solar que possui apenas 9 planetas com 57 satélites no total de 68 corpos celestes. A "grosso modo" em relação a outros astros do sistema solar, a Terra possui um volume 49 vezes maior que o da lua e 1.300.000 vezes menor que o do sol. É preciso que tenhamos noção de sua pouca importância diante do restante do Universo.
Nosso sistema solar faz parte de uma pequena galáxia conhecida por Via Láctea, um aglomerado de cerca de 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de planetas e conforme os astrônomos, no mínimo cem mil com vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.
As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), elevaram o número de galáxias conhecidas para 50 milhões. Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a 1 quatrilhão de sóis.
Diante destes números pensaríamos haver chegado na idéia do que é o Universo; ledo engano, pois estas áreas, ou melhor, volumes, representariam apenas 3% do que seria a totalidade de tudo dentro do tridimensional e espaço / tempo como conhecemos. Os espaços interplanetários, interestrelares e intergalácticos, obviamente, formariam a maior parte daquilo que chamamos de Universo.
Os fenômenos de aporte (transporte de matéria através de outras dimensões) tão conhecidos dos pesquisadores da paranormalidade e a anti-matéria já produzida em laboratórios experimentais mais desenvolvidos através do planeta, nos dão a confirmação dos estudos de pesquisadores da capacidade de um Friedrich Zöllner, que no século passado , comprova a existência da quarta dimensão e conseqüentemente outros tantos Universos, quantas tantas dimensões for possível conhecermos.
A teoria mais moderna da criação do Universo, nos remete não apenas para o Bigbang (a grande explosão) início de tudo, mas, para a idéia de vários bigbangs, com Universos cíclicos através de quatrilhões ou mais de anos.
E aí? Será que conseguimos chegar perto da idéia da concepção e tamanho da obra de Deus, para tentar entendê-lo?
Não seria no mínimo estranho que após esta monumental obra inteligente, Deus colocasse em um planeta que representa um ínfimo grão de areia em uma cadeia de montanhas como o Himalaia, sua grande criação, o homem, feito sua imagem e semelhança?
Nosso grande irmão e amigo Jesus, há 2000 anos, já passava em forma de contos e parábolas vários conhecimentos intelectuais e morais que possuía devido ao seu grande estado evolutivo, quando em missão entre nós, confiada pelo Criador afirmou: "Na casa de meu pai existem muitas moradas".
Para concluirmos esta nossa pequena intenção de lançarmos nossos confrades na especulação ao entendimento do que seria Deus, iremos nos valer da "coleção de livros" chamada Bíblia, que no entender do grande intelectual e eminente espírita Dr. Carlos Imbassahy, é um livro como outro qualquer, em que nos seus textos contém tudo que a gente queira para justificar, a favor ou contra qualquer coisa.
No Antigo Testamento, Livro Gênesis, Capítulo 1 (Criação do homem), versículo 26 temos: "e (por fim) disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (sic...)".
Se tomarmos como verdadeira a hipótese de que a Bíblia é a palavra de Deus, qual seria a imagem correta do nosso Criador? Um homem ou mulher? Velho, ariano de barbas longas ou de cor negra, e magro como os etíopes (teoricamente os primeiros hominídeos)?
Não seria melhor tentarmos entender uma concepção mesmo que não a conheçamos bem? Como por exemplo: o que sabemos a respeito do que somos (espírito)? Qual a imagem fiel que temos do mesmo? Ninguém sabe, ou melhor, conhecemos bem o corpo material, e relativamente o periespiritual, mas não o espírito. Conforme Allan Kardec, o espírito é alguma coisa formado por uma substância, mas cuja matéria, que afeta nossos sentidos, ele não nos pode dar uma idéia.
Pode-se compará-lo a uma chama ou centelha cujo clarão varia de acordo com o grau de sua depuração. Sendo assim, pois, teríamos o entendimento melhor de nossa imagem de acordo com a de Deus.
No tocante a semelhança é mais fácil a sua comparação quando procuramos compreender a eternidade, já que a palavra pressupõe algo que não tem início nem fim, como Deus; que é infinito, único, perfeito e todo-poderoso. Já ao passo que nós somos algo como semi-eternos; tivemos um começo criado por Ele e evoluímos na Sua direção conforme o Seu desejo.

Por Paulo Roberto Martins, publicado no Jornal Espírita de Pernambuco (Julho de 2000)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Calendário do 2º Semestre do Monsenhor Horta

Clique na imagem para ampliá-la

O Significado da Incorporação


Incorporação; ação de incorporar;
1. dar forma corpórea a:
2. juntar num só corpo:
3.unir, ligar, reunir (em um só todo):
4 agregar (pessoa física ou jurídica) sob a forma de companhia ou sociedade por ações, cotas, com um fim de construir edifícios, etc;
5 tomar corpo, 6 ingressar em; reunir-se, juntar-se.

Eis toda definições contidas no dicionário, mas falando no sentido espiritual qual seria seu real significado?
Muitos têm uma visão ou concepção errada do verdadeiro sentido de incorporar nos dias de trabalhos espirituais, tendo em vista a falta de informações, pois existe um dogma muito antigo que o médium é simplesmente um cavalo ou como alguns guias costumam chamar seus médiuns de meus burros, alguns até tem outras concepções bem melhores como que médiuns são canais de comunicação do plano espiritual para com o plano físico, que em termos estão corretos, mas incorporar não é somente ser um canal de comunicação, existe um propósito muito maior por trás desta faculdade mental que muitos praticam dentro dos templos.
A incorporação de nossos guias espirituais em nosso corpo físico além de ser uma troca contínua de fatores, tem como sentido principal fazer com que assimilemos e comecemos a manifestar em nossas vidas e para o nosso semelhante o que chamamos de sete linhas da umbanda que são as sete vontades de Deus (fé, amor, conhecimento, razão, lei, sabedoria e a vida).
Portanto, não é certo vestir o branco, que para nós representa a pureza, a fé e ser visto como um cavalo ou simplesmente só como um canal de comunicação do espiritual para o material, ai estaremos dando sentido ao termo querido que alguns exus se referem a nós.
Temos que nos conscientizar que em se tratando de plano espiritual ainda estamos engatinhando com relação ao conhecimento, mas por outro lado muito já foi aberto para nós através de psicografia de mestres espirituais, alguns talvez não aceitem o evoluir das coisas, (pois se tratando de Deus nada é estático tudo é movimento) simplesmente por causa de seus egos dominadores, pois se acreditam senhores do conhecimento Divino, e não pretendem dividir ou até mesmo perder seus discípulos para aqueles quem trazem algo diferente do que eles pregam, pois fazem da religião um verdadeiro mercado de seres humanos que inocentemente ou talvez ignorantemente fechem os olhos para as coisas que muitos fundamentam (dão fundamentos) que nos chegam para melhorar e caminhar de forma sábia naquilo que estamos praticando.
Hoje temos a nossa disposição vários livros fundamentando tudo aquilo que era oculto, ou talvez desconhecido, mas era conveniente falar oculto, pois não tinham que explicar minuciosamente, aonde poderiam se complicar ou complicar mais ainda em nossas cabeças, mas isso é passado hoje em dia não tem conhecimento quem não quer, pois os livros estão todos aí à nossa disposição, basta querer ler.

Como diz o Mestre:
Nenhuma religião é melhor do que seu pior praticante, cada um é responsável por todos e vice versa, portanto quando a base da pirâmide é firme, nossas raízes nos levarão de volta as estrelas. E na espiritualidade de uma forma geral, todas as vias de crescimento para
o ser humano, colocadas por Deus à nossa disposição, são boas.
Procure não desenvolver dentro de si algum preconceito de que a minha é melhor, a do fulano é pior, pois todas são boas. Então, as pessoas que queiram se iniciar ou estão se iniciando, que façam sua caminhada sem temor. Confie que tudo está sendo conduzido pelo Superior.
Mas procure se instruir, procure aprender e não colocar bloqueios dentro de si mesmo, contra isso ou aquilo, mas sim ir até cada coisa e aprender sobre ela e delas extrair o seu juízo, a sua experiência, porque isso é que vai contar.

Texto de Walmir Pereira

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Vencendo a si mesmo...

Nossos sonhos não são apenas sonhos.
Podemos vencer, desde que nossa vitória seja sempre sobre nós mesmos.
Podemos competir, desde que seja sempre com o objetivo de crescimento, de consciência, de paciência e de luz. Como nenhum ser humano é igual ao outro, logo não há como competir com ninguém de fora, porque não existe ninguém igual a você ou a mim, ou a qualquer outro. Cada ser humano é único na existência. Portanto, você e eu podemos competir, mas dentro de nós mesmos, com aquela parte nossa insidiosa, estranha, chamada então pelos orientais de ego. Aquela parte inferior de nossa personalidade, que teima em levar o nosso humor para baixo, que teima muitas vezes em carregar o nosso coração para as águas turvas da obsessão e da depressão.
Essa é a competição que interessa para cada um de nós:
Vencer a nós mesmos!
A grande vitória é essa. Sem essa vitória tudo o mais é derrota. Porque é possível vencer os outros esmagando-os, mas isso não é vitória. Isso é aquilo que os homens da Terra fazem buscando galardões, medalhas, posição e poder. Entretanto, onde está nisso a felicidade?
Sucesso, poder, nada disso é felicidade. Felicidade é estado íntimo, é contentamento, é equilíbrio, é amor. E quem poderá dar para você o que só você mesmo pode alcançar por equilíbrio e estado íntimo de consciência? Portanto, sua batalha nunca foi e nunca será com ninguém, mas apenas com você mesmo aí dentro.
O poder não existe, na verdade o que existe é a ilusão do poder. O que existe realmente é você aí dentro, eterno, imperecível. E que precisa tomar posse dos potenciais divinos que você carrega latentes dentro de você mesmo.
Assumir sua posição de consciência imortal, mesmo dentro do corpo temporário, mas ainda consciência imortal, sempre...
Sua vitória é sobre você mesmo. E não adianta pisar nos outros tentando o poder. Não adianta passar os outros para trás, pois no final será você mesmo o derrotado da historia. A única vitória que interessa é a vitória sobre você mesmo. Essa batalha é sua, e ninguém poderá vencer o caminho que é só seu. E que é dentro de você, sempre será.
E por toda a eternidade por onde você for, você estará acompanhado de você mesmo aí por dentro. Portanto, para estar em boa companhia no futuro, melhore agora; cresça agora; e caminhe com dignidade. Sempre para a frente, buscando o melhor, ainda com defeitos sim, mas tentando trabalhar isso, tentando ir para frente, pois o grande vencedor é aquele que vence a si mesmo!

Wagner Borges

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pomba-Gira Rosa Vermelha

A tarde caia lentamente. Assustada, Rubia apertou o passo quando percebeu, que um homem a seguia. Era Felinto, o bêbado da cidade. Tentou entrar por ruelas estreitas para despistar seu perseguidor. No entanto, ele continuava caminhando, a poucos passos dela. Rubia lançava olhares para todas as direções tentando encontrar alguém que a pudesse ajudar, mas era vão. A cidade estava deserta. Nem os moleques que costumavam correr por ali todas as tardes se faziam presentes nesse dia.
Já tinha ouvido falar das grandes bebedeiras daquele homem, porém nunca soube que ele houvesse feito mal a alguém. Mesmo assim, a respiração pesada, que ouvia, vinda dele, a cada passo que dava, deixava-a apavorada e insegura quanto ao motivo daquela perseguição.
Nunca saia sozinha. Aos dezessete anos, era uma moça de rara beleza e seus irmãos mais velhos nunca permitiam que fosse às ruas sem ter, ao menos um deles, como acompanhante. Nessa tarde escapara da vigilância cerrada e fora ao campo respirar um pouco de ar puro. Ao retornar, satisfeita por ter fugido um pouco da rotina, percebera os passos de Felinto e seu coração gelou. Havia algo de muito errado naquela atitude. Agora já estava correndo. Ele corria também. As mãos fortes do homem agarraram-na e uma delas imediatamente cobriu-lhe a boca.
A mão livre corria pelo seu corpo. Ela já não tinha dúvida quanto ao interesse que despertara. Freneticamente tenta se livrar, mas ele é muito forte. Uma dor aguda anuncia que chegara ao fim. Aquele infeliz tomara sua virgindade à força. Com os olhos nublados pelo ódio vê o homem levantar-se com um sorriso cínico dirigido a ela. Num relance, percebe, perto de si, uma grande pedra pontiaguda. Com rapidez se ergue já com a pedra na mão. Felinto está de costas, absorvido na tarefa de fechar a calça. Sem titubear, ela atinge sua cabeça com um golpe certeiro. Surpreso, o homem se vira. O sangue corre pelo seu rosto. Tomado de ódio e dor, agarra Rubia novamente e aperta-lhe o pescoço com extrema violência. Caem ambos por terra. A moça ainda vê a morte passar pelos olhos do homem, antes de também exalar o último suspiro.
O caminhar do espírito de Rubia, por vales sombrios, foi longo e doloroso. De outras encarnações trazia pesada carga. O assassinato de Felinto só fez aumentar, seu período de sofrimento em busca de conhecimento e luz. Hoje, em nossos terreiros, se chama Rosa Vermelha. A pomba-gira dos grandes amores. Discreta e bela, sua incorporação encanta a todos que a conhecem. !

Que a Divina Luz esteja entre nós

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Reforma Íntima

A Reforma Íntima é um processo contínuo de auto conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos o Divino Mestre, dentro e fora de si.

Por que a Reforma Íntima?

Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

Para que a Reforma Íntima?

Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das ultimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

Onde fazer a Reforma Íntima?

Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamentos com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

Quando fazer a Reforma Íntima?

O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.

Como fazer a Reforma Íntima?

Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é uma Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porem com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer a nossa Reforma Íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.

domingo, 17 de julho de 2011

Médium Vigilante

Uma das condições mais importantes para assegurar a normalidade do exercício mediúnico consiste na conservação da saúde. Qualquer médium, pelas responsabilidades que tem no campo mediúnico, não deve descurar-se da saúde. Ela é imprescindível ao seu trabalho. Sem ela, tornar-se-á inseguro, vacilante e sujeito a falhas que lhe serão prejudiciais em muitos aspectos.
Tem-se dito que um médium enfermo não deve entregar-se ao exercício mediúnico. Aliás, em qualquer atividade, a pessoa enferma não se mostra apta a fazer o que faz quando se encontra bem de saúde. Portanto, nada de mais que o médium se abstenha de qualquer esforço mediúnico quando suas condições de saúde não forem boas. Será um benefício para ele e para aqueles que recorrem a sua mediunidade.
A mediunidade, entretanto, não afeta a saúde. O que pode afetá-la é o exercício exagerado, continuo, dessa faculdade. Esclarecem e ensinam os Espíritos (ver "O Livro dos Médiuns", cap. XVIII): "O exercício muito prolongado de qualquer faculdade acarrega fadiga; a mediunidade está no mesmo caso, principalmente a que se aplica aos efeitos físicos; ela necessariamente ocasiona um dispêndio de fluído, que traz a fadiga, mas se repara pelo repouso."
Assim como o estado físico, também o estado moral do médium pode aconselhar o não exercício da mediunidade ou, conforme o caso, o exercício moderado. ''Há pessoas relativamente às quais se devem evitar todas as causas de sobreexcitaação e o exercício da mediunidade é uma delas."
Certa feita, uma médium do nosso conhecimento, acicatada por sérios problemas na esfera doméstica, foi tomada de uma apatia profunda. Ficou indiferente a questões que, em outra ocasião, lhe teriam suscitado providências enérgicas e salutares. Mostrava-se deprimida, acabrunhada, vencida e sem esperança. Todavia, esforçava-se por uma recuperação e buscava na prece a ajuda de que necessitava. Entretanto, O quadro permanecia negro. Talvez o seu estado mental, transtornado pelo nervosismo decorrente dos sérios problemas que enfrentava, não lhe permitisse orar com todo o empenho da alma. Foi aconselhada a não persistir, mas a renunciar provisoriamente a qualquer trabalho mediúnico, embora devesse socorrer-se da mediunidade alheia para reagir e sobrepujar a profunda astenia em que caíra.
A sua tenacidade é digna de louvor. Jamais perdeu a fé, ainda que, por vezes, titubeasse, revelando incerteza quanto ao desfecho da luta íntima que a afligia. Via em seu redor pessoas queridas da família submetidas a provações ásperas, tudo a um só tempo. Acabou por se sentir envolvida também pela onda de fluidos negativos. O seu mérito, contudo, estava e está no fato de jamais haver esquecido as lições recebidas através das obras espíritas, principalmente as de Kardec. Mesmo sentindo o peso de angústias terríveis, continuava a realizar tentativas de reerguimento. Está sendo feliz, porque já vai reconquistando o terreno perdido. A batalha tem sido árdua e os progressos lentos e difíceis. Mas progride. O essencial é que avance. Esse avanço é prova de que está vencendo a crise, e dia virá, muito próximo, em que o progresso será mais rápido. Uma vez que readquira a firmeza, não tardará a eliminar de vez os efeitos nocivos de influências espirituais depressivas.
A luta do espírita que quiser manter-se fiel à Doutrina é permanente. Não há nenhum, por mais familiarizado que se encontre com os ensinamentos espíritas, que não experimente, às vezes, um deslize, não cometa um recuo, forçado pela sua própria condição humana, pelas contingências da vida material quando em antagonismo com as exigências espirituais. Espíritas infalíveis, não os conhecemos. Se os há, então já ultrapassaram o limite imposto pela condição humana e estão a caminho da "santificação". Basta encarnar para ficar sujeito a fraquezas, maiores ou menores, consoante o grau de espiritualidade já alcançado.
Não há vantagem que o homem recolhido ao convento, fora da vida profana, possa errar menos do que aquele que se acotovela diariamente com o mundo agitado e egoísta. Mais valor tem aquele que, enfrentando esse mundo, não se deixa corromper por ele, errando pouco, do que os outros que, segregados dos perigos inerentes aos contactos com a Humanidade ainda não educada espiritualmente, são tidos e havidos como puros e irreprocháveis.
O médium que zela por si mesmo, pela saúde física e moral, este, sim, estará desempenhando com acerto e segurança o papel importante que lhe foi confiado na vida. Seu dever não é evitar os perigos do mundo, mas enfrentá-los para alcançar mérito na luta, em sua defesa e na defesa daqueles que confiam na sua mediunidade. Esta é a atitude real do médium vigilante.

sábado, 16 de julho de 2011

Ao Médium

Companheiro da mediunidade com Jesus, aceita as provas do caminho sem murmurar e sem perder a confiança em Deus.
Os que combatem teu trabalho, também são necessitados de luz.
Os que zombam de ti, desconhecem as lágrimas silenciosas que vertes a sós.
Nessa caminhada redentora, nunca reclames, jamais revides, não te defendas.
Se permaneceres no trabalho edificante, estarás sempre sob o amparo do Alto.
Aceita, sem revidar, o fel da calúnia.
Não brigues contra as lanças do materialismo a te atingirem o coração sensível.
Escala teu calvário de luz e sorve o cálice da tua provação, na certeza de que o amor de Deus te sustenta e te guia.
Não te faltarão os Cireneus do caminho a te ajudarem a conduzir a prova que abraçaste.
E, nesta cruz invisível em que te encontras, permanece sempre de braços abertos, para receber os sofredores da estrada, que vagam em busca de consolação.
No final, a vitória será sempre do amor e tua libertação será coroada de luz e paz.
Confia e segue.

Clayton B.Levy - Vida e Renovação

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Importância de sair da inércia

Muitos médiuns se questionam e me perguntam sobre a ação de quiumbas incorporando em médiuns e se passando por Pretos Velhos, Caboclos, Exus, enfim, por Entidades de Luz.
Muitas pessoas ficam preocupadas querendo saber como identificar esses espíritos de tão baixa vibração, mas de tão grande esperteza e conhecimento.
Muitos ficam apavorados com a possibilidade de frequentar um Terreiro onde há quiumbas incorporando nos médiuns, na Mãe/Pai Espiritual ou em algum consulente.
Enfim, falar de quiumba e imaginar que eles podem estar próximos, muito próximos, com certeza causa arrepio, medo, insegurança e muito desconforto.
Mas, o que fazer com essa possibilidade?  O que fazer para não cair nas “mãos” desses espíritos tão maquiavélicos e destrutivos?
Penso que a melhor coisa é conhecer como eles agem, como manipulam as pessoas e as conversas. Aliás, essas manipulações muitas vezes são tão sutis, tão mascaradas de amor, preocupação, de ‘boa vontade’ que, se não tivermos capacidade de discernir e nosso senso moral extremamente bem estruturado somos levados por esses espíritos facilmente.
Com essa capacidade de discernir e de fazer valer a boa moral vem a necessidade de estudar e de confiar sempre desconfiando, ou seja, nada de fé cega, mesmo porque, a verdadeira Fé é aquela que se baseia no Saber, na coerência e no sentido lógico de “Fazer o Bem” SEMPRE.
E para ajudar nesse entendimento, transcrevo um texto muito bom sobre as ações de espíritos manipuladores, sobre a nossa real necessidade de discernir e de confiar desconfiando. O texto está no livro: “Mediunidade e Seus Problemas” de J.Edson Orphanake (2ª Ed. – Tríade Editorial), espero que gostem e que consigam perceber a importância de sair da inércia, a importância de Estudar, de buscar Conhecimento e de conquistar o Saber.

Confiar desconfiando…

Antes de sair a pastar, a cabra, fechando a porta, disse ao cabritinho:
- Cuidado, meu filho. O mundo anda cheio de perigos. Não abra a porta a ninguém antes de pedir a senha.
- E qual é a senha, mamãe?
- A senha é: “Para os quintos do inferno o lobo e toda a sua raça maldita”.
Decorou o cabritinho aquelas palavras e a cabra lá se foi, sossegada da vida.
Mas o lobo, que rondava por ali e ouvira a conversa, aproximou-se e bateu. E disfarçando a voz repetiu a senha.
O cabritinho correu a abrir, mas ao pôr a mão no ferrolho desconfiou.
E pediu:
- Mostre-me a pata branca, faça o favor…
Pata branca era coisa que o lobo não tinha e portanto não podia mostrar.
E,assim, de focinho comprido, desapontadíssimo, o lobo não teve remédio senão ir-se embora como veio, isto é, de papão vazio.
Desse modo salvou-se o cabritinho porque teve a boa ideia de confiar, desconfiando.

Monteiro Lobato

-

Transcrevemos a fábula acima, comparando-a a certas manifestações nas quais médiuns ingênuos e ignorantes da parte mediúnica, muitas vezes deixam-se incorporar por espíritos levianos e inferiores, que passam por guias-protetores. O médium, principalmente o inconsciente, desconhecendo o fato de poder ser enganado, dá passividade a um impostor disfarçado em caboclo, preto-velho, baiano, marinheiro, etc. e com ele trabalha durante vários anos sem dar-se conta do logro. E tal fato leva infalivelmente o médium, a tenda e a Umbanda ao descrédito e até a consequências desagradáveis em ocorrências policiais, frustrando frequentadores e desprestigiando-nos perante a sociedade. Na maioria dos casos, a dissimulação vem da época do desenvolvimento mal orientado e segue vida afora. Naturalmente, embora caiba responsabilidade ao dirigente do centro, pode o médium estudar seu próprio guia, sem ele se ofender ou melindrar-se, porque sabe que no astral existem lobos com pele de cordeiro, sempre prontos a semearem confusão no seio espiritualista.

Conhece-se o caráter de uma entidade pelo seu modo de pensar, de proceder, de agir. Um espírito iluminado é simples, sério, honesto, compreensivo, prestativo e bondoso; enfim, dotado de virtudes e qualidades superiores; o espírito inferior, ao contrário, é aquele que apresenta imperfeições na personalidade: é hipócrita, falso, mentiroso, maldoso, sensual, orgulhoso, vaidoso, egoísta, ignorante; em suma, tem todos os defeitos possíveis ao ser humano. Logicamente, entre as duas classes há os intermediários: nem bons nem maus. Há os também  levianos, zombeteiros, maliciosos, insensatos, brincalhões, como já explicamos antes.
Percebe-se-lhes o caráter através das comunicações: linguagem, cultura, coerência nas ações, sinceridade, benevolência. Os bons espíritos jamais se desmentem, não dão maus conselhos e exemplos, nem se orgulham, apresentando-se como autoridades, nobres, pessoas famosas, reis, guerreiros ou com outros títulos científicos, honoríficos e nobiliários. São modestos, tolerantes e, quando nos terreiros, jamais aconselham para o mal, não provocam discórdias, não se metem em intrigas, não falam mal de ninguém, não separam casais, não usam palavras de baixo calão ou expressões obscenas e pornográficas, não afastam rivais, não fazem gananciosos ganhar em jogos, não arranjam uniões ilícitas, não prometem o que não podem cumprir, não alardeiam falsa sabedoria, não se intrometem em fofocas, tratam a todos com a mesma cortesia e bondade; em resumo, são espíritos sérios, honestos e compreensivos, por isso superiores.
O espírito inferior e imperfeito gosta de se aparecer e, aproveitando a inexperiência e os defeitos do médium, incorpora-o e se apresenta como o caboclo “Tal” de grande força e poder ou o preto-velho “Pai Fulano”, curandeiro excepcional e, se soluciona dois ou três probleminhas de consulentes, cura três ou quatro doentinhos entre centenas, através de auto-sugestão, no resto faz tremendas estripulias: dissemina a discórdia, mete-se em cochichos, alimenta a vaidade do próprio médium, promete o que não pode cumprir, faz prognósticos errados, aconselha a separação de casais, aponta amantes para esposos desconfiados, ridiculariza outros médiuns, repara defeitos nos outros; enfim, estende uma rede de inconveniências e maldades, que passa despercebida dos frequentadores, muitos dos quais temerosos, bajuladores ou subservientes não percebem o fundo falso das manifestações.
Você que é médium e suspeita de algo parecido com o exposto, observe o comportamento de seu “guia” e verifique-lhe o grau de progresso espiritual. Naturalmente, o guia deve ser superior ao médium em moralidade e conhecimento. Se ele se zangar, melindrar-se ou ficar magoado, continue desconfiando…
Retirado do livro “Mediunidade e Seus Problemas” de J.Edson Orphanake

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Convite ao perdão


Francisco Cândido Xavier foi um homem que viveu semeando  a palavra do Cristo. Através das suas atitudes, pregou a paz e ensinou a caridade. Sua vida foi um exemplo de conduta cristã.
Médium, viveu por noventa e dois anos, foi desprezado por muitos e durante sua vida sofreu ofensas e insultos, tendo passado imune a tudo.
Em uma de suas muitas frases que ficaram registradas, ele disse:
Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado. E não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse.
Esta frase nos faz refletir sobre a forma como agimos diante das ofensas que sofremos. No cotidiano, nos deparamos com situações que põem à prova a nossa conduta.
São os olhares de desprezo ou de inveja. As palavras que ferem, humilham, magoam. As indelicadezas e os gestos que perturbam e ofendem.
São também as atitudes contínuas de omissão, de abandono dos deveres, ou de opressão, que acontecem entre irmãos, casais, pais e filhos, que vão se somando e se transformando em imensas mágoas.
É comum vermos famílias desestruturadas pelo cultivo da raiva, do rancor e da indelicadeza. Enfim, vemos com frequência, relações se esvaindo pela ausência do perdão.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz que nos atinja, enxerguemos o outro, que nos fere e magoa, como alguém que pode estar enfermo e precisando de ajuda.
E como escolhemos agir diante de quem nos ofende?
Quando procedemos da mesma forma que o outro, entrando na sua sintonia, revidando, seja com palavras ou com atitudes, estaremos deixando que o outro dite a nossa conduta.
Estaremos nos equiparando àquele que cometeu o gesto desequilibrado.
É certo que ficamos tristes quando alguém nos ofende, mas o que deveria mesmo nos entristecer, é quando somos nós os ofensores.
Trabalhar o perdão ao próximo, assim como o autoperdão, é um exercício diário que podemos nos propor. Todos nós somos capazes de perdoar.
Não nos esqueçamos de que, por diversas vezes, nós é que desejamos ser perdoados.
Temos que começar relevando e perdoando as leves ofensas, para que estejamos preparados, quando nos depararmos com situações mais delicadas que nos exijam essa virtude.
Perdoar também é doar. Ao perdoar estaremos doando   entendimento,  paciência, compreensão e o amor que purifica. O esquecimento das ofensas é próprio da  alma elevada.
Mas o perdão não é o esquecimento do fato. Por vezes, torna-se difícil eliminar da memória uma atitude que tenha nos ferido.
Perdoar é cessar de ter raiva, é deixar de nutrir em nós o ressentimento pela pessoa que nos causou a dor ou o gesto infeliz que nos atingiu.
Perdoar acalma, liberta, traz paz e harmonia às nossas vidas.
O verdadeiro perdão é aquele que vem do coração e não dos lábios.
Façamo-nos hoje o convite para que deixemos que o perdão triunfe sobre a mágoa e o ressentimento.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Morre uma escrava, nasce uma preta velha


A senzala exalava o calor de um local superlotado, o suor de mais um dia brutal de trabalho, e o medo de novas ordens ou atitudes desmedidas.
O breu já se formava lá fora em noite sem lua, que prometia chuva. Nenhuma luz entrava pelas frestas da taipa desvastada pelo tempo e não se viam os animais que penetravam, insetos noturnos. Havia sempre o risco de uma cobra por baixo do tapete improvisado que protegia do chão áspero, feito de folhas de bananeira e palha de folha de cana. Por isso, sempre havia aqueles encarregados de bater todo o espaço com varas de bambu, para espantá-las. Um ou outro pequeno candeeiro, pois sinhozinho não gostava de gastar óleo de baleia com negros.
A senzala quadrangular era dividida em quatro setores : os homens de um lado, mulheres de outro, as mulheres com filhos recem-nascidos num terceiro canto, filhos estes de pele mais clara, e alguns até de olhos verdes. Os pretos e as pretas não podiam coabitar nem ter filhos, exceto se o “procriador” se destacasse muito pela força e inteligência. Não havia querer, não havia gostar.
No quarto último canto, os velhos, escravos e escravas juntos, já que não se reproduziam mais, haviam conseguido sobreviver à lida, aos maus tratos e à tristeza de ver seu povo sofrendo tanto.Traziam ainda a mente lúcida, sabiam receitas para curar todo o tipo de moléstias, sabiam rezar contra os males do corpo, e aguardavam a madrugada para entoarem seus cantigos nostálgicos, espantarem o banzo, e ensinarem aos outros suas lendas, suas origens e tradições. Alguns incorporavam velhos espíritos das florestas, dos cursos dágua, do fundo da terra, e rendiam seu culto de Fé a Olorum, Orixalá, Oxumaré, Obaluaiê, Iroko, Nanã Buruku e a Abikú, este último, pelo grande número de crianças que morriam. Colocavam em um pequeno pote de barro, o que tinham conseguido trazer escondido do parco almoço, um pouco de fubá, inhame, umas favas de feijão e enfeitavam com flores, completando com Amor e Devoção a singela entrega.
Tambem rendiam respeito ao Exu Kimbandeiro, pois na senzala só haviam negros bantos. Os caçadores de escravos haviam se espalhado de tal maneira que depois deles não houve mais os Tatás africanos, destruindo na África toda uma cultura milenar. Ou quem sabe era mesmo o momento dela migrar através do oceano para este Brasil que ainda não percebia o tamanho do horror que abrigava em seu generoso chão.
Havia ali naquele pobre albergue desguarnecido, uma velha escrava pequena, de passos miúdos, mãos mágicas que consertavam ossos quebrados, feridas abertas, corações partidos… Não tinha tido tempo de completar sua iniciação de Sacerdotisa em sua Terra, o Congo, quando foi aprisionada e separada dos seus. A solidão, a tristeza, a saudade, a perda das esperanças de ver suas matas novamente, não lhe haviam dobrado a cerviz. Do mesmo modo que era meiga, era firme, e se dedicava ao mundo espiritual incansavelmente, de alguma maneira conseguindo amenizar um pouco o sofrimento daqueles que estavam ali.
Ensinava que seu Povo era de caçadores, mas também guerreiros, e que mesmo desarmados e vencidos, cada negro ali tinha de manter a cabeça em pé, o pensamento focado na superação das provas físicas e a necessidade da solidariedade para obterem um pouco de Paz no seu dia a dia.
Ela já não tinha força para trabalhar no plantio da cana ou na colheita do milho, mas Sinhazinha mais de uma vez havia lhe chamado para curar seus filhos. Assim, ela passava seus dias curando, cantando, sorrindo com seus olhos enevoados pela idade, enquanto tratava das feridas dos que eram castigados.
Mas naquela noite sem Lua, com a chuva já encharcando o chão, deixando o sono de todos ainda mais desconfortável, subitamente o capataz da fazenda invade o local, destrancando e abrindo a porta com violência gritanto: “Um negro desgraçado fugiu, Uma fuga, uma vida.”! E agarrou o adolescente Jerônimo, que embora jovem era muito alto e forte, além de mostrar grande personalidade. Jerônimo iria pagar pela fuga. Com força descomunal para seu tamanho, na hora do derradeiro golpe do facão, Maria Quimbandeira desviou a arma certeira, salvando o menino, mas ela própria caiu, transpassada pela lâmina, e em pouco tempo sucumbiu, sem um gemido.
Acordou junto a sua floresta africana, em meio a uma linda dança de encantados. O grande Babá-Egun a ela se dirigiu lhe dando o comando de duzentos guerreiros e disse:
“ Babá Maria, sua missão na Terra findou, mas se inicia aqui uma muito maior, junto aos homens, embora nenhum deles poderá vê-la. Irás ainda por muiito tempo vagar o Planeta, com a finalidade de proteger os homens do mal, e junto com outros milhares que estão fazendo o mesmo trabalho, até o dia em que poderás sentar à beira deste riacho e descansar. Agora não, que é tempo de muitas modificações e auxílio aos homens encarnados. Eis que sai de cena a velha Maria e surge a Vovó Maria da Pemba, sempre protegendo, amparando, fortalecendo e abençoando seus protegidos”.
Eis mais uma linda e comovente história de ascensão de uma alma, que se dedica até hoje, no silencio de outros planos a semear o Bem, amar incondicionalmente, a velar por aqueles que lhes afinizam, desmanchando demandas quebrantos e mazelas .

Salve Vovó Maria da Pemba! Salve a Sua Luz e a Sua Coroa! Adorei a Almas! Salve a África! Salve a Bahia! Salve o nosso Brasil!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Assim são os pretos velhos


Eles representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz.
Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.
Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.
Não se pode dizer que em sua totalidade que esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de preto-velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo forma.
O espírito que evoluiu tem a capacidade de se por como qualquer forma passada, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um preto-velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.
Para muitos os pretos-velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus de lei (exus de luz) desfazendo trabalhos e contra as forças negativas (o mal), espíritos obscessores e contra os kiumbas (espíritos sem luz que trabalham na corrente negativa que levam os homens ao lado negativo e a destruição).
A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora consultando-se com um preto velho comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando estavam com outros problemas.
O preto velho deu uma baforada com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha, essas pessoas preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo seus problemas, brincando de pechinchar obrigações, de propósito. mas aquelas que podem ser aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro. Muitas pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade".
Essa é a sabedoria dos pretos velhos...
Os pretos-velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina.
Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.
Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo com encarne seu destino e os acontecimentos de sua vida:
"Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento podeis tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano).

Salve todos os PRETOS-VELHOS, que DEUS os iluminem e os abençoem. A todos os PRETOS-VELHOS que trabalham nesse mundo e no outro com muito amor.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cuide de seu jardim...

Não corra atrás das borboletas.
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá!
Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, seja um amor, um emprego, uma amizade, uma casa, etc.
Muitas vezes, a vida usa símbolos, acontecimentos que são sinais para que possamos entender que, antes de merecermos aquilo que desejamos, precisamos aprender algo de importante, precisamos estar prontos e maduros para viver determinadas situações.
Se isso está acontecendo na sua vida, pare e reflita sobre a seguinte frase:
Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim e elas virão até você!
Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que esse fluxo é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo.
Nós, seres humanos, é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo "empurrar o rio". O rio vai sozinho, obedecendo ao ritmo da natureza. Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas se nos dedicarmos a cuidar de nosso jardim e o transformar o nosso espaço (a nossa vida) em um ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável - as borboletas virão até nós!

Edson S. Nogueira

domingo, 10 de julho de 2011

REZA REZANDO, REZADOR! Tua Fé é teu conviver!

Nossa oração de hoje, da semana, ou melhor, de todos os dias, é a Oração do Perdão.
De todos os dias por acreditar incondicionalmente que essa seja uma das orações e ações mais importantes para qualquer Ser humano, independente de crença, fé, situação ou posição. Mesmo porque, essa AÇÃO interfere em todos os sentidos da vida, interfere diretamente em todas as questões existenciais de um ser e permite todo e qualquer sentimento e sensação de felicidade.
E é fato que todos buscam a felicidade. Mas, de que é “feita” a Felicidade? Como é construída?
Acredito que conquistamos, criamos e sentimos a Felicidade quando estamos em paz com o presente, o passado e o futuro, quando acreditamos que tudo está em perfeita harmonia e que tudo está perfeitamente em ordem. Claro que é preciso entender que esse sentido de perfeição não quer dizer ‘perfeccionismo’, mas o sentimento de passividade, aceitação, tolerância, compreensão e Fé, ou seja, acreditar fervorosamente que nada, absolutamente NADA acontece sem a permissão da Lei Divina. Simples, afinal acreditar no Merecimento Divino é Ato e Sentimento de quem realmente tem Fé.
Pois bem, como sentir que tudo está em harmonia e em ordem se nossa Fé é tantas vezes tão escassa? Se o passado incomoda tanto? Se a mágoa, aquela de anos ou de dias atrás, não importa, ainda pulsa em nós com tanto vigor como se o passado fosse presente, como se o passado perpetuasse no futuro? Como sentir que tudo está em harmonia e em ordem se a intolerância, base da violência, é tão latente dentro de nós?
Fácil? Não, não é nada fácil entender e praticar o Perdão em todas suas extensões, ou seja, como é difícil perdoar, se perdoar e pedir perdão.
Somos tão exigentes, somos tão duros, somos tão cheios de razão e verdade, como abaixar a cabeça e reconhecer a necessidade de perdão a partir de nós mesmos? Como olhar para o outro como Outro? Como olhar para as situações como momentos de aprendizado “apenas”? Como perdoar? Como se perdoar? Como pedir perdão???
Quando penso em perdão e tento descrever esse sentimento chego ao sentimento de CALMA e PAZ, portanto acredito que a primeira compreensão que devemos ter para perdoar, seja a nós mesmos ou ao próximo, está na constatação de que todos nós ainda somos imperfeitos, consequentemente, precisamos ser mais tolerantes, tanto conosco, como com o outro. Não há ninguém, aqui nesse nosso “mundo” material, que tenha atingido a perfeição, por isso, o erro faz parte das nossas vidas. Isso é um fato, não há como contestar!
Aliás, se Deus, na sua Suprema Bondade, compreende nossos erros, se um Guia de Luz, na sua benevolência incondicional, nos aceita, nos protege e ainda nos inspira diariamente diante de tantos maus dizeres e maus fazeres, porque nós não haveríamos de entender os erros alheios?
Penso que uma das dificuldades que as pessoas têm em perdoar o outro é perceber que ela também tem culpa, também tem responsabilidade, pela situação, pela dor causada, pelo erro acontecido. Afinal, ninguém age sozinho, ninguém recebe sem que tenha dado, ninguém é só vitima, ninguém é 100% bom e sem interesse. E aqui vale fundamentar essa afirmativa com a crença da reencarnação e com a Crença na Lei Divina. Vejam, se reencarnamos é porque temos “coisas” para resolver, portanto não devemos achar que somos inocentes diante de qualquer adversidade, assim como, não devemos nos sentir injustiçados, coitados e magoados diante de qualquer situação. Tudo é Lei de Ação e Reação, Lei da Afinidade, Lei da Atração. Tudo que é semeado é colhido. Tudo é Necessidade. Tudo é Merecimento.

O perdão reconhece o mal e sabe conviver com ele.
O perdão é a experiência interior de recuperar a paz, a calma e o bem-estar.
O perdão é sinônimo de saúde.
O perdão é um “processo” que deve ser praticado. Se você continua falando ou pensando com rancor de alguém, o perdão ainda não aconteceu.

Perdoar é a arte de fazer as pazes quando algo não acontece como queríamos. Podemos dizer que é fazer as pazes com a palavra NÃO.
Poderia ficar aqui escrevendo, escrevendo e escrevendo sobre a importância do perdão em vários aspectos, no entanto, quero terminar por aqui com uma proposta: OLHE-SE no espelho de forma muito especial, OLHE-SE verdadeiramente no espelho e converse com suas dores, magoas e tristezas, converse claramente com você mesmo e compreenda intimamente que as pessoas erram, assim como você erra, que as pessoas não nos compreendem assim não as compreendemos e como muitas vezes também não nos compreendemos, que todos nós estamos tentando melhorar, estamos tentando viver melhor e mais felizes, às vezes conseguimos, às vezes não, tudo é uma questão de tolerância.
Enfim, converse abertamente e intensamente com você e “experimente” perdoar.
Quem aprende a perdoar jamais se esquece da felicidade que advém deste ato, desse sentir, dessa emoção.


Oração do Perdão

Perdoa Senhor de infinito amor e bondade, todo e qualquer tipo de prejuízo que eu tenha praticado ao longo de minha existência, contra quem quer que seja, ilumina os corações e as mentes dessas pessoas que sofreram por minha causa e faz com que também elas possam me perdoar.
Peço perdão por todos os erros cometidos por meus antepassados, que já se encontram no mundo espiritual, que todas as suas dívidas sejam anistiadas e que recebam a graça da Elevação Espiritual para um plano de luz e paz, onde possam continuar sua jornada de evolução e trabalhar de acordo com teu Plano Divino.
Que o amor de Jesus e Maria, presente em meu coração, me capacite a perdoar toda e qualquer ofensa praticada contra mim, para que eu seja liberado de toda e qualquer ofensa praticada contra mim, para que eu seja liberado de toda mágoa, de todo ódio ou rancor.
Eu perdôo a mim próprio pelas culpas que carreguei até hoje, pois acredito no perdão Divino e aceito a nova chance que estou tendo.
Que as Entidades da hierarquia à qual pertenço possam me proteger contra os perigos e vícios, a fim de que eu consiga praticar o amor ao próximo.
Liberta-me de todos os preconceitos e da escravidão às paixões.
Que eu possa contribuir para a construção de um mundo bem melhor de paz, de compaixão e solidariedade entre os homens e as religiões.

Assim eu determino.

sábado, 9 de julho de 2011

A Umbanda tem Fundamento, Ciência e é Divina

Acredito que todos sabem que os quatros elementos da natureza, ar, fogo, terra e água, são essenciais para a sobrevivência do ser humano e para existência do mundo.
Aliás, grandes pensadores da Grécia antiga afirmavam que esses elementos formavam todas as coisas, inclusive o mundo.
Para Thales de Milleto (nascido por volta 625 a.C.) – primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia – acreditava que a origem estava na Água e afirmava: “O mundo evoluiu da água por processos naturais”.
Já Anaxímenes (nascido por volta 588 a.C.) dizia que tudo provém do Ar e retorna ao Ar e afirmava: “Exatamente como a nossa alma, o ar mantém-nos juntos, de forma que o sopro e o ar abraçam o mundo inteiro…”. Anaxímenes fez analogias entre o Ar-divino, que sustenta o Universo, e o ar-humano, ou alma, que dá vida aos homens.
O filósofo pré-socrático considerado o “pai da dialética” Heráclito (nascido por volta 540 a.C.) argumentava que o fogo era o agente criador. Afirmava que o fogo, quando condensado, se umidifica e, com mais consistência, torna-se água; e esta, solidificando-se, transforma-se em terra; e, a partir daí, nascem todas as coisas do mundo.
E por fim, Empedócles de Agringento (nascido por volta 495 a.C.) – filósofo, médico, legislador, professor, profeta – concluiu que tudo era formado por quatro elementos, portanto, são essenciais e formam toda a estrutura do mundo.
No entanto, penso que nem todos sabem ou percebem o quanto esses quatros elementos são fundamentais para a Umbanda e para concretização de várias ações magísticas realizadas e ativadas pela Umbanda.
E antes que alguns se espantem pela afirmação de que a Umbanda realiza e ativa ações magísticas, abro um parênteses para afirmar que todas as religiões manifestam “ações magísticas”.
Magia é a capacidade de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações. E como todas as religiões, entre tantas outras coisas, também têm a função de mudar energias, de transformar sentidos, sentimentos e vibrações, de transmutar determinadas condensações magnéticas e modificar formas-pensamentos contrárias a qualquer sentido positivo e divino, são, portanto, magísitcas.
O que ocorre é que para algumas religiões, como é o caso da Umbanda, essas ações magísticas são mais visíveis, compreensíveis e assumidas, outras já nem tanto, consequentemente, recebem nomenclaturas específicas para que se distancie o máximo possível de qualquer conceito ou referência magística como, por exemplo, fluidificação da água, novena, oração pela libertação, passe energético, corrente de oração. Percebam que todas essas ações têm também a função de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações como qualquer ato magístico.
Vale ressaltar que Magia é a “Mãe” de todas as Ciências, pois é a manipulação e transformação da matéria, portanto até no simples ajoelhar para rezar, de acender uma vela, de dar um passe energético, de benzer, de defumar, de bater cabeça, encontramos ações magísticas, afinal  mudamos nossas energias ao manifestar tais atos, não é mesmo?
O caso é que a Umbanda é uma religião que assume claramente sua capacidade de transformação usando potencialmente os quatros elementos, portanto tem grande capacidade de modificar qualquer situação e energia. Não é a toa que os terreiros de Umbanda estão lotados de pessoas necessitando de mudanças drásticas em suas vidas.
O caso é que a Umbanda é uma religião ligada essencialmente à natureza, ou seja, essencialmente aos quatros elementos da natureza, tanto é que os Orixás representam essas forças da Natureza. Assim sendo, Oxum, Iemanjá manifestam energia da água, Ogum e Iansã energia do ar, Xangô e Exu energia do fogo, Obaluayê e Oxossi energia da terra.
O caso é que a Umbanda utiliza ativamente e potencialmente o “Éter vital” ou “Prana” desses elementos da natureza em seus rituais para transformar, transmutar, potencializar, curar, equilibrar qualquer energia.
O fato é que o AR, a TERRA, o FOGO, a ÁGUA são a base de nossa Umbanda, seja nos rituais, nos atos magísticos como manipulação de energias, nas manifestações das Forças naturais dos Orixás, nos assentamentos…
Portanto é importantíssimo saber e entender o que representam esses quatros elementos, assim como atuam, o que significam, o que ativam, o que realizam em nós e de que forma.
É importantíssimo que os médiuns umbandistas saibam sobre as forças e os poderes essenciais e vibracionais de cada elemento. É fundamental que saibam como fazer uso de forma adequada, positiva e benéfica desses elementos, assim como, entender o que os Guias de Luz estão manipulando e quais suas intenções ao acenderem uma vela (manipulação da energia Fogo), ao borrifarem água (manipulação da energia Água), ao exalarem fumaça do charuto (manipulação da energia Ar), ao colocar as mãos, guias, água no chão (manipulação da energia Terra), ao pedirem uma oferenda em determinados campos de força, entre tantas outras coisas.
Enfim, aproveitem as relações energéticas, magnéticas e vibracionais desses quatros elementos que pontuo abaixo e percebam o quanto a Umbanda tem fundamento, só é preciso Saber Preparar.

ÁGUA:
A energia da água pode estimular a intuição e ajudar a expressar os sentimentos com mais facilidade. Atua também em questões práticas, como adquirir jogo de cintura em situações complicadas  e vencer a timidez. Elemento que simboliza a Vida, que Alimenta, que ‘lava’ (descarga fluídica) e ‘conduz’ (meio condutor de fluidos). Lida diretamente com as questões EMOCIONAIS. As oferendas feitas  à beira d’água limpam, sutilizam e magnetizam o corpo astral.

FOGO:
A vibração do elemento fogo certamente proporciona mais entusiasmo e otimismo. Potencialmente usado para transformar o sentimento de desânimo, para motivar ações, nos momentos de colocar objetivos em prática e ainda aumenta a criatividade e bom humor. Elemento que simboliza o “espírito vivo”, a purificação e a Luz, é energia purificadora e energética. Lida diretamente com as questões do DESTINO. As oferendas feitas perto do fogo, como é no caso de fogueiras, queima miasmas, larvas astrais e energiza.

TERRA:
Este elemento está ligado às conquistas materiais, à saúde e ao trabalho. Sua influência é ideal a quem busca segurança e determinação, para começar um projeto novo ou procurar emprego. Energia transformadora e curadora. Lida diretamente com as questões do FÍSICO. As oferendas feitas diretamente na terra potencializam o magnetismo mental e a concentração energética fortalecendo a pessoa vibratóriamente.

AR:
O elemento ar pode ser ativado para desenvolver a inteligência, o lado racional, a memória e a capacidade verbal e corporal. Energia expansora e movimentadora. Lida diretamente com as questões do MENTAL. As oferendas feitas em campos abertos, ativando a energia do ar, dilata os sete corpos e  deixa a pessoa mais leve e harmonizada.