Páginas

Chat


Get your own Chat Box! Go Large!
Tenham bom senso e responsabilidade com o que está sendo dito, com bom uso e principalmente, tendo em mente que TODOS deverão ser respeitados em suas diferenças, inclusive de opinião. Assim, nenhum usuário precisará ser bloqueado. O conteúdo da conversa, deve ser relacionado aos temas do blog.
É proibido o uso de nicks com nomes de Entidades, Cargos do Tipo Pai, Mãe, Ogan etc. ou Orixás, ou nicks considerados como insultuosos ou ofensivos.
É proibido insultar ou ofender qualquer utilizador deste chat. Respeite para ser respeitado.
Não informe dados pessoais na sala de chat, tais como E-mail,
Nº de telefone.
Esse tipo de informação deve ser em conversa privada com o membro, pois o Blog não se responsabiliza por quaisquer dano e/ou prejuízo.
Ao menos uma vez por semana, estarei presente e online para quem quiser conversar, compartilhar algo e/ou trocar idéias.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Conhecendo Nanã Buruquê em 20 ítens



1. Senhora dos pântanos e da morte, a mais velha de todos os orixás;
2. Entidade suprema que juntamente com Zambi fez parte da criação;
3. Divindade das águas paradas e do lodo, seu domínio é sobre a água e a terra;
4. É a ancestral feminina de todas as divindades aquáticas;
5. Esposa mais velha de Oxalá, mãe de Omulú, e Oxumarê;
6. Sincretiza-se com Nossa Senhora de Santana, avó de Jesus;
7. Misteriosa e enigmática é um orixá de segredos insondáveis;
8. Nanã é a chuva, a garoa e o fundo lamacento dos lagos profundos;
9. Único orixá a não reconhecer a soberania de Ogum;
10. Em seu culto não pode ser usado nenhum tipo de metal;
11. Forma com Obaluaiê a linha da Evolução, ele na passagem para a reencarnação e ela, da vida para a morte;
12. Rege a justiça e não tolera roubo, discriminação e traição;
13. Bondosa, justiceira e paciente; pode se tornar perigosa e vingativa;
14. Padroeira da família e protetora dos idosos;
15. Tem um vínculo forte com a menopausa quando paralisa a geração de filhos;
16. Rege a memória de todos os seres;
17. tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, assim como do lodo produzido por essas águas;
18. Seu símbolo é o Ibiri (Cetro de palha da costa com búzios);
19. Sua cor é o roxo e seu dia o domingo,
20. Sua saudação é: SALUBA NANÃ!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mediunidade


Como podemos entender a mediunidade naquilo que ela representa, como sendo uma sensibilidade que nos dá a capacidade de trabalharmos em benefício do nosso crescimento e na ajuda aos espíritos encarnados e desencarnados?
O que cada criatura que possui essa sensibilidade aflorada precisa compreender é que ela está sendo beneficiada através dessa oportunidade. E assim sendo, quando essa tarefa é exercida com consciência e responsabilidade, seu caminhar pode tornar-se mais suave, uma vez que o princípio fundamental é de ajuda àqueles que necessitam reconquistar o equilíbrio perdido.
Esses são os médiuns, que muitos acreditam serem seres especiais, capazes de solucionar todas as suas dificuldades. É preciso que compreendam que os médiuns são apenas instrumentos da espiritualidade. Desta forma, cada criatura encontrará apenas respostas aquilo de que são merecedores.
A mediunidade é um dom divino que deve ser exercida sem nada esperar em troca, seja dinheiro, vantagens, ajuda material, enfim, tudo que represente barganha.
O médium sério trabalha com amor, simplesmente com o objetivo de ser útil à espiritualidade e, através dela, aos seus semelhantes.
Não ouçam, então, aqueles médiuns que buscam aprovação, aplauso por aquilo que fazem. Desconfiem deles, pois esses médiuns estão envolvidos numa energia que nada lhes trará de benéfico.
A mediunidade deve ser exercida da mesma forma que lhes foi concedida: GRATUITAMENTE.
A melhor maneira de não sermos enganados é através do estudo e da observação sobre tudo que lhes pareça fantasioso.
Na doutrina espírita não existe o fantástico. O que de fato existe é a ignorância sobre as verdades espirituais.
Busquemos sempre mais e mais o esclarecimento e o aprendizado a esse respeito. Somente dessa maneira seremos menos enganados.
Orai e vigiai, este é o alerta!

terça-feira, 29 de março de 2011

Ìndios não tem medo do silêncio


Nós os índios, conhecemos o silêncio, não temos medo dele.                        

Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes; observa os anciões para ver como se comportam;
observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás. 
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos e pretos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola, em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes e chamam isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam  preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir, em sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei, mas talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo, mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas, muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.

APRENDAMOS COM ELES...

Texto traduzido por Leela, Porto Alegre:
"Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn

segunda-feira, 28 de março de 2011

Olhe prá cima


"Se você colocar um falcão em um cercado de um metro
quadrado e, inteiramente aberto por cima, o pássaro,
apesar de sua habilidade para o vôo,
será um prisioneiro.

A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma
pequena corrida em terra.
Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar
e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida,
nessa pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar,
não pode sair de um lugar nivelado.
Se for colocado em um piso complemente plano,
tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa,
dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde
possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto,
ficará lá até morrer ou ser removido.
Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em
tentar sair pelos lados, próximo ao fundo.
Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma,
até que se destrua completamente,
de tanto atirar-se contra o fundo do vidro.

Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão:
atiram-se obstinadamente contra os obstáculos,
sem perceber que a saída está logo acima.
Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão,
cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima"

E lá estará DEUS, a ajudá-lo.

domingo, 27 de março de 2011

Conhecendo Oxum em 20 ítens

1. Senhora dos rios, cachoeiras, fontes e regatos;
2. Seu nome vem de um rio da nação Ijexá;
3. Na África recebe o titulo de Iyalodê, aquela que comanda todas as mulheres;
4. Filha predileta de Oxalá com Iemanjá;
5. É aquela que conhece o segredo da vida, mas não o revela;
6. Sincretiza-se com Nossa Sra, Aparecida e Nossa Sra. da Conceição;
7. Muito conhecida por “Senhora do ouro”;
8. Estimula os sentimentos de amor, fraternidade e união;
9. É o orixá da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza;
10. Padroeira da gestação e da fertilidade, por isso sempre é chamada de Mamãe;
11. Foi casada com Xangô e teve um filho, Logun-Edé, com Oxóssi;
12. Tem a doçura, a vaidade e o dengo femininos;
13. É guerreira, lutadora e persistente;
14. É o único orixá feminino que pode adentrar o reino de Ifá;
15. No Candomblé são louvados 16 tipos de Oxum;
16. É comum seus filhos possuírem dotes de vidência;
17. Protege os órgão reprodutores femininos e o coração;
18. Seu símbolo é o abebé (espelho de metal)
19. Sua cor é o azul escuro e seu dia o domingo;
20. Sua saudação é: Ora aie ie Mamãe Oxum!

sábado, 26 de março de 2011

Conhecendo Xangô em 20 ítens


1. Senhor da justiça do fogo e do trovão;
2. Filho de Oranyan com Iemanjá tornou-se o terceiro rei de Oyó
3. Sincretizado com São Jerônimo, São Pedro e São João Batista;
4. É forte, valente e destemido; temido e adorado ao mesmo tempo;
5. É o orixá que decide sobre o bem e o mal;
6. Tem doze ministros sob seu comando;
7. Xangô é pesado, íntegro e indivisível;
8. Apresenta certo autoritarismo acompanhado de alguma arrogância;
9. Suas decisões são sempre sábias e ponderadas, com profundo senso de justiça;
10. No Norte/Nordeste do Brasil seu nome intitula vários cultos afros;
11. Foi casado com Obá, Iansã e Oxum;
12. Sua força de atuação encontra-se nas pedreiras;
13. Tem aversão por doenças e pela morte;
14. Castiga os ladrões, mentirosos e malfeitores;
15. Contratos, documentos e pendências judiciais devem ser entregues a ele;
16. Patrono da política e dos assuntos governamentais;
17. Responsável pela razão, equilíbrio e equidade dos seres humanos;
18. Sua ferramenta é o oxé, machado de duas lâminas;
19. Sua cor é a marrom, seu dia a quarta-feira;
20. Sua saudação é: Kaô Kabecilê!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Conhecendo Oxóssi em 20 ítens


1. Senhor da floresta. Orixá da caça e da fartura;
2. Rei de Keto, filho de Iemanjá e Oxalá;
3. Sincretizado com São Sebastião e São Jorge;
4. Domina a flora e a fauna e gera progresso e riqueza ao homem;
5. Na Umbanda é associado ao Índio brasileiro;
6. Patrono dos cientistas e dos doutrinadores;
7. Seus irmãos são Ogum e Exu;
8. Também conhecido como Odé (caçador);
9. As abelhas lhe pertencem e representam seus antepassados femininos;
10. Muito ligado a Ogum de quem recebeu as armas de caça;
11. É quem rege nosso aparelho respiratório;
12. Foi casado com Iansã e Oxum, com esta teve um filho: Logum-Edé;
13. Reina na mata densa juntamente com Ossãe, o orixá das folhas;
14. Seu instrumento é o Ofá (Arco e flecha);
15. Tem regência sobre a lavoura e agricultura;
16. Fazem parte de sua personalidade: concentração. atenção, determinação e paciência;
17. Também são marcas: a agilidade, a destreza, a austeridade e o despojamento;
18. Por ser um solitário, tem como lema: “Basto a mim mesmo!”;
19. Sua cor é o verde-escuro e seu dia a quinta-feira;
20. Sua Saudação é: Okê Arô Oxóssi!.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Poder das Velas

A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Gongá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia.
Quando um umbandista acende uma vela, mal sabe que está abrindo, para sua mente, uma porta interdimensional, onde sua mente consciente nem sonha com a força de seus poderes mentais.
A vela funciona na mente das pessoas como um código mental. Os estímulos visuais captados pela luz da chama da vela acendem, na verdade, a fogueira interior de cada um, despertando a lembrança de um passado muito distante, onde seus ancestrais, sentados ao redor do fogo, tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas.
A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica, uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente.
Uma das várias razões da influência mística da vela na psique das pessoas, é a sensação de que ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade, saibamos através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como espíritos do fogo ou salamandras.
Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas, irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa vela.
Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor.
No ritual da magia o mago entra em contato com seu mundo inconsciente, depositário de suas forças mentais, onde irão ser utilizadas para que alcancem seus propósitos iniciais. Qualquer pessoa que acender uma vela, com fé, está nesse momento realizando um ritual mágico e, conseqüentemente, está sendo um mago.
Se uma pessoa evoca suas forças mentais, com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível e as energias de retorno serão sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu.
As pessoas que utilizam a força da magia das velas – que, na realidade, despertam as forças interiores de cada um – com propósitos maléficos, não são consideradas magos, mas feiticeiros ou bruxos. Infeliz daquele que, na ânsia de destruir seus inimigos, acendem velas com formatos de sapo, de diabo, de caveira, de caixão, etc., assumindo um terrível compromisso cármico com os senhores do destino. Todos os nossos pensamentos, palavras e atos estão sendo gravados na memória do infinito, ninguém fica impune junto à justiça divina.
Voltaremos ao planeta Terra, quantas encarnações forem necessárias para expiar nossas dívidas com o passado. Por outro lado, feliz daquele que lembra de acender uma vela com o coração cheio de amor para o anjo-da-guarda de seu inimigo, perdoando-o por sua insensatez, pois irá criar, ao seu redor, um campo vibratório de harmonia cósmica, elevando suas vibrações superiores.
Ao acender velas para as almas, para o anjo-da-guarda, para os pretos-velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Gongá, para um santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: "A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe."
A intenção de acender uma vela gera uma energia mental no cérebro da pessoa.
Essa energia é que a entidade espiritual irá captar em seu campo vibratório.
Assim a quantidade de velas não influirá no valor do trabalho; a influência se fará diretamente na mente da pessoa que está acendendo as velas, no sentido de aumentar ou não o grau da intenção. Desta forma, é inútil acreditar que podemos comprar favores de uma entidade negociando com uma maior ou menor de velas acesas. Os espíritos captam em primeiro lugar as vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não. Daí ser melhor ouvir uma das máximas de Jesus que diz: “Antes de fazer sua oferenda, procure conciliar-se com seu irmão.”
Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma árvore, ao lado de uma oferenda, apagá-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente que poderá acarretar sérios problemas, de ordem espiritual, com sua atitude.
Precisamos respeitar o sentimento de religiosidade das pessoas, principalmente quando acender uma vela faz parte desse sentimento. Se ao acender uma vela, a pessoa tiver um forte poder de magnetização, torna-se mais perigoso apagá-la. Mas, se ela não estiver magnetizada, fica a critério de cada um.

VELAS QUEBRADAS OU USADAS

 Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens ou que não estejam quebradas. A princípio pensei tratar-se de mera superstição, mas depois compreendi que a vela virgem estava isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente, evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. Somente no caso da vela quebrada encontrei um componente supersticioso: psicologicamente a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos.
Se o trabalho obtiver sucesso, o detalhe da vela quebrada não será notado: mas, se falhar, será tido como principal factor de seu fracasso.


FÓSFORO OU ISQUEIRO

Em muitos Terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa.
Normalmente os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações que funcionam como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo, desta forma, uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativá-la para este fim.


VELA DE SETE DIAS

Na Umbanda alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos, de acordo com a Psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela, isoladamente, não há nenhum tipo de reforço que se baseie na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé, e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos. Na prática, constatamos que dificilmente uma vela de sete dias queima durante todo esse tempo.


LEMBRETES:


Não recomendamos, aos Umbandistas, fazerem velas com restos de outras velas, seja qual for o motivo, pois as conseqüências são imprevisíveis. Com a magia não devemos nos arriscar; ou temos certeza, ou não a realizamos. Os restos de velas estão impregnados das energias mentais de quem as acendeu. Aproveitar esses restos é o mesmo que querer aproveitar os restos dessas energias; como não sabemos com qual intenção as velas foram acesas, haverá fatalmente um choque entre diversas energias.
A vela acesa para o anjo-da-guarda, que seu campo vibratório representa, deverá ser acesa sempre com um copo d’água ao lado, para captar as cargas negativas que poderão prejudicá-lo nas tarefas que irá realizar. A vela acesa para seu anjo-da-guarda deverá obedecer ao seguinte ritual: um copo com água limpa, um pedaço de papel quadrado, de cor branca, sem pautas, para vibrar na mesma freqüência da vela, com seu nome, ou o nome de quem você deseja ajudar, escrito em forma de cruz, ou seja, o nome na posição horizontal e vertical. A vela deverá ser colocada à direita do copo d’água. Os resultados são excelentes e deverá ter cuidado com o seguinte: deverá acender a vela num local seguro, para evitar incêndio, acima de sua cabeça, onde não tenha trânsito de pessoas.


CONSAGRAÇÃO DAS VELAS


Esta parte é fundamental, pois é a consagração que torna a vela um objeto mágico. Sem ser consagrada uma vela é apenas um cilindro de parafina com um pavio que serve para iluminar ambientes escuros, mas com a consagração ela se torna um instrumento de magia capaz de estabelecer contato direto com planos sutis e entidades. Poderia-se dizer até que a consagração é o ato de batismo da vela.
Esse ato de consagração, esse batismo, deve ser feito com óleo, mais preferencialmente aquelas essências aromáticas à base de óleo. Essa prática é milenar e até no Êxodo, Bíblia, se encontram referências sobre óleos de consagração.
No comércio especializado você adquire (ou fabrica você mesmo) um vidro de essência à base de óleo. Particularmente eu prefiro a de rosas, por ser mais forte, mas você escolhe a que mais lhe agradar, desde que seja à base de óleo, porque há muitos tipos de essência e nem todas tem óleo, que nesse caso é essencial.
Pegue esse vidro e vá para um lugar sossegado onde não vá ser interrompido.
Sente-se. Respire fundo algumas vezes, visualizando uma luz dourada cintilante envolvendo o ambiente. Após alguns minutos abra o vidro, ponha um pouco de óleo nas mãos, esfregue-as até aquecer, então pegue o vidro e vá passando as mãos nele e diz em voz baixa : "Em nome do Poder Maior eu te consagrado e te santifico, para que a partir dessa hora sagrada sejas elo entre as coisas da Terra e a Divindade, que possas me ajudar em toda obra do Bem e que exerças a força que te concedo. E que tudo seja sempre feito de acordo com a vontade do Poder Maior. "Isso deve ser repetido três vezes, com muita convicção, a fim de que o óleo seja impregnado. A consagração do óleo é feita de uma vez só, pois o vidro ficará impregnado com suas vibrações por um bom tempo. Se achar necessário, pode repetir a consagração sempre que achar mais adequado.
Agora vem a consagração da vela. Alguns místicos preferem chamar de unção, mas pessoalmente acho que consagração seja mais adequado.
Pegue a vela (sendo mais de uma, deve ser feito com uma de cada vez, para que a impregnação não seja diluída); pegue o óleo e molhe os dedos; agora pense, visualize seu desejo com tanta convicção como se ele já estivesse realizado, visualize que o ritual que irá executar atingiu o objetivo. Se você deseja ATRAIR alguma coisa, esfregue os dedos com óleo na vela DE CIMA PARA BAIXO; se deseja AFASTAR alguma coisa, faça-o DE BAIXO PARA CIMA. Se desejar, você também pode escrever na vela o que deseja ou o nome da pessoa a quem o ritual será dedicado: para escrever na vela use sempre uma ponta de aço. Depois de escrever, passe os dedos com óleo (escrever na vela é opcional). Enquanto visualiza e passa o óleo, vá repetindo a mesma consagração do óleo.
Tenha em mente que a força do seu pensamento é que tornará a vela um objeto mágico, por isso a chave é a visualização. Agora faça uma oração de acordo com a sua crença pessoal.
Um detalhe importante: se após iniciado o ritual a vela se apagar (desde que não haja motivo, tais como correntes de ar), significa que ou a consagração não foi feita com êxito e por isso o ritual foi considerado ilegítimo, ou a intenção não é boa, ou ainda, as forças necessárias à execução do ritual não estão presentes. De qualquer forma, é um aviso que deve ser respeitado. Tendo verificado que a vela se apagou sem nenhuma razão aparente, suspenda o ritual naquele dia. Quando reiniciar, faça tudo de novo, inclusive a consagração do óleo.
Jamais reaproveite a vela usada em um ritual. Terminado o seu ritual as velas são apagadas e você pode guardá-las ou mesmo jogá-las fora, mas nunca reutilize velas ritualísticas, mesmo que tenham ficado "com pouco uso". Se fizer esse reaproveitamento seu ritual será anulado, podendo até gerar efeito contrário ao que era esperado. Uma vela consagrada deve ser usada uma única vez.
E tenha em mente que a eficácia de um ritual depende muito do empenho, concentração, força de vontade e capacidade de visualização do operador. Você deve VER o resultado do seu ritual, deve ter convicção de que obterá seu objetivo. Realizar um ritual apenas por fazer, sem nenhuma convicção, é o que pode ser definido como desperdício de tempo. Chame para si a autoridade concedida pelo Poder Maior e execute seu ritual sem pressa e sem estar sob pressão. Nenhum ritual deve ter menos de uns 45 minutos, porque se tiver menos que isso pode significar que o operador nem teve tempo de se envolver com ele, ou seja, a atitude física não teve tempo de estar sintonizada com a atitude mental. Todo e qualquer ritual, sendo executado corretamente, usará forças sutis que se não forem manipuladas de forma adequada poderão até se voltar contra o operador.

CONSELHOS ÚTEIS A RESPEITO DAS VELAS

Se precisar apagar a vela que esteja sendo usada ritualisticamente, JAMAIS o faça soprando a vela  velas de ritual só podem ser apagadas com abafador ou com os dedos, jamais sopre essas velas.
A vela deve ser muito bem fixada, se não tiver uma base grande. Especialmente no caso das cilíndricas, é importante fixá-las para que não caiam; assim, use a cera dela mesma para fixar, mesmo que esteja em candelabro. Dependendo do tamanho é interessante colocá-la dentro de um copo ou de um vidro refratário, COM UM POUQUINHO D'ÁGUA NO FUNDO, para que a parafina não grude: havendo água no fundo, só um pouco, o que sobrar da parafina sai inteiro, sem grudar, mas sem água você só vai conseguir limpar o copo com água fervendo, porque gruda mesmo. No comércio há vidros especiais para velas de sete dias e outros tipos.
Às vezes acontece, com qualquer tipo de vela, que à medida em que ela vai se consumindo, a parte já queimada do pavio vai se acumulando junto à chama, fazendo com que esta vá ficando muito forte e intensa, o que faz a vela queimar depressa demais e se esparramar, por isso é aconselhável, quando isso acontecer, cortar com uma tesoura essa parte preta do pavio já queimado.
Por precaução, especialmente nas atividades que vão requerer várias velas, simultaneamente, é recomendável que se disponha de meios para enfrentar alguma provável emergência. Assim, aconselha-se que sempre se possa dispor de água suficiente para alguma eventualidade, ou então uma maneira rápida de abafar.
Amados Irmãos de Umbanda, chegaremos em um momento na Umbanda, em que o Homem deverá estar plenamente consciente de que sua força mental é a sua grande aliada e nunca a sua inimiga. Deverá libertar-se gradativamente dos valores exteriores criados por sua mente e valorizar-se mais. Seu grande desafio é superar a si mesmo. Em vez de acender uma vela, deverá acender sua chama interior e tornar-se um iluminado, e, com o brilho dessa chama sagrada, mostrar o caminho aos seus irmãos.

 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Benzimento


Pratica das mais antigas também conhecida como rezar...
as rezadeiras ou benzedeiras... muitas vezes eram o pronto socorro das crianças e de toda a familia onde a assistência médica era precária e acessivel apenas aos privilegiados finaceiramente.
Hoje em dia essa prática quase não mais existe, nas grandes cidades.
Mas em interiores ainda há um número muito grande de benzedeiras.
E como é o mecanismo das benzeduras?
É dom?
São pessoas mediunizadas, médiuns, dotadas de capacidades especiais ?
O benzedor é a pessoa que movimenta forças curadoras em favor de outrem.
Descrever o benzimento é o mesmo que descrever a positividade do bem.
A força do benzimento está na vontade firme de se fazer o bem.
Pois através da vontade no bem, criamos um campo fluidico cheio de magnetismo benéfico , repleto de agentes restauradores de forças e energias gastas, que ao serem repostas, atuam na reparação dos males que se instalaram.

BENZER É TAMBÉM LIMPAR OS FLUIDOS NOCIVOS

Existem um grande número de senhoras, chamadas benzedeiras, que aplicam passes em crianças recém-nascidas que apresentam uma contaminação fluídica, popularmente chamada "quebranto" ou "mau olhado".
O problema da criança acontece quando pessoas adultas, que possuem uma atmosfera fluídica mal sã, ficam com a criança no colo por muito tempo.
A energia ruim que circunda a pessoa contamina a atmosfera espiritual da criança.
Isso deixa o bebê irritado, prejudica o seu sono e em certas situações pode causar desarranjos orgânicos.
Depois de alguns benzimentos, normalmente a criança afetada volta à sua normalidade.
Nada se faz demais, a não ser derramar o fluido salutar sobre a atmosfera malsã da criança, limpando-a dos fluidos nocivos.
Os benzedores enfeixam as energias que flutuam no ambiente onde eles atual e projetam sobre os enfermos, cujo êxito de cura depende da maior ou menor receptividade psíquica dos mesmos.
O benzedor, age à maneira de um condensador vivo dos maus fluidos alheios, espécie de imã da sujeira do próximo. O benzedor atrai o "mal" para si ou para seus objetos/plantas.
É comum as benzedeiras usarem instrumentos como condensadores dos fluidos novisos das pessoas. Geralmente é um copo com água, ervas como arruda, guiné, alecrim (muito usada para crianças), aroeira, terços, e outros apetrechos herdados do misticismo de catoliscismo popular.
Os benzedores afirmam que estão "limpando" o paciente, mas na verdade o que fizeram foi agir com o pensamento, atraindo o fluido nocivo para a sua própria atmosfera psíquica ou para os objetos usados/plantas no benzimento que funcionam como captadores destes fluidos.

É TUDO UMA QUESTÃO DE MOVIMENTAÇÃO DE ONDAS RAIOS, VIBRAÇÕES E FREQUÊNCIAS ENERGÉTICAS


Embora a medicina oficial considerar superstição a terapêutica exótica do benzimento, em verdade, ele chicoteia e desintegra os fluidos virulentos que nutrem os vírus de certas infecções.
Como o eczema, o cobreiro entre outras infecções características da epiderme, que se alastram de forma eruptiva.
Sob o comando espiritual do benzedor, a aura etérica dos vegetais tóxicos e queimantes, como a pimenteira-brava, atua no fluido mórbido e ardente do eczema ou cobreiro, desintegrando-os pelos impactos magnéticos e os absorve.
Extinto o terreno doentio fluídico, que alimentava os germens infecciosos, estes então desaparecem por falta de nutrição apropriada.
Após o benzimento, em que o galho da pimenteira-brava absorve o fluído doente do cobreiro ou eczema, o benzedor manda o paciente enterrá-lo, o qual, à semelhança de um “fio-terra”, descarrega no solo a carga tóxica ali aderida

UTILIZAÇÃO DE GALHOS DE ARRUDA OU DE OUTRAS ERVAS OU OBJETOS AJUDAM NO BENZIMENTO ?


O dom ou a faculdade de curativa é inerente ao benzedor, a preferência por certo objeto, erva, ou certa gesticulação, serve-lhe de catalizador do próprio benzimento.
Varia de uma benzedeira para outra, quanto ao uso de certos ingredientes ou sistema de operar.
Encontramos a Preta Velha que benze utilizando-se de galhos de arruda, ou palha benta, esconjurando os fluidos ruins e fazendo cruzes sobre o paciente;
Também encontramos outras benzedeiras que usam de rosário, escapulário, talismã ou bolsinha de oração;
E ainda outras que benzem cruzando o corpo do enfermo com objetos de aço para atrair os maus fluidos, cujos objetos depois ele os lança na água corrente.
Algumas benzedeiras cortam fios de linhas sobre pires de água para eliminar vermes das crianças; Outras benzem com fragmentos de carvão fazendo a diagnose do paciente conforme o comportamento dos mesmos no líquido; Nos terreiros, os pretos velhos sopram fumaça do cachimbo ou do charuto sobre os enfermos, para limpas as cargas malévolas.

QUEM PODE SER UM BENZEDOR?

Todos nós estamos impregnados de forças curativas e poderíamos operar verdadeiros milagres.
Diante da dor alheia, não hesites na prática da mediunidade curadora, pois todo gesto de bondade inspira o concurso dos benfeitores espirituais.
A mediunidade de cura se expressa na palavra amiga que consola e estimula; no gesto fraterno que ampara e reconforta; no passe magnético que restaura as energias fisio-psíquicas desgastadas; e na fluidificação de água cristalina que se converte em energia medicamentosa para enfermos do corpo e da alma.
Não achemos que curadores sejam apenas alguns indivíduos predestinados.
Curar com Jesus é um simples ato de amor, espontâneo e acessível a todos os homens de boa vontade.
Claro que necessitamos de algumas condições básicas:

Coração puro, livre de sentimentos maus;
Ter a mente pura, livre de pensamentos maus;
Desejo sincero de ajudar,

terça-feira, 22 de março de 2011

Cuidado com os Sentimentos


Segundo a psicóloga americana Louise l. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós.
Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.
Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão, diz a psicóloga americana Louise L. Hay.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.
Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.
Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão.
Perdoar dissolve o ressentimento.
A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise.
Reflita, vale a pena tentar evitá-las:

DOENÇAS / CAUSAS:

AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorizaçã o.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro (a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro
suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIRÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?

Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos. .. principalmente daqueles que escondemos de nós.
Lembre-se: Praticar o bem faz bem!!!
'Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma'.
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade".
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 21 de março de 2011

Oração Para São Cosme e São Damião


São Cosme e São Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal. Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranqüila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção, São Cosme e São Damião, conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: "Deixai vir a mim os pequeninos, pois deles é o Reino dos Céus". São Cosme e São Damião, rogai por nós.

Rezar Pai-Nosso, Ave-Maria e Fazer o sinal da cruz.

domingo, 20 de março de 2011

Medo da Felicidade

Alguém tem medo de ser feliz?
Não! À primeira vista não.
Quando tudo nos direciona para a busca da felicidade, parece mesmo ridículo afirmar que as pessoas têm medo da felicidade.
E então, por que essa estranha sensação que sentimos quando tudo vai bem demais nas nossas vidas?
Por que o medo de falar, ou de falar alto demais, como se essa felicidade fosse algo tão frágil que pudesse nos escapar a qualquer momento?
É por isso que quando as pessoas recebem boas notícias, evita compartilhar.
Ou acreditar.
Como se a felicidade fosse algo imerecido.
Dizemos:
"estou tão feliz que tenho até medo;"
"nem vou falar, senão estraga;"
"não conte pra ninguém que dá azar..."
e coisas assim.
Dessa maneira acabamos estragando nossos momentos de felicidade com nossos temores.
Uma coisa que poderia ser vivida a cem por cento, torna-se oitenta, pois o restante é transformado na angústia de perder o que tanto se desejou.
Mas, pra que ter medo?
Agarremos nossa felicidade, nossa boa notícia com unhas e dentes!
Os invejosos talvez nos olhem de lado, mas então olhemos para outro lado, onde existem certamente outros que podem compartilhar da nossa alegria.
As pessoas que vencem na vida são as que se direcionam para as coisas positivas e não perdem tempo com negativismo.
Eu li que "enquanto a felicidade está na sua sala, a infelicidade dorme na sua cama."
Se isso é mesmo verdade, então, só tenho uma sugestão: mudar de quarto, de cama, durmir na sala... mas guardar a preciosa felicidade!
O que é nosso ninguém toma a menos que a gente permita.
Nunca tenha medo de ser feliz!
Da mesma forma, nunca tenha medo de sofrer. Construa seu mundo com aquilo que ele te oferece, colocando você mesmo as cores que quiser.
Não dependa dos outros para ser feliz ou infeliz, mas viva a sua vida como verdadeiro dono dela.
O poder de ser feliz ou infeliz está nas suas próprias mãos.
Cabe a você saber com que intensidade vai viver isso!

sábado, 19 de março de 2011

Oração Para Nossa Senhora Desatadora dos Nós


Santa Maria Mãe de Deus, Virgem cheia de graça, vós sois a nossa desatadora dos nós. Com as vossas mãos cheias do amor de Deus, Vós desatais os obstáculos do nosso caminho como um nó que sob as vossas mãos, perde todos os obstáculos e se torna uma fita reta do amor de Deus ! Desatai, Virgem e Mãe, Santa e Admirável, todos os nós que nós mesmos nos causamos, por nossa vontade própria e todos aqueles que diante de nós, impedem o nosso caminho. Iluminai com os vossos olhos sobre eles, para que todos os nós tornem-se transparentes e nós cheios de gratidão, possamos com as vossas mãos desatar aquilo que parece impossível. Amém !

sexta-feira, 18 de março de 2011

Apenas um passo

 
Será que já paramos para pensar que nossa vida pode mudar apenas por um passo?
No dia de hoje trago a mensagem apenas um passo para que possamos refletir que um passo pode mudar todo o contexto de um dia, de uma vida.
Reflitam!!
Não importa há quanto tempo você esteja andando para o Norte - com apenas um passo você é capaz de andar para o Sul.
O que é preciso para dar uma volta de 180º na sua vida?
Apenas um passo.
Você está a apenas um passo de uma dieta mais equilibrada, a um passo de melhorar suas finanças pessoais, a um passo de ser um profissional muito melhor, a um passo de ter um relacionamento mais gratificante.
Daqui a um minuto, seus piores problemas podem estar todos atrás de você, ao invés de estarem na sua frente.
Com apenas um passo, o melhor dia da sua vida pode ainda estar por vir, e não estar perdido em algum lugar do passado distante. Num instante, todas as energias negativas na sua vida podem ser redirecionadas para alguma coisa positiva.
Apenas um passo é necessário para romper essa inércia, e dar à sua vida o rumo que você realmente gostaria que ela tivesse.
Queridos amigos!! Muitas vezes reclamamos da monotonia, que nossa vida não muda, que isso, que aquilo, mas nem ao menos tentamos dar um passo para que tudo mude. Quando estiver passando um momento ruim pense em coisas boas, de um passo para que esse momento não seja o lamento maior de seu dia. Que possamos dar ao menos um passo para que tudo melhore!!

Um forte abraço!

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Verdadeira Força


É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para fazê-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver

quarta-feira, 16 de março de 2011

Oração Para Nossa Senhora Aparecida


Nossa Senhora Aparecida, aqui tendes, diante de vossa imagem, o vosso Brasil, o Brasil que vem novamente consagrar-se à vossa maternal proteção. Escolhendo-vos por especial padroeira e advogada de nossa Pátria, nós queremos que ela seja inteiramente vossa. Que seja vossa a sua natureza exuberante, vossas as suas riquezas, vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios, vossas as cidades e as indústrias, vossa a sociedade, os lares e seus habitantes com tudo o que possuem, vosso, enfim, todo o Brasil. Sim, Senhora da Conceição Aparecida, o Brasil é vosso. Por vossa intercessão temos recebido todos os bens que Deus nos prodigalizou e muitos ainda esperamos receber. Obrigado por tudo, Virgem Mãe Aparecida. Abençoai, Senhora, o Brasil que vos agradece, o Brasil que vos ama, o Brasil que é vosso. Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa fé, defendei o Santo Padre, assisti os nossos bispos, santificai o nosso clero, amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo, guiai a nossa mente no caminho do bem e da verdade. do Brasil, mãe de todos os brasileiros, venha a nós o amoroso reino do Pai. Por vossa mediação, venha à nossa pátria o Reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. Amém.

terça-feira, 15 de março de 2011

Dia de Balanço

     Assim como as empresas são obrigadas a parar um dia por ano e fazer um balanço de suas atividades, para saberem se cresceram ou deram prejuízo, todos nós deveríamos parar, pelo menos alguns minutos semanalmente (de preferência no mesmo dia) para avaliarmos o impacto das nossas atitudes e pensamentos na qualidade da nossa vida.
     Vou mais longe... Existem pessoas que tem uma vida tão agitada, tão doida, que deveriam fazer esse balanço diariamente, não deveriam ir para a cama sem antes fazer uma auto-análise sobre o momento pelo qual estão atravessando e de alguma maneira, sair do turbilhão de pensamentos e problemas.
      Assim como as empresas promovem, por vezes, medidas drásticas para sanar as dívidas e obter lucro em caso de balanço negativo, todos nós deveríamos manter algumas atitudes como padrão para obtermos "lucros" em nosso dia a dia. Afinal de contas, cada dia é um momento único e determinante na nossa qualidade de vida.

     Então, na nossa "empresa" interior, deveriam existir normas como essas:

- Todo amor vale a pena quando a encrenca é pequena. (Tem gente que adora amores complicados... fuja!)
 - Todo o sorriso é parte da alma feliz, menos quando é falso. (Afaste-se de gente falsa, seja sincero com todos, pelo menos tente!)
- Toda a traição tem um dedinho da nossa desatenção! (duro de engolir, mas é verdade, em algum momento deixamos de prestar atenção em nossa relação e deixamos "solta" demais, o negócio é "rodar a baiana" ao menor sinal de fuga)
- Tudo deve ser prazeiroso. Abaixo o mau-humor! (trabalhar onde você não se sente bem, estudar onde não quer é dureza. O negócio é lutar para sair dessa situação. Acomodar-se, jamais!).
- Tenha fé. (Isso é fundamental, mas viva uma fé consciente, não fanática. Ninguém vai ser médico se não estudar Medicina; então, esforço e fé devem andar juntos. Mexa-se!)
- Onde está a sua alegria? (Se você fizer o balanço e descobrir que anda mais triste do que alegre, mude tudo, comece pelo físico, emagreça ou engorde uns quilinhos, corte ou pinte o cabelo (pode ser de laranja), compre pelo menos uma camiseta nova (sem deixar estourar o cartão de crédito, hein!), vá ao cinema, teatro ou circo e procure uma boa comédia para desopilar o fígado, procure viver um grande amor, mesmo que seja com o velho amor).
- Ame muito! Comece por amar a pessoa mais importante, mais bacana, inteligente, maravilhosa, poderosa, gentil, bondosa, dedicada, trabalhadora, estudiosa, amorosa, carinhosa, amiga, simpática e humilde que existe: VOCÊ! Se você se amar, amar ao próximo vai ser fichinha!

Confira, agora, o resultado do balanço:
Felicidade......100% de Lucro
Tristeza........ 0% de participação

     Acredite em você.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Cruzeiro das Almas

O QUE É UM CRUZEIRO DAS ALMAS EM UM CENTRO DE UMBANDA?

Isso da azar? Chama a morte?
OBALUAYÊ, orixa da transmutação cujo nome significa ( REI SENHOR DAS ALMAS) e com base nos muitos mistérios deste grande e amoroso Orixa abordaremos um tema pouco compreendido dentro da Umbanda o CRUZEIRO DAS ALMAS.
Geralmente encontrado dentro dos cemitérios que na Umbanda conhecemos como CAMPO SANTO ou ainda CALUNGA PEQUENA, o CRUZEIRO DAS ALMAS ficou conhecido como ponto de referência para que velas sejam acesas em lembrança e homenagem das pessoas que ali foram enterradas em um ritual para que suas almas sejam levadas a DEUS. Deixamos claro aqui que não levantamos em hipótese alguma criticas para os irmãos de outras denominações religiosas que lá se dirigem no Cruzeiro ( termo mais conhecido e usado ) tomando o fato citado acima somente como exemplo.
Infelizmente também presenciamos em determinados cruzeiros trabalhos de ordem negativa que fogem do conhecimento de quem o fez do sentido religioso que este ponto de forças tem dentro da Umbanda e ainda vale lembrar que em outras situações encontramos sujeira que também é um fator de desrespeito para com Obaluayê e para com os que lá se dirigem.
Um CRUZEIRO DAS ALMAS é uma passagem, ou ainda, um portal onde o espírito passa de um plano vibratório para outro e o Orixa que rege este campo de ação é Obaluayê, mas o cruzeiro serve somente para isso?
Podemos interpretar "plano vibratório" como campo de energias, isso pode se aplicar a diversas situações que estejamos passando em nossas vidas como por exemplo:
Uma doença física, emocional, uma obsessão complexa ou mesmo simples, magoas, ódios, rancores e todo sentimento de ordem negativa e quando falamos em TRANSMUTAÇÃO nos referimos também a modificação de vibração que nos problemas citados acima seria o oposto ou seja o lado positivo.
Se nos referimos a "planos" podemos ainda simplificar por "passagens" para que de forma simples nos tornemos mais compreendidos que da o título muito conhecido de Pai Obaluayê como também "SENHOR DAS PASSAGENS"
Direcionamo-nos agora para uma casa, centro, tenda de Umbanda onde encontramos nos terreiro sempre um "cantinho" das almas" ou o CRUZEIRO DAS ALMAS. Muitas vezes um determinado guia nos da uma vela branca e nos pede para firma-la no mesmo, logo interpretamos que estamos com eguns, quiumbas ou algum sofredor, mas nos esquecemos que tal qual no campo santo, ali também é um ponto natural e sagrado de Obaluayê e muitas vezes a "vela" não para os outros, mas sim para nós mesmos, para podermos com a ajuda do Pai Transmutarmos algo de ruim ainda que não estamos conseguindo sozinhos resolver dentro de nós.
Lembramos ainda que o Cruzeiro de um centro tem a função de proteger também a casa de ataques de seres infelizes vampiros espirituais, etc... Como no campo santo é feito.
Como podem ver nada tem a ver um cruzeiro das almas com azar ou chamamentos da morte, isso é fruto de crendices populares e gente infelizmente ainda mal informada dentro e fora da Umbanda.
Além de um campo de proteção para a casa, ali ficam direcionadas as forças do Orixa Obaluayê, para que de forma sagrada e ritualistica elas possam ser evocadas.
Lembramos que o Cruzeiro das Almas é um ponto de luz e devemos sempre quando nos direcionarmos a ele como em qualquer outro campo de força de Orixas, com respeito, bom senso e acima de tudo FÉ.

domingo, 13 de março de 2011

Umbandas


Este texto é parte do livro “História da Umbanda”, lançado em Agosto de 2010, na Bienal do Livro em São Paulo, pela Editora Madras. Esta é uma versão editada e adaptada para servir de nota de aula ao Curso de Teologia de Umbanda Sagrada:

Sabemos que existem várias correntes de pensamento dentro a Umbanda e também há muitas formas de praticá-la, ainda que todas se mantenham fiéis à participação dos espíritos nos seus trabalhos ou engiras. Não consideramos nenhuma das correntes melhor ou pior e nem mais ou menos importante para a consolidação da Umbanda, Todas foram, são e sempre serão boas e importantes, pois só assim não se estabelecerá um domínio e uma paralisia geral na assimilação e incorporação de novas práticas ou conceitos renovadores.

(Rubens Saraceni Formulário de Consagrações Umbandistas Ed. Madras, 2005. p.19)


Há quem defenda um “tipo ideal” de Umbanda, descartando outras formas de praticá-la.[1] Assim uns reconhecem e outros negam as várias Umbandas, creio que podemos trilhar um caminho do meio, no qual a Umbanda é una na essência e diversa nas formas de praticá-la. O UM da Unidade e a BANDA da Diversidade. O Uno e o Verso deste Universo Umbandista.
A liberdade litúrgica permite certas variantes, desde que estas não desvirtuem seus fundamentos básicos. A pluralidade deve existir enquanto não coloca em risco a unidade.
Por unidade podemos entender seus fundamentos básicos, o que deve estar presente em todas as formas ou pelo menos na maioria delas. Portanto é pela unidade que definimos Umbanda e não pela diversidade, que são as diversas maneiras de praticar esta unidade.
Por exemplo, podemos ter como fundamento básico de sua unidade a definição de Umbanda dada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por meio de seu médium Zélio de Moraes, em 15 de Novembro de 1908:

Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade.

Esta definição está em sua unidade, faz parte de seus fundamentos básicos, não cobrar pelos trabalhos, logo ela pode ter variantes mas nenhuma das tais deve apresentar-se cobrando para realizar trabalhos espirituais. Pois neste ponto a “diversidade” colocaria em risco a “unidade”. Desta forma falar de Umbanda é falar de sua unidade assim como falar de Umbandas é falar de sua pluralidade. Abaixo apresento algo desta pluralidade ou se preferir Diversidade, para nossa reflexão:

    * Umbanda Branca: O termo pode ter surgido da definição de Linha Branca de Umbanda usada por Leal de Souza e adotada por tantos outros. A idéia era de que a Umbanda era uma “Linha” do Espiritismo ou uma forma de praticar Espiritismo, na qual a Linha Branca se divide em outras Sete Linhas. Ao afirmar a Umbanda como Branca subentende-se muitas coisas, entre elas que possa haver outras umbandas, de outras cores e “sabores”. Mas a questão de ser branca está muito mais ligada ao fato de associar ao que é “claro”, “limpo”, “leve” ou simplesmente ausente do “preto”, “escuro” ou “negro” – há um preconceito subentendido – afinal é uma Umbanda mais “branca” que “negra”, mais européia que afro e, porque não, mais Espírita. Geralmente usa-se esta qualificação, “Umbanda Branca”, para definir trabalhos de Umbanda com a ausência do que chamamos de “Linha da Esquerda”, para Leal de Souza uma “Linha Negra”. Ainda hoje muitos se identificam desta forma e geralmente o usam como um “recurso” para “livrar-se” do preconceito de outros... como a dizer: Sou Umbandista, mas da Umbanda Branca – como quem afirma pertencer à “Umbanda boa”. Não há uma “Umbanda Negra” ou uma “Umbanda Ruim”, toda Umbanda é Boa.

    * Umbanda Pura: Ao propor o Primeiro Congresso de Umbanda em 1941 o grupo que assumiu esta responsabilidade esperava apresentar uma “Umbanda Pura” (“desafricanizada” e “orientalizada”), praticada pela classe média no Rio de Janeiro. É a Umbanda praticada pelo “grupo fundador da Umbanda”[2] ou simplesmente o grupo intelectual carioca que lutou pela legitimação da Umbanda, criando a Primeira Federação Espírita de Umbanda do Brasil,  Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda e o Primeiro Jornal de Umbanda. Este grupo pretendia uma “codificação” da Umbanda em seu estado mais puro de ser. Embora a idéia de uma “Religião Pura” sempre será algo a ser questionado, independente de qual tradição lhe tenha dado origem. Do ponto de vista Histórico, Sociológico, Antropológico e até Filosófico, não há “Religião Pura”. Por trás de uma cultura sempre há outras culturas que lhe deram origem, sucessivamente desde que o Homem é homo-sapiens  também é homo-religiosus. O Antropólogo Arthur Ramos afirma que: “As formas mais adiantadas de religião, mesmo entre os povos mais cultos, não existem em estado puro. Ao lado da religião oficial, há outras atividades subterrâneas...”[3] E o já citado Historiador das Religiões, Mircea Eliade, afirma: “Mas nunca será demais repetir que não há a menor probabilidade de se encontrar, em parte alguma do mundo ou da história, um fenômeno religioso ‘puro’ e perfeitamente ‘original’.” “Nenhuma religião é inteiramente ‘nova’, nenhuma mensagem religiosa elimina completamente o passado; trata-se, antes, de reorganização, renovação, revalorização, integração de elementos – e dos mais essenciais! – de uma tradição religiosa imemorial.”[4]

    * Umbanda Popular: É a prática da religião de Umbanda sem muito conhecimento de causa, sem estudo ou interesse em entender seus fundamentos. É uma forma de religiosidade na qual vale apenas o que é dito e ensinado de forma direta pelos espíritos. O único conhecimento válido é o que veio de forma direta em seu próprio ambiente ritualístico. Não se costuma fazer referências a outras filosofias ou justificar suas praticas de forma “intelectualizada”. Eximindo-se de auto explicar-se reforçam a característica mística da religião, em que, independente de “racionalizações” a prática se sustenta devido a quantidade de resultados positivos alcançados. Podemos dizer que os adeptos muitas vezes não sabem ou tem certeza de como as coisas funcionam, mas sabem que funcionam. É aqui que muitas vezes nos deparamos com médiuns que afirmam, sobre a Umbanda, que não sabem de nada o que estão fazendo, mas que seus guias espirituais (caboclo e outros) sabem e isto lhes basta. Outrora, alguns, afirmam que médium não pode saber de nada de Umbanda para não mistificar. Muitos caem na armadilha do tempo, em que jovem de outrora agora já sabe de muita coisa que finge não saber para manter esta idéia de que nada deve saber. Enfim para nós que acreditamos no estudo dentro da religião é muito difícil abordar um seguimento que não se interesse pela leitura, embora deve-se reconhecer, para não incorrer ao erro, que muitos estudam e conhecem muito das realidades espirituais que nos cercam e ainda assim preferem manter-se junto a uma forma pura de contato espiritual.

    * Umbanda Tradicional: Esta qualificação serve tanto para identificar a “Umbanda Branca”, “Umbanda Pura” ou “Umbanda Popular”. Que são as formas mais antigas, mais conhecidas e mais populares de praticar Umbanda, muito embora este perfil está mudando. Creio que hoje os terreiros que se adaptaram para uma linguagem mais jovem, mais intelectualizada e racional estão em franco crescimento, na medida em que no local de desinformação e/ou bagunça a Umbanda ainda vai secar. E neste mesmo solo vai ressurgir, nas novas gerações, que quando crianças, em algum momento, visitaram um terreiro. Estas crianças de ontem, adultos de hoje, podem nos dizer o quanto foi importante o trabalho da linha das crianças para a multiplicação da religião. Tantos se perguntam como criar cursos para as crianças na Umbanda, como um “catecismo” de Umbanda, ou umbanda para crianças, preocupados em como preparar e ensinar religião a nossos filhos. Se os terreiros mantivessem um trabalho periódico com a incorporação das crianças, bastava que este se torna-se o dia de nossos filhos na Umbanda, e que nesse dia nossos filhos aprenderiam sobre Umbanda diretos com estas entidades. A curiosidade levaria nossos filhos a questionar e querer aprender mais sobre a Religião... Portanto a idéia de estudar Umbanda está na base de crescimento e multiplicação da mesma.

    * Umbanda Esotérica ou Iniciática: É uma forma de praticar a Umbanda estudando os fundamentos ocultos, conhecidos apenas dos antigos sacerdotes egípcios, hindus, maias, incas, astecas e etc. O conhecimento esotérico, ou seja, fechado e oculto dos arcanos sagrados, é desvelado por meio de iniciações. Foi idealizada com inspiração na obra de Blavatski, Ane Bessant, Saint-Yves D’Alveydre, Leterre, Domingos Magarinos (Epiaga), Eliphas Levi, Papus e etc. Os fundamentos esotéricos da Umbanda foram organizados pela Tenda Espírita Mirim e apresentados, alguns deles, no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda[5]. O primeiro autor que trouxe este tema para a literatura umbandista foi Oliveira Magno, 1951, com o título A Umbanda Esotérica e Iniciática. Como vimos no capitulo anterior e veremos nos capítulos posteriores, recebeu contribuições de Tata Tancredo e Aluízio Fontenelle. Já na segunda e terceira geração de autores Umbandistas surgirão outros autores dentro deste seguimento. Costumam citar a origem da Umbanda na Atlantida ou Lemúria, no mito do AUMBANDÃ.

     * Umbanda Trançada, Mista e Omolocô: São nomes usados para identificar uma Umbanda praticada com influência maior dos Cultos de Nação ou do Candomblé Brasileiro onde combina-se os fundamentos e preceitos oriundos das culturas africanas com as entidades de Umbanda. Pode-se ter os tradicionais rituais de Camarinha, Bori, Ebós e oferenda animais com seus respectivos sacrifícios. Muitos chamam esta variação de Umbandomblé. O autor, médium, sacerdote e presidente de Federação que mais defendeu a origem africana da Umbanda foi o conhecido Tata Tancredo. Autor de inúmeros títulos de Umbanda, publicou seu primeiro livro Doutrina e Ritual de Umbanda, 1951, em parceria com Byron Torres de Freitas e é defensor da variação chamada de Omolocô, da qual é seu idealizador no Brasil.

    * Umbanda de Caboclo: É uma variação de Umbanda onde prevalece a presença do caboclo, muitas vezes acreditando que a Umbanda é antes de mais nada a pratica dos índios brasileiros revista pela cultura moderna e doutrinada com conceitos que foram sendo absorvidos com o tempo. Decelso escreveu o título Umbanda de Caboclo para explicar esta variação de Umbanda.

    * Umbanda de Jurema: No nordeste existe um culto popular chamado Catimbó ou Linha dos Mestres da Jurema, que combina a cultura indígena com a cultura católica, somando valores da magia européia e de quando e vez algo da cultura afro. O principal fundamento é o uso da Jurema Sagrada, como bebida e também misturada no fumo, que vai ao fornilho do tradicional cachimbo, também chamado de “marca”, feito de Jurema ou Angico. As entidades que se manifestam são chamadas de Mestres e da Jurema. Umbanda herdou a manifestação do Mestre Zé Pelintra, que pode vir como Exu, Baiano, Preto-Velho ou Malandro. Quando se combina os fundamentos de Umbanda e Catimbó temos esta modalidade, que pode ser uma Umbanda regional de Pernambuco ou praticada de forma intencional pelo umbandista que se interessou pela Jurema e descobriu a Linha de Mestres dentro de sua Umbanda.

    * Umbandaime: O Santo Daime é uma religião nativa do Amazonas, é uma variação da Ayuasca, que é um chá preparado com duas ervas de poder, o cipó Mariri e a folha da Chacrona. De tanto ter visões de entidades de Umbanda e Orixás em rituais do Daime é que alguns grupos de umbandistas passaram a praticar Umbandaime ou seja trabalhos de Umbanda ingerindo o Daime ou rituais de Ayuasca, para se comunicar com as entidades de Umbanda. A Umbanda em si não tem em seus fundamentos o uso de bebidas enteógenas, além dos tradicionais café, cerveja, vinho, “pinga”, batida de côco e outros que servem apenas como “curiador” (elemento usado para potencializar alguma ação espiritual ou magistica), cada linha de trabalho tem sua “bebida-curiador”, no entanto nem a bebida nem o fumo são carregados de erva que induza o estado de transe. A própria bebida deve ser controlada. Podem no entanto ser consideradas bebidas de poder como o “vinho da jurema”, no entanto a bebida não é o centro do ritual, apenas um elemento auxiliar. No caso do Daime, este está no centro do culto, o poder que se manifesta por meio do chá é que conduz o adepto. Na Umbanda quem conduz o trabalho são os espíritos guias, com daime ou sem daime.

    * Umbanda Eclética: Chama-se de Eclética a Umbanda que mistura de tudo um pouco fazendo uma bricolagem de Orixás com Mestres Ascensionados e divindades hindus por exemplo. Recorrem a conhecida Linha do Oriente para justificar a presença de tantos elementos diferentes do Oriente e Ocidente junto ao esoterismo, ocultismo e misticismo.

    * Umbanda Sagrada ou Umbanda Natural: Quando começou a psicografar e dar palestras, Rubens Saraceni sempre fazia questão de se referir à Umbanda como Sagrada. Não havia intenção de criar uma nova Umbanda, apenas ressaltar uma qualidade inerente à mesma. Na apresentação de seu primeiro título doutrinário Umbanda – O Ritual do Culto à Natureza, publicado em 1995, afirma que o livro em questão guarda uma coerência bastante grande, o de trilhar num meio termo entre o popular e o iniciático, ou entre o exotérico e o esotérico.  Já no Código de Umbanda, no capítulo Umbanda Natural, cita: Umbanda Astrológica, Filosófica, Analógica, Numerológica, Oculta, Aberta, Popular, Branca, Iniciática, Teosófica, Exotérica e Esotérica. Para então afirmar que: Natural é a Umbanda regida pelos Orixás, que são senhores dos mistérios naturais, os quais regem todos os pólos umbandistas aqui descritos. Muitos optam por substituir a designação de “Ritual de Umbanda Sagrada”, dada á Umbanda Natural [...] Fica claro que para o autor a Umbanda é algo natural e sagrado, adjetivos que se aplicam ao todo da Umbanda e não a um segmento em particular. No livro As Sete Linhas de Umbanda volta a citar as várias “umbandas” e comenta que na verdade, e a bem da verdade, tudo são seguimentações dentro da religião Umbandista [...]  Ainda assim, sem a intenção de criar uma nova seguimentação dentro do todo, trouxe muitos temas novos e novas abordagens para outros tantos, criando toda uma Teologia de Umbanda.  Seus conceitos se expandiram muito rapidamente assim como a popularidade de títulos como O Guardião da Meia Noite e Cavaleiro da Estrela da Guia. Sua forma de apresentar, entender e explicar a Umbanda ficou identificada ou rotulada de Umbanda Sagrada. Palavra que para este autor engloba toda a Umbanda, como um Todo também chamado de Umbanda Natural .

    * Umbanda Cristã: A Umbanda, fundada no dia 15 de Novembro de 1908, tem no Caboclo das Sete Encruzilhadas a entidade que lançou seus fundamentos básicos, logo na primeira manifestação esta entidade já esclareceu que havia sido, em uma de suas encarnações, o Frei Gabriel de Malagrida, um sacerdote cristão queimado na “Santa Inquisição”, por ter previsto o terremoto de Lisboa e que posteriormente nasceu como índio no Brasil.

Ao dizer qual seria o nome do primeiro templo da religião, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, porque “assim como Maria acolheu Jesus da mesma forma a Umbanda acolheria seus filhos”, já dava uma diretriz cristã a nova religião. Há um conto sobre o Caboclo das Sete Encruzilhadas que diz ter sido chamado por Maria, Mãe de Jesus, para semear a nova religião.
Todo trabalho e doutrina de Zélio de Moraes têm este perfil cristão, subentendendo Umbanda Cristã, antes de ser “Umbanda Branca” ou “Umbanda Pura”, outros adjetivos que já foram associados a sua forma de praticá-la.
Jota Alves de Oliveira escreveu um título chamado Umbanda Cristã e Brasileira, no qual encontrarmos a citação abaixo:
A Orientação Doutrinária do evangelizado Espírito do Caboclo das Sete Encruzilhadas nos levou a considerar e historiar seu trabalho enriquecido das lições do evangelho de Jesus, com a legenda: Umbanda Cristã e Brasileira.[6]
Outro elemento que endossa a qualidade cristã da Umbanda é o arquétipo dos Pretos e Pretas-velhas, são ex-escravos batizados com nomes católicos e que trazem muita fé em Cristo, nos Santos e Orixás.
As qualidades cristãs e a presença dos santos católicos confortam e tranqüilizam quem entra pela primeira vez em um templo umbandista, muito embora não se limite a adornos e sim a uma presença espiritual dos mesmos.

Qualificar ou não qualificar?
Quase todos os assuntos doutrinários e teológicos da Umbanda, quando aprofundados, criam polêmicas pelo fato de nos encontrarmos em uma religião nascente, ainda em formação, que em muito lembra o cristianismo primitivo com suas divergências internas.
 Vejamos a questão de Cristo na Umbanda, na qual para um ex-católico Cristo é Deus, para um ex-espírita Cristo é um mestre ou irmão mais velho da humanidade, já um ex-muçulmano vê em Cristo um profeta. Este é um dos exemplos pelos quais surgem as Umbandas, outro seria o fato de sua constante evolução e transformação. A Umbanda ainda possui esta flexibilidade, não impõe, antes aceita as diferentes formas de interpretar os mistérios de Deus.
Ali está uma boa parte dos fundamentos da Umbanda, seu ritual é aberto ao aperfeiçoamento constante... E por que isso? Simples: tudo o que as grandes religiões castram nos seus fiéis, o ritual umbandista incentiva nas pessoas que dele se aproximam [...][7]
Fica fácil entender que as formações religiosas anteriores influenciam o ponto de vista do umbandista gerando seguimentos, assim como suas áreas de maior interesse cria todo um campo a ser explorado dentro da própria Umbanda, como ferramenta para alcançar certos mistérios da criação. No entanto a Umbanda não pode ser contida, ou apreendida no seu todo por quem quer que seja. O mais que alguém poderá conseguir será captar partes desse todo. [8]
Por mais válidas que sejam as seguimentações, por mais que se auto afirmem ser “a verdadeira” Umbanda ou a “Umbanda Pura”, nenhuma destas “umbandas” dá conta do TODO que é Umbanda. Particularizar, seguimentar, é reduzir, para entender o todo há de se buscar um “mirante” privilegiado, no qual se possa vislumbrar todas as umbandas e “A” Umbanda ao mesmo tempo. Pela “parte” não se define o “todo”,  mas pela “unidade” se busca uma “essência”, um fundamento e base.
No fundo é possível praticar Umbanda, simplesmente, livre de qualificações, adjetivos, atributos ou atribuições. Basta dizer-se umbandista e quando perguntarem:

“_De que Umbanda você é?”

É mais do que suficiente responder apenas:

“_Umbanda”


Da mesma forma é possível a alguém ser cristão independente de Catolicismo, Protestantismo, Luteranismo, Metodismo, Calvinismo, Pentecostalismo, mas não é possível negar que existam diferentes vertentes dentro do Cristianismo e da mesma forma com a Umbanda.

sábado, 12 de março de 2011

Exú Mirim


Exú Mirim é mais uma linha de esquerda dentro do ritual de Umbanda, um Exú Criança, na linha dos Exús, pouco se encontra nos rituais, Exú Mirim tem como finalidade os  trabalhos com descarregos  e condução de demandas retirando-as e devolvendo-as a quem demandou, trabalhando junto com Exu e Pombagira para a proteção e sustentação dos trabalhos da casa. Não aceitar Exu Mirim é proceder como em casas que não aceita - se Exu e Pombagira, mas que a partir do astral e sem que ninguém perceba, recebem a sua proteção. Afinal, "se sem Exu não se faz nada, sem Exu Mirim menos ainda".
Não nos chega dentro da cultura dos Orixás (nagô) um culto a uma divindade ou “Orixá Exu – Mirim”, assim como não nos chega a existência de um “Orixá Pombagira”. Apesar disso, sabemos da existência de um Trono responsável pela força e vigor na Criação (Exu/Mehor Yê), assim como existe uma divindade - trono responsável pelo estímulo em toda a Criação (Pombagira/Mahor Yê). Sendo assim, também existe uma divindade fechada e não revelada, que sustenta a força da linha de Exu – Mirim. Seria o “Orixá Exu – Mirim” responsável por criar meios ou situações para o desenvolvimento do intelecto e o amadurecimento das pessoas (fator complicador). Dessa forma, enquanto Exu vitaliza os sete sentidos da vida e Pombagira estimula – os, Exu – Mirim traz situações e “complicações” para que utilizando o vigor e estimulados possamos vencer essas situações e evoluirmos como espíritos humanos.
Dentro da Umbanda não acessamos nem cultuamos diretamente o Orixá – Mistério Exu, mas sim o ativamos através de sua linha de trabalho formada por espíritos humanos assentados a esquerda dos Orixás. Também assim fazemos com o mistério Exu – Mirim, pois o acessamos através da linha de trabalho Exu – Mirim, formada por "espíritos encantados" ligados a essa divindade regente.
Os Exus Mirins (entidades) apresentam - se como crianças travessas, brincalhonas, espertas e extrovertidas. Não são espíritos humanos, pois nunca encarnaram, são “encantados” vivenciando realidades da vida muito diferentes da nossa.
Apesar de serem bem “agitados”, sua manifestação deve estar sempre dentro do bom - senso, afinal dentro de uma casa de luz, uma verdadeira casa de Umbanda, eles sempre manifestam - se para a prática do bem sobre comando direto dos Exus e Pombagiras guardiões da casa.
Podemos dizer que os Exus e Pombagiras estão para os Exus - Mirins como os Pretos - velhos estão para as crianças da Linha de Cosme e Damião.
Trazem nomes simbólicos análogos aos dos "Exus - adultos", demonstrando seu campo de atuação, energias, forças e Orixás a quem respondem. Assim, temos Exus - Mirins ligados ao Campo Santo: Caveirinha, Covinha, Calunguinha, Porteirinha, ligados ao fogo: Pimentinha, Labareda, Faísca, Malagueta, ligados a água: Lodinho, Ondinha, Prainha, entre muitos e muitos outros, chegando ao ponto de termos Exus - Mirins atuando em cada uma das Sete Linhas de Umbanda.
Quando respeitados, bem direcionados e doutrinados pelos Exus e Pombagiras da casa, tornam – se ótimos trabalhadores, realizando trabalhos magníficos de limpeza astral, cura, quebras de demandas, etc. Utilizam – se de elementos magísticos comuns à linha de esquerda, como a pinga (normalmente misturado ao mel), o cigarro, cigarrilhas e charutos, a vela bicolor vermelha/preta, etc.
Uma força muito grande que Exu – Mirim traz, é a força de “desenrolar” a nossa vida (fator desenrolador), levando todas as nossas complicações pessoais e “enrolações” para bem longe. Também são ótimos para acharem e revelarem trabalhos ou forças "negativas" que estejam atuando contra nós, "desocultando -as" e acabando com essas atuações.
A Umbanda vai além da manifestação de espíritos desencarnados, atuando e interagindo com realidades da vida muitas vezes inacessíveis a espíritos humanos. Exu – Mirim muitas vezes tem acesso a campos e energias que os outros guias espirituais não têm.
Lembrem – se que a Umbanda é a manifestação de “espírito para a caridade” não importando a forma ou o jeito de sua manifestação.
Para aqueles que sentirem – se afim com a força e tiverem respeito, com certeza em Exu – Mirim verão uma linha de trabalho tão forte, interessante e querida como todas as outras.

Ponto Cantado para Exu - Mirim:

Pedra rolou em cima da samambaia
Em cima de Exu-Mirim balança mas não cai (BIS)
Exu-Mirim no morro tá batuqueiro
Batucava noite e dia derrubando feiticeiro (BIS)
Mais Pontos Cantados para Exu-Mirim
Ele é Exu !
É Exu-Mirim !
Não me nega nada,
Sempre me diz sim !
Exu-Mirim é o meu Exu de fé!
Exu-Mirim é pequeno na quimbanda!
Exu-Mirim saravando a encruza,
Exu-Mirim vencendo suas demandas!
Boa noite gente , como vai ? Como passou? (bis)
Exu-Mirim é pequeninho, mais é bom trabalhador. (bis)
O mercê das minhas almas não zomba de mim
O mercê das minhas almas não zomba de mim
Eu sou pequeninho, eu sou Exu-Mirim
Eu sou pequeninho, eu sou Exu-Mirim

sexta-feira, 11 de março de 2011

Perder é Ganhar - Por muito meios

        Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus.
        Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora.
        A porta se fechou e o ônibus saiu, então ficou incapaz de recuperá-lo.
        O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.
        Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou,
        - Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?
        O homem prontamente respondeu,
        - De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los.
         Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância à um sapato usado encontrada na rua.
        E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.
        O homem mostrou ao jovem que não vale à pena agarrar-se a algo simplesmente por possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.
        Perdemos coisas o tempo todo.
        A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.
        Como o homem da história, nós temos que aprender a desprender. Alguma força decidiu que era hora daquele homem perder seu sapato. Talvez isto tenha acontecido para iniciar uma série de outros acontecimentos bem melhores para o homem do que aquele par de sapatos.
        Talvez a procura por outro par de sapatos tenha levado o homem à um grande benfeitor.
        Talvez uma nova e forte amizade com o rapaz no ônibus.
        Talvez aquele rapaz precisasse presenciar aquele acontecimento para adotar uma ação semelhante.
        Talvez a pessoa que encontrou os sapatos tenha, à partir daí, a única forma de proteger os pés.
        Seja qual for a razão, não podemos evitar de perder coisas.
        O homem sabia disto.
        Um de seus sapatos tinha saído de seu alcance.
        O sapato restante não mais lhe ajudaria, mas seria um ótimo presente para uma pessoa desabrigada, precisando desesperadamente de proteção do chão.
        Acumular posses não nos fazem melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Maria na Umbanda: entre santos e orixás


Por Alexandre Cumino*

1. Introdução

Maria, mãe de Jesus, vai muito além do Catolicismo e do Cristianismo, vemos sua presença em grandes religiões como o Islã, onde ela assume o papel de mãe do profeta Jesus, no entanto é possível encontrar Maria nos cultos ou religiões sincréticas das Américas. O colonizador europeu trouxe o africano como escravo e ambos se instalaram nesta terra do índio. Logo as culturas do branco, do negro e do vermelho se encontraram de forma particularizada em diferentes regiões deste continente. E assim chegou Maria ao Brasil, onde foi acolhida também pela religiosidade popular, associada e comparada com divindades e entidades do mundo mítico afro-indígena. Neste contexto está, também, a Umbanda, nascida da miscigenação tão brasileira, no seu jeito de ser, fruto de mitos, ritos e símbolos os mais variados.

2. Objetivo

O objetivo deste estudo é ressaltar alguns pontos da presença de Maria na Umbanda. Verificamos um sincretismo dinâmico. “Maria Virgem” se identifica com Oxum e “Maria Mãe” se identifica com Yemanjá, em que a relação santo/orixá varia segundo diferentes pontos de vista. Para além de um altar essencialmente católico, podemos observar Maria em outros aspectos da liturgia, como a Festa de Yemanjá e a identificação dos templos com nomes de santos.

Hoje a Umbanda passa por uma mudança de paradigma, no que diz respeito a sua literatura, escrita de “umbandista para umbandista”, surge uma literatura psicografada de Umbanda e novas abordagens sobre a relação de Maria na Umbanda. Sendo uma Religião muito aberta e inclusiva acolhe diferentes e novas formas de entender a presença de Maria. Vamos aqui apenas esboçar alguns aspectos, conscientes da complexidade da Umbanda e dos diferentes ângulos que as Ciências da Religião nos oferecem para aprofundar a questão.

3. Maria na história da Umbanda

O primeiro templo de Umbanda de que se tem noticia traz o nome de “Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade”, quem nos conta a história de sua fundação é o Sacerdote de Umbanda, Ronaldo Linares, Presidente da Federação Umbandista do Grande ABC (FUGABC), criador do primeiro curso de formação de sacerdotes de Umbanda.[1]

Dia 15 de Novembro de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, um jovem rapaz de 17 anos, incorporou o espírito de Frei Gabriel de Malagrida, queimado na inquisição.[2] O espírito do Frei revelou que, em uma vida posterior, nasceu como índio no Brasil, preferindo ser identificado, agora, como “Caboclo das Sete Encruzilhadas” e que vinha para trazer a Religião de Umbanda. Sua “igreja” se chamaria Nossa Senhora da Piedade, pois assim como Maria acolheu a Jesus, a Umbanda acolheria os filhos seus.
Zélio vinha de uma família de origem católica e no seio deste lar tiveram início as sessões mediúnicas de Umbanda, onde já havia um pequeno altar católico. Com o tempo, o espírito de um “preto velho”, escravo de origem africana, “Pai Antônio”, traria o conhecimento dos orixás africanos associados aos santos católicos. Nascia o sincretismo de Umbanda, Maria já estava presente e enraizada nos valores religiosos e espirituais dessa família.
No decorrer dos tempos surgiriam milhares e milhares de Templos de Umbanda, identificados como “tendas”, “centros”, “casa” ou “terreiros” de Umbanda, nos quais a exemplo da primeira “Tenda de Umbanda”, estariam presentes as “Marias”, identificando estes templos como: “Tenda Nossa Senhora da Conceição”, “Tenda Nossa Senhora da Guia”, “Nossa Senhora de Sant’Ana”, “Nossa Senhora dos Navegantes” e outras como “Estrela D’alva”, “Tenda Nossa Senhora Aparecida”, “Casa de Maria” etc.[3]

4. Maria no altar de Umbanda

Oxum representa o amor, a pureza, a beleza, inocência e concepção, enquanto Yemanjá representa a mãe universal, mãe dos orixás, aquela que mantém e gera a vida. Ambas se manifestam na água, Oxum nas cachoeiras e Yemanjá no mar.[4]

O sincretismo de Maria com os Orixás se faz notar principalmente no altar de Umbanda, que é um altar composto por imagens católicas. Encontraremos a imagem de Nossa Senhora da Conceição ou de Nossa Senhora Aparecida, fazendo sincretismo com Oxum. Yemanjá é o único orixá que tem uma imagem própria, umbandista, não católica, assim mesmo encontramos sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora das Graças.

5. Um olhar sociológico

Cândido Procópio Ferreira de Camargo, no final da década de 50, dedicou parte de seu tempo ao estudo das “Religiões Mediúnicas” e registrou no livro “Kardecismo e Umbanda: uma interpretação sociológica”, o resultado de sua pesquisa de campo, onde descreve um Terreiro de Umbanda:

“No ‘terreiro’ propriamente dito, barracão com cerca de 50m², há um altar, semelhante aos católicos . O ‘Orixá’ guia do ‘terreiro’ assume lugar de destaque , sob a figura do Santo Católico correspondente. São Jorge, Nossa Senhora, São Cosme e São Damião são os Santos mais comuns que integram o altar, além do Cristo abençoando, de braços abertos.”[5]

Procópio Ferreira dedica especial atenção ao sentimento de pertença daquele que busca as “religiões mediúnicas”, observando que boa parte dos freqüentadores consideram-se Católicos.

Embora já tenha decorrido meio século e a Umbanda venha mudando de perfil, na busca de identidade, ainda nos dias de hoje observamos este fato em menor grau. Para evitar preconceito da sociedade ou desinformação, alguns dos adeptos, da Umbanda, identificam-se de pertença espírita, não fazendo distinção entre sua prática e a criada por Allan Kardec.

Ao adentrar um terreiro de Umbanda pela primeira vez muitos o fazem com certo receio do desconhecido, mas se deparando com um altar católico sentem-se confortados e tranqüilos. Jesus de braços abertos e Maria a seu lado, junto com todos os outros santos, continuariam a guiar sua fé, agora ao lado da tão popular Yemanjá.

O sincretismo, neste caso, serve de amparo para que o desconhecido se apresente através de elementos já conhecidos. O Católico se sente à vontade para justificar sua pertença, assim como, fica clara a importância do altar para a recepção e a conversão do novo adepto.

6. Festa de Yemanjá

Na década de 50 foi criada uma imagem brasileira para Yemanjá, de pele branca, cabelos negros, vestida de azul, pairando sobre o mar, seu vestido se funde às ondas e derrama pérolas pelas mãos. Esta é uma imagem umbandista e embora todos aceitem Maria como Yemanjá e Oxum, quase não se usa uma imagem católica para Yemanjá, pois ela tem o privilégio de ter imagem própria.

Na Umbanda paulista desde 1969, realiza-se anualmente a Festa de Yemanjá, na Praia Grande, onde está a tradicional imagem de Yemanjá, em Cidade Ocian.[6]
Recentemente, o município de Mongaguá, recebeu uma grande imagem de Yemanjá doada pela FUGABC. A Rainha do Mar reina sozinha nestas duas praias do litoral sul paulista, sendo, dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Festa de Yemanjá. Já as comemorações de Oxum ficaram para o dia de Nossa Senhora Aparecida e todo o resto do calendário umbandista é orientado por datas católicas, correspondentes aos santos e orixás.

7. Quatro olhares para o sincretismo afro-católico na Umbanda

O olhar para o sincretismo assume diferentes aspectos dentro da Umbanda, devido à liberdade de interpretações que existe dentro dela mesma. O umbandista tem diferentes formas de se relacionar com Maria, que resultam em olhares diferentes para o sincretismo. Coloco aqui quatro olhares distintos:

• O primeiro olhar é um “olhar católico”, de desinformação sobre a cultura afro. O recém convertido ou o adepto ao ser questionado por exemplo, de quem é o Orixá Oxum ou Yemanjá responde simplesmente que é Maria Mãe de Jesus. Não há um interesse pela cultura e a presença da divindade africana.

• O segundo olhar é um “olhar afro” de desinteresse pelo Santo Católico, a presença do mesmo é apenas figurativa para representar o Orixá, divindade que não possui uma imagem feita de gesso para ir ao altar, com exceção de Yemanjá. Assim Nossa Senhora da Conceição ou Nossa Senhora das Graças está no altar apenas como uma referência simbólica para se alcançar e louvar, quem realmente está lá, Orixá Oxum.

• O terceiro olhar é um “olhar de fusão” pelo qual Maria, Oxum e Yemanjá se fundem, não há mais uma e outra, Maria é Oxum e também Yemanjá. As lendas e os mitos se confundem e se apresentam nos cantos, neles vemos “Maria a mãe dos Orixás”, “Maria filha de Nanã Buroquê, a avó dos Orixás” ou “Yemanjá mãe de todos os santos”. Inclusive o conceito de santo e orixá se confundem. O adepto se expressa dizendo “meu santo de cabeça é Oxum”, para esclarecer que este Orixá é o “dono de sua cabeça”, seu regente ou padrinho.

• Há ainda um quarto olhar, que é o “olhar de convivência”. É um olhar que reconhece a afinidade entre os Santos e Orixás, Nossa Senhora da Conceição tem sincretismo com Oxum porque ambas tem as mesmas qualidades. Santo e orixá convivem juntos em harmonia, a qualidade e presença de um não diminui o outro. Existem clareza e esclarecimento sobre a origem e cultura que envolve santo e orixá. Oxum não é Maria, mas ambas têm as mesmas qualidades e convivem juntas e em harmonia. Sozinhas elas já ajudam, juntas ajudam muito mais.

8. Uma nova experiência de Maria na Umbanda

Já comentamos, linhas acima, que a Religião de Umbanda vem mudando de perfil, buscando sua identidade e, porque não, até mudando alguns paradigmas. Até alguns anos a literatura chamada de “psicografada” ou “escrita mediúnica”, pela qual os espíritos dão sua mensagem escrita, eram de característica do Espiritismo “Kardecista”. Nos últimos anos vem se observando uma literatura “psicografada de Umbanda”, ou seja, livros de Umbanda escritos de forma mediúnica.

Essa mudança de paradigma deve-se a um autor umbandista, Rubens Saraceni, que já publicou mais de 50 títulos nos últimos 13 anos, o que vem incentivando outros umbandistas a realizarem a mesma experiência.

O autor psicógrafo, médium e sacerdote de Umbanda, Rubens Saraceni, criou o primeiro curso livre de “Teologia de Umbanda”[7], para estudar de forma teórica e teológica as questões pertinentes à Umbanda, vista de dentro. Na “Teologia de Umbanda” se reconhece que Deus é Um com muitos nomes diferentes, como Alá, Zambi, Tupã, Olorum, El, Adonai, Jah, Javé, Aton, Brahman, Ahura Mazda[8] entre outros. Da mesma forma os diversos “Tronos de Deus”, “Divindades” ou Deuses se manifestam em várias culturas, “à moda” de cada uma delas. Assim o “Trono Feminino do Amor” ou “Divindade feminina do Amor” é conhecida como Oxum, Isis, Lakshimi, Afrodite, Vênus, Hebe, Kwan Yin, Freyija, Blodeuwedd, entre outros nomes, sendo a mesma, manifesta sob diferentes formas. Maria personifica este trono na cultura católica, portanto seu sincretismo com Oxum torna-se natural, legítimo e Justificado. Maria tem as qualidades do “Trono Feminino do Amor” e do “Trono Feminino da Geração”, como Yemanjá, Tétis, Hera, Parvati, Danu, Friga e outras. Todas as divindades convivem juntas e se expressam de muitas formas, lembrando a idéia das “Máscaras de Deus”.

9. Conclusão

Podemos ainda lembrar que Maria ocupa o posto que antes pertencia às “Deusas Pagãs”. O Catolicismo fez sincretismo de culturas e valores, durante sua expansão por territórios desconhecidos ao cristianismo. Podemos dizer que a Deusa também está no inconsciente coletivo que busca elementos conhecidos para concretizar-se em uma realidade palpável.

Por fim, podemos dizer que onde houver duas ou mais culturas haverá sempre o sincretismo, que marca o encontro entre elas. Maria faz parte de uma cultura que dominou todo o Ocidente e boa parte do Oriente. No mundo pós-moderno e globalizado, cada vez mais encontraremos sincretismos e associações a Maria.

Independente de como possa ser interpretada, concluímos que Maria também faz parte da Religião de Umbanda e se manifesta de formas diferentes dentro desta mesma Religião.

*Alexandre Cumino é presidente do Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca, conselheiro consultivo da Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo, Sacerdote de Umbanda, ministrante dos cursos livres de “Teologia de Umbanda Sagrada” e “Sacerdócio de Umbanda Sagrada”, editor do Jornal de Umbanda Sagrada e estudante de Ciências da Religião na Faculdade Claretiano.