Páginas

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Crianças da Umbanda

 
São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade,incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda.
Em sua maioria,foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.
Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás.
Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança.
É necessário muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida.
É comum emuma gira de criança, ver um médium "cambaleando" antes de incorporar inteiramente, isso se dá devido a "disputa" que estes espíritos travam para ver quem incorpora primeiro, bem típico desta linha.
Os "meninos" são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as "meninas" são mais quietas e calminhas.
Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc…
Estas características, que as vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles tem de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.
Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente é atendido de maneira bastante rápida.
Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é.
Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a "brincadeira" (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão "engraçada" assim.
São a alegria que contagia a Umbanda; são a pureza, a inocência e, por isso mesmo, os detentores da verdadeira magia, extremamente respeitados pelos Caboclos e pelos Pretos-Velhos.
Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação.
É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos dedesespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem.
O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranqüilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física.
Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.
Torna-se necessário informar, antes de prosseguirmos, que as entidades que trabalham na Umbanda são espíritos que já cessaram o seu ciclo de encarnações, e isso inclui as crianças.
O fato de se apresentarem como crianças nas incorporações e na vidência nos mostra apenas que desencarnaram bem jovens da sua última vida física.
Reencarnarão somente se lhe forem solicitados os seus préstimos novamente no plano terreno, por necessidade própria ou de terceiros, a quem vêm ajudar em seu desenvolvimento e evolução espiritual.
É freqüente nos perguntarem se as crianças continuam seu crescimento na vida espiritual depois da morte física.
Alguns espíritas não alimentam dúvidas a esse respeito e aduzem numerosos exemplos de crianças que, anos depois de mortas, apareceram a seus pais tão mudadas que estes não as reconheceram.
Mas nós, sabendo que a almaque abandonou um corpo infantil e vai reencarnar, o faz dentro de um período relativamente curto, nos inclinamos mais a receber com incredulidade tais informações, por não concordarmos com elas.
Não devemos esquecer o fato de que qualquer entidade astral pode amoldarà sua vontade um veículo para si e aparecer a outrem como bem entender.
Disso resulta que as crianças mortas há tempo suficiente para se imaginarem o que desejariam ser quando crescidas, podem mostrar-se como tais em seu pensamento e assim crescer com grande rapidez.
Nestas condições, seu corpo astral apareceria segundo a sua concepção, e se fossem auxiliadas a materializá-lo, exibiriam o fenômeno do crescimento a seus admirados amigos.
No entanto, tal crescimento é apenas aparente e jamais corresponde ao crescimento natural do corpo físico.
Não há, portanto, dúvida de que o desejo de um menino de chegar a ser homem, determina o aparente crescimento de seu corpo nas materializações, anos depois de sua morte.
Devemos lembrar também que o corpo causal que reveste o espírito nas subdivisões superiores do plano mental, antes da sua reencarnação, é sem forma.
Portanto, a forma não é importante na entidade que já venceu o ciclo de reencarnações e a evolução espiritual das crianças nada tem a ver com o seu "crescimento" nos planos espirituais, pois esse crescimento só existe no nosso limitado mundo físico.
Criança evolui, mas não cresce.
Os Erês são a energia de sublimação de Pai Oxalá, o último estágio de evolução antes das Câmaras de centrifugação.
É errado achar que por se apresentarem como crianças essas entidades tenham menos força ou menos evolução que as demais.
É exatamente o contrário.
Esses espíritos são a própria alegria.
Gostam de tudo que uma criança gosta, bala, guaraná, doces, brincadeiras, mel, brinquedos.
Usamos a bala de coco nas obrigações por causa do alto teor de glicose que atua como uma bateria de força para o médium.
Os Erês tem sua correspondência nos reinos de Pai Oxalá:

» Cosme: força das águas salgadas
» Damião: força das águas doces
» Doum: força das matas
» Crispim: força do tempo
» Crispiniano: força do calor

Nenhum comentário:

Postar um comentário