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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Como ajudar filhos de pais separados

                                  
Por: Vânia Machado

Por pior que esteja a situação entre os pais, brigas, frieza e até agressões, é muito difícil aceitar que as duas pessoas que nos trouxeram ao mundo, e que iriam acompanhar nosso desenvolvimento, não vão estar mais juntas. Infelizmente, de cada três casamentos um termina em divórcio, e na maioria das vezes, isso acontece com famílias que têm filhos. Nem as famílias cristãs escapam.
Para o casal, o divórcio pode significar admitir publicamente o fracasso em manter uma relação, e isso gera culpa. Eles também podem sentir tristeza, choque, medo do futuro, ressentimentos, frustrações, autopiedade e raiva. O envolvimento do casal com a situação é grande: quem fica com os filhos, quem vai ficar com o quê, onde morar...
A dor dos filhos com certeza não é menor que a deles.
Com o divórcio muitas coisas mudam. Você pode não estar mais com ambos os pais, pode ter que mudar de casa ou até de cidade e vivenciar problemas financeiros. Se a mãe não trabalhava, talvez agora tenha que trabalhar. Você pode ter vergonha do que estar acontecendo em casa e distanciar dos seus amigos para que eles não saibam; muitos parentes podem sentir pena de você e esse sentimento é ruim. Os pais podem falar mal um do outro e até pedir que você se coloque ao lado de um deles.
Em muitos casos, com medo de assumir a responsabilidade da separação, os pais empurram para os filhos a decisão, fugindo da responsabilidade que é exclusivamente deles. Diante da crise dos pais é inevitável que os filhos questionem e tenham as próprias opiniões sobre o porquê do problema. Fica mais complicado quando o filho se sente responsável pela felicidade dos pais, seja através da reconciliação do casal ou pela idéia de mantê-los separados.
Com freqüência, os filhos adolescentes costumam controlar suas próprias emoções ao tentar entender o que levou os pais à separação. Apesar de já serem capazes de formar uma opinião própria sobre o que está acontecendo, quase sempre ficam divididos entre o pai e a mãe. Mesmo quando são levados a tomar partido por um ou por outro, preferem não revelar o que sentem com medo de machucar ainda mais os pais e até de perder o amor deles.
Um dos problemas mais difíceis para os filhos é como agir com os pais separados. O filho não sabe se deve rejeitar quem provocou a separação, se deve mostrar maior preferência por um, ou se pode amá-los do mesmo jeito. Isso piora quando os pais querem que os filhos façam uma escolha entre eles ou quando os usam como “pombo-correio” na nova relação que se estabelece entre eles. Não importa o que você faça vai haver dor.
Gostaria de deixar algumas dicas para você filho:
-Na medida do possível tente manter contato com ambos.
- Você pode estar sentindo muita raiva por um deles ou pelos dois. Isso é compreensível, pois você gostaria que seus pais vivessem sempre bem. Essa raiva não resolvida vai acabar por fazer mais mal a você do que aos seus pais. Lembre-se de I João 1:9 “Se confessar os vossos pecados, Ele é fiel e justo para vos perdoar os pecados e vos purificar de toda a injustiça”. Que pecado é esse? A raiva, que possivelmente você já permitiu brotar em seu coração em relação aos seus pais. Isto se transforma numa angústia. É por isso que encontramos tanto crente “cabisbaixo”, mesmo tendo um dia aceitado a Jesus Cristo como o seu Salvador, não tiveram a coragem de confessar este mal ao Senhor.
- O amor dos pais pelos filhos tem muito a ver com o desenvolvimento da auto-estima. Se o filho se afasta ou se nega a receber o amor de um de seus pais, isso pode atrapalhar o desenvolvimento de sua personalidade.
_Não importa como seus pais se tratem mutuamente, tente manter aberto o canal de comunicação entre vocês.
-Tente não achar culpados pelo divórcio. O que pode parecer uma causa verdadeira pode ser apenas a gota d’água de uma série de questões mais profundas.
-O melhor que você pode fazer é tentar manter fora do conflito deles e não tomar partido.
- Alguns tentam se vingar dos pais causando problemas na escola.
-Você não é culpado pelos problemas de seus pais.
-Você não é uma pessoa inferior por causa da separação de seus pais. Muitos adolescentes sentem vergonha de assumir que seus pais estão separados, sentem inferiorizados e temem o preconceito dos outros.
Lembre-se que a separação se deu entre marido e mulher e não entre pais e filhos.

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