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sábado, 31 de julho de 2010

Se eu sair, o terreiro fecha!

                                                                                 

É comum que depois de algum tempo que uma pessoa está num terreiro, mesmo que em pleno desenvolvimento mediúnico, ela pense que é insubstituível. Isso é muito comum. O indivíduo tem a sensação clara de que se ela deixar o terreiro, o mesmo não sobreviverá, não conseguirá dar continuidade aos atendimentos e/ou coisa parecida. Ela começa a se achar vítima do sacerdote, dos médiuns mais antigos, dos seus irmãos de fé e até da consulência. Ela começa a ter um desejo inconsciente de "punir o terreiro" através da sua saída, pois ela terá a certeza que todos virão de joelhos implorar a sua volta.
Sei de pessoas que ficaram totalmente decepcionadas e mesmo depressivas ao verem que o terreiro em que eram membros sobreviveu à sua saída e que alguns meses depois nem se lembravam mais dela. Geralmente essas pessoas começam a falar muito mal do terreiro, do sacerdote e até mesmo inventam boatos dizendo que o terreiro está com problemas espirituais, administrativos, de moralidade ou outros quaisquer e por isso ela o deixou.
Conheço pessoas que ao deixar seus terreiros comentaram ter absoluta certeza de que seus "ex-sacerdotes" viriam correndo oferecendo um "cargo" ou alguma regalia para que voltassem. Um homem que conheci, não aceitou o convite de frequentar a corrente mediúnica de outro terreiro dizendo estar aguardando o telefonema do sacerdote pedindo sua volta. Eles não conseguirão sobreviver sem mim, afirmou ele.
Meses depois, ele não frequentava nenhum lugar ainda, outros do tipo abrem seus próprios terreiros...
Quero deixar claro que esse sentimento de ser insubstituível é natural em muitas pessoas, pois elas realmente são pessoas-chave para os terreiros em que frequentam. De fato, seus sacerdotes sentirão muito a sua saída. De fato elas farão falta. Mas cuidado para não cair nessa armadilha.
Da mesma forma e com a mesma gravidade, conheço sacerdotes que acreditam que os médiuns e membros do terreiro jamais deixarão sua corrente mediúnica e dizem: "ele não encontrará terreiro igual a este" ou ainda "ninguém o aceitará e ele voltará de joelhos pedindo para ser aceito".
Os dois lados se enganam. A verdade é que nem membros, nem sacerdotes são insubstituíveis e é preciso ter muita humildade, calma, paciência e, principalmente, muito equilíbrio para entender essa verdade.

Reflita sobre isso!

                                                                      

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Meditação de ação de graças para a crise

                                               

Bendita Crise:

Que sacudiu minha vida
que está reciclando tudo
Que veio tirar minha ilusão de permanência
que vai trazer evolução

Que vai fazer o mundo se reestruturar
que traz a transformação
Que vai me ensinar o que é verdadeiramente importante
que é um desafio

Que vai me revelar a minha sabedoria
que dissolve meus apegos
Que vai ampliar minha visão
que me faz humilde

Que vai abrir meu coração
que me traz a confiança
Que vai me mostrar outras oportunidades
que me faz da mais importância na vida

Que me tirou do marasmo
que leva a um novo paradigma
Que está me mostrando a luz
que me fez voltar a ter fé

Que traz de volta a aventura de viver
que é o ponto de mutação
Que me traz de volta o amor pela humanidade

autoria: Mirna Grzich

                                                    

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O que é Umbral?

                                                                         

Nome atribuído a uma localidade do chamado "astral inferior", onde se estabelecem os espíritos de baixa vibração espiritual, que precisam pagar por infrações cometidas contra as leis de Deus.
Em geral suicidas, homicidas, almas desajustadas e cometedoras de graves delitos. Sua descrição não foge muito as descrições dantescas do inferno. E aí pode estar uma das razões da lenda de um inferno de fogo e enxofre. Porém a realidade dos espíritos que expiam no umbral é bem diferente e por que não dizer bem pior que a do inferno católico.
O espírito, não raro, sofre incessantemente com a visão de seu suicídio ou de seus crimes. Ás vezes, por anos a fio, revê sem parar o instante em que com um tiro tirava a própria vida, sente a carne sendo dilacerada pelo projétil, vê a condição desamparada de seus filhos que porventura tenha deixado, é constantemente acusado de assassino, numa guerra psicológica fora de nossa compreensão. Muitas vezes sente fome ou sede insuportáveis, as vezes por anos seguidos.
Sente frio ou calor inenarráveis. E muito freqüentemente sentem o seu próprio corpo sendo consumido pelos vermes, o vê se deteriorando e sente todas as sensações decorrentes deste estado de putrefação.

O que é Umbral?

O umbral se caracteriza, na linguagem dos espíritos, como um lugar de extremo sofrimento, "de choro e ranger de dentes".
Muitas vezes o espírito, tão ignorante, desencarna, passa ali vários anos e mesmo assim ignora sua condição desencarnado.
Segundo as descrições dos espíritos, o umbral é a sede dos espíritos de baixo desenvolvimento espiritual da terra , e sua descrição é, não raro, de um lugar de trevas povoado de dor, gritos de sofrimento, gemidos, de um insuportável cheiro pútrido, o que já é suficiente para caracterizar o nível moral dos que ali residem.
Essa descrição deve ser tomada como uma constante, pois o umbral, como já relatado alhures, se trata do nome do lugar onde existem essas características básicas e para onde os espíritos inferiores são encaminhados para resgatar dívidas, crimes e infrações.
O umbral se localiza próximo a crosta terrestre.
E é importantíssimo lembrar a maior diferença entre o umbral e o inferno católico:
No inferno católico a alma infeliz recebe uma sentença eterna de sofrer nas chamas do inferno para todo o sempre.
Segundo a doutrina espírita, o umbral é a região onde o espírito desregrado permanece temporariamente, até que lhe seja permitida uma nova encarnação para que possa, sob o jugo da matéria, resgatar melhor suas dívidas para com Deus ou expiar para que possa continuar caminhando para frente rumo a sua evolução.
Porque no espiritismo não existe uma lei de Deus que condene ou felicite um espírito eternamente, pois existe a lei da reencarnação e uma imposição assim estaria claramente negando a tão falada justiça divina, que o catolicismo tanto proclama mas se contradiz totalmente ao impor penas eternas para uma alma que só teve uma encarnação para praticar o bem e o mal.
Nesse ponto o catolicismo não procura nem saber em que condições aquela alma veio ao mundo, se numa família rica e carinhosa ou se numa sarjeta com uma mãe prostituta e um pai desconhecido.
É por esses motivos que só o espiritismo consegue explicar lógica e racionalmente a vida e Deus sem se contradizer em nenhum momento.
                                                                         

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Morrer...

                                        

O mês de julho é ligado a Nanã a Senhora dos mortos, a senhora da transformação, sendo assim segue abaixo um texto muito interessante sobre a morte:
Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas há ausência de vida e isso é um erro.
Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia.
A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.
Não existe planta sem a morte da semente, nem do embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta.
A morte nada mais é do que o ponto de partida para algo novo.
A fronteira entre o passado e o futuro.
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional?
Então mate dentro de você, o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar, o suficiente para ser aprovado.
Quer ter um bom relacionamento?
Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, exigente, imaturo, egoísta que pensa que pode fazer tudo sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.
Quer ter boas amizades?
Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo. Mate o desejo de manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência. Respeite seus amigos, colegas de trabalho, e vizinhos.
Enfim todo o processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado inferior.
E qual o risco de agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa felicidade, e por fim prejudicando o nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram não se projetam para o que necessitam ou desejamos ser.
Elas querem uma nova vida, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam .
Acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, adultos infantilizados.
Podemos até agir, às vezes como crianças, e mantermos as virtudes destas, tais como: brincadeiras, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, pureza etc.
Porém agir sempre com equilíbrio.
Quer ser alguém melhor , evoluído e vitorioso?
Então, precisas matar em si, o egoísmo, o egocentrismo, para que surja um novo ser.
Pense nisso e morra, mas, não se esqueça de renascer melhor ainda.
O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
 
Que Oxalá nos abençoem sempre

                                                   

terça-feira, 27 de julho de 2010

As Mãos e as Curas Espirituais

                                                                                     


O gesto é natural, inconsciente: quando sentimos dor, levamos as mãos automaticamente ao local afetado, para aliviar o desconforto. Esse conhecimento instintivo é a base de várias linhas de tratamento, como reiki, cura prânica, johrei e passes espíritas. Seus praticantes são unânimes em afirmar: as mãos transmitem energia positiva.
Segundo a filosofia hindu, isso acontece devido à presença de pequenos centros energéticos localizados nas palmas. Essa força concentrada pode ser canalizada tanto para si mesmo como para outras pessoas e pode ser até tratamento complementar para várias doenças (porém não substitui ajuda médica). “O alívio de dores e a reorganização emocional acontecem porque o campo de energia criado pelas mãos envolve e nutre quem recebe o tratamento”, diz Ricardo Alves, instrutor de cura prânica de São Paulo. Existem cursos para aprender a lidar com a energia das mãos e, em alguns casos, os inscritos devem praticar uma doutrina religiosa.
A seguir, descubra quatro práticas que, aplicadas por pessoas treinadas, trazem alívio para o corpo e conforto para as emoções.


Reiki

União de energias
Em japonês, rei significa a “energia cósmica que flui por todo o Universo”, e ki, a “energia vital do ser humano”. Segundo os princípios do reiki, prática japonesa que surgiu no final do século 18, a saúde é resultado da harmonia entre essas duas forças. “A energia do reiki age nos lugares do corpo em que é necessário o reequilíbrio. Ela trata a causa e não apenas os sintomas”, afirma a psicóloga carioca Claudete França, uma das pioneiras na divulgação dessa linha terapêutica no Brasil.
Direto ao ponto
A técnica pode ser praticada em qualquer lugar e consiste em impor as mãos a certa distância ou tocar o corpo do paciente nas regiões dos chacras, centros de entrada e saída de energia, segundo as filosofias orientais. Cada um dos sete chacras, alinhados da base da coluna ao topo da cabeça, está relacionado a determinados órgãos, glândulas ou sistemas. A energia captada por meio das mãos do praticante é direcionada para quem a recebe. “O próprio corpo do paciente sabe de quanta energia necessita e os pontos que devem ser trabalhados”, salienta Vera Lúcia de Sá, coordenadora do ambulatório da Associação Brasileira de Reiki, na capital paulista.
O criador dessa prática foi o padre cristão e professor japonês Mikao Usui (1865-1926), que pesquisou como Jesus Cristo realizou seus milagres. Usui sabia que as mãos emanavam força vital, mas até então não entendia como isso se processava. No Japão, e depois na Índia, encontrou em antigos escritos budistas a chave de sua pesquisa: símbolos e mantras que ativam e captam a energia vital universal.
As sessões de reiki demoram uma hora, em média, e visam restabelecer o fluxo natural da energia no organismo, dificultado por tensões, estresse e má alimentação, por exemplo. “O refletir sobre as causas que podem estar gerando o desequilíbrio já tem efeito terapêutico”, continua Vera de Sá. “Por isso, o reiki apresenta ótimos resultados para aliviar problemas emocionais, como medo, insegurança e baixa auto-estima.”
Silvana Aguiar, administradora de empresas do Rio de Janeiro, recorreu ao reiki para tratar um parente que apresentava problemas psicológicos que a medicina convencional não conseguia solucionar. Ela fez os cursos de formação e, desde então, não parou de aplicar a técnica, que faz parte de sua rotina.
Silvana todas as noites faz reiki com o marido, como uma forma de resgatar o equilíbrio perdido durante as atividades diárias: “Sentimos a energia vibrar por todo o corpo e ficamos melhor depois dessa troca”.


Johrei

Desperta o poder de autocura
O johrei, outra forma de canalizar a energia universal com as mãos, foi criada por Mokiti Okada (1882-1955), comerciante japonês que se tornou o primeiro líder espiritual da Igreja Messiânica Mundial. Inicialmente, a técnica era aplicada como digitopuntura (massagem executada com os dedos) a fim de ser mais bem-aceita na rígida cultura do Japão da década de 30.
A aplicação consiste na imposição das mãos. Logo que o ministrante de johrei estende a mão na direção do paciente, iniciando o fluxo energético, ambos tendem a experimentar uma grande serenidade. A emissão de energia começa pela parte da frente do corpo, vai para as costas e termina novamente na frente. Cada sessão dura 15 minutos, em média, e termina com uma oração silenciosa. “O johrei restabelece a energia natural de autocura que todos nós temos”, diz Agner Bastoni, ministro adjunto da Igreja Messiânica do Brasil, com sede em São Paulo.
Ondas alfa
Segundo especialistas, durante a sessão as ondas cerebrais beta, que sinalizam nervosismo e tensão, são substituídas por ondas alfa, que evidenciam o estado de relaxamento. O cérebro também aumenta a produção de endorfinas, substâncias que acalmam a dor e diminuem o estresse.
Com o diagnóstico de um tumor no seio esquerdo, a professora paulistana Roseli Pinto Soares recebeu johrei várias vezes ao dia, durante 25 dias. “Na véspera da cirurgia para a extração do nódulo, durante o johrei senti um ardor intenso na região do tumor. Depois veio uma calma extraordinária e tive a certeza de que estava pronta para a operação”, conta.
As sessões de johrei tornaram-se, então, rotina para Roseli. “Hoje sou uma pessoa mais entusiasmada e forte”, completa.


Passes

Terapia espiritual
Uma amiga sugeriu a Ana Paula Paulon, dona de casa paulista, que procurasse um centro espírita quando sua mãe, Nilce, entrou em depressão profunda, há 12 anos. “Ao entrarmos na sala de passes na Instituição Espírita Seara Bendita, em São Paulo, nos sentimos envoltas por uma forte energia”, lembra Ana Paula. E, na medida em que as visitas ao centro tornaram-se regulares, Nilce venceu a crise de melancolia.
Recentemente, Ana Paula passou por um tratamento espiritual. “Estava abalada emocionalmente e voltei a procurar o centro. Durante o tratamento, me senti mais aliviada e, ao final de algumas sessões, estava ótima”, lembra. A sensação que experimenta enquanto toma o passe é muito intensa, descreve a dona de casa. “Vejo uma luz ao entrar na sala onde são ministrados os passes. Fecho os olhos e experimento outro estado de consciência. Assim que saio, fico em paz.”
Energia e atitude
Os passes espíritas fazem parte da fluidoterapia, como é chamada pelos kardecistas – seguidores da doutrina espiritual fundada pelo professor francês Allan Kardec (1804-1869). Segundo eles, a particularidade dessa técnica de harmonização por meio das mãos é a participação, durante a aplicação, dos espíritos. Quem dá o passe fica em pé e estende as mãos sobre quem está sendo atendido, transmitindo, em silêncio por alguns minutos, esse fluido vital.
O advogado Wladimir Lisso, diretor da Federação Espírita do Estado de São Paulo, explica que a sensação de bem-estar pode não ser instantânea. “Os desequilíbrios são conseqüência dos pensamentos negativos. É preciso um trabalho mental para superá-los”, ressalta. Os passes são recomendados para aliviar problemas psíquicos ou físicos de pequena gravidade. São sempre acompanhados das palestras sobre a importância da mudança das atitudes no cotidiano.

Cura prânica

Efeito regenerador
O mestre filipino de origem chinesa Choa Kok Sui estudou 20 anos até desenvolver a cura prânica. Inicialmente, sua curiosidade era desvendar as propriedades curativas das práticas e filosofias da Índia, da China e do Tibete, como ioga, qi gong, acupuntura e medicina aiurvédica. Com base em suas pesquisas, Choa traçou associações entre doenças e chacras (os pontos de emissão e recepção de energia distribuídos ao longo da coluna) e descobriu que cada desequilíbrio de energia desencadeia um tipo de problema orgânico. E, quando se harmoniza o campo energético, favorece-se a cura no plano físico.
Efeito regenerador
Ricardo Alves, instrutor de cura prânica de São Paulo, formado pelo próprio mestre Choa, afirma que os princípios dessa técnica são baseados na transmissão do prana (a energia cósmica). “Todos temos pequenos chacras nas mãos e podemos ativá-los para aliviar as próprias dores e as de outras pessoas”, explica Ricardo. Em uma sessão de cura prânica, o paciente fica deitado, sentado ou em pé, conforme a parte do corpo que vai ser harmonizada. Com as mãos colocadas a uma certa distância, o terapeuta sente quais chacras estão desequilibrados e doa energia para cada um deles.
Adepta da cura prânica, a médica homeopata Rita Tocantins, de São Paulo, alcança bons resultados com os pacientes, combinando-a com outras práticas medicinais. “Por ser predominantemente energética, desde que praticada por um curador experiente, não há prejuízos para quem recebe esse tipo de vibração”, explica Rita. “Ela pode auxiliar no tratamento de doenças graves, pois, mesmo sem levar à cura definitiva, traz alívio dos sintomas e melhora do estado geral do paciente.”
                                                                       



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cordão de Prata

                                                                          

Hoje vamos  falar do "Cordão de Prata", para quem não conhece este termo, este cordão luminoso é a conexão de nosso corpo etéreo (Espiritual) com nosso corpo material (Físico). Abaixo segue um texto que nos explica minuciosamente este tema tão importante.
Dentro do estudo da projeção da consciência, o cordão de prata (1) é um capítulo à parte. É, na verdade, uma das partes mais importantes desse estudo. Por isso, vamos estudá-lo mais um pouco e pesquisarmos os seus mecanismos de ação.
Alguns projetores afirmam que o cordão de prata não existe, que nunca o viram em suas projeções. Contudo, isso é fácil de explicar: às vezes a densidade do cordão é tão sutil que o mesmo se torna invisível e intangível para o próprio projetor. Além disso, se o projetor estiver projetado a grande distância do seu corpo físico, fica mais difícil ainda percebê-lo. Pode se considerar, ainda que se alguns projetores não conseguem ver nem mesmo o próprio corpo humano deitado no leito, e isso não significa que ele não existe.
A melhor maneira do projetor verificar a existência do cordão de prata é se manter perto do corpo físico, onde sua densidade é maior, devido à ação da cúpula energética, e usar, então, as mãos extrafísicas (paramãos) para apalpar a própria nuca extrafísica (paranuca) e ali tocar ou sentir as pulsações energéticas do cordão.
Pelo fato do cordão se inserir na parte posterior da paracabeça do psicossoma, é óbvio que o projetor pode não percebê-lo, pois na maioria das vezes está olhando para frente, e nem se apercebe de que há uma conexão energética sutil, ligando-o ao corpo físico.
Além do grande número de projetores (a maioria) que relatam ter visto e até tocado extrafisicamente o cordão de prata, temos também o relato de muitos clarividentes que em plena vigília física, viram o cordão aderido no psicossoma do projetor que lhes aparecia naquele instante. Há, ainda, as informações passadas pelos espíritos desencarnados, através da psicografia e da psicofonia, contendo informações pormenorizadas do funcionamento desse cordão.
Há uma certa controvérsia entre os pesquisadores e projetores a respeito do ponto de conexão do cordão de prata no corpo físico. Alguns dizem que ele se situa no plexo solar. Outros afirmam que o ponto de contato é no interior da cabeça.
Na verdade, o cordão de prata é uma série de filamentos energéticos embutidos por toda a extensão (interna) do corpo físico. Quando o psicossoma se projeta, esses filamentos se distendem e se unem formando, então, um feixe de energia que liga os dois corpos. Pode se dizer que são minicordões que se juntam num só. Os principais filamentos se distendem de cinco pontos básicos: ventre (chacra sexual), plexo solar (chacra umbilical), baço (chacra esplênico), coração (chacra cardíaco) e cabeça (chacras coronário e frontal).
Às vezes, essa ligação do cordão de prata se faz pelas omoplatas extrafísicas (paraomoplatas) e chega até a paranuca por dentro do psicossoma.
Se o psicossoma se apresentar bastante denso energeticamente fora do corpo, é bem provável que o projetor veja um grande filamento do cordão exteriorizando-se do plexo solar ou do peito, pois são áreas que contém muito ectoplasma.
O filamento energético da cabeça também estará exteriorizado, porém, como é muito sutil, o projetor poderá não percebê-lo.
Como o leitor observa, o cordão de prata exterioriza-se de pontos diferentes no corpo físico, mas sua conexão principal está situada na cabeça, sede do corpo mental. Nem é preciso dizer que a pessoa pensa com a cabeça, e não com a barriga, mais precisamente enraizado na Glândula Pineal.
Nos relatos mediúnicos passados pelos espíritos desencarnados, eles informam que o rompimento final do cordão de prata se dá dentro da cabeça, e não no plexo solar.

Para comparação do leitor, vejamos alguns relatos importantes sobre o cordão de prata extraídos das principais obras de projeção extrafísica:

- (Trechos extraídos do livro "A Transição Chamada Morte" - Charles Hampton - Páginas 42-44 - Editora Pensamento):

"O livro do Eclesiastes - Cap. 12 - Vers. 6, se refere ao cordão de prata com estas palavras: 'ou o cordão de prata se solte ou o vaso de ouro se parta'.
Uma quantidade enorme de filamentos nervosos reúnem-se na base do crânio e são, então, entrelaçados através da matéria do próprio cérebro. Assim podemos considerar o cérebro um painel controlador do sistema telegráfico dos nervos e dos músculos do corpo como se ele operasse alternadamente através da linha-tronco do cordão de prata pelas consciências superiores. O cordão de prata reúne os filamentos nervosos que terminam no cérebro num cabo elétrico, que é ligado à sutura do alto da cabeça, chamada em sânscrito de centro brahmarandra, ou abertura de Brahma. É através desse centro do topo da cabeça que normalmente a consciência deixa o corpo humano, parcialmente no sono ou na meditação, e completamente na morte".
"Imagine-se um cabo feito com muitas centenas de delgados filamentos nervosos, cada um deles tendo uma linha claramente definida de substância etérica estendendo-se a partir deles, desde o ponto em que se une ao corpo, mas tornando-se mais etéreo à proporção que penetra os éteres mais finos, até tornar-se muito tênue. Uma boa ilustração é um feixe de raios luminosos cruzando certa extensão do espaço e pelo qual um aeroplano pode-se guiar com certeza e segurança, tal como nas histórias infantis em que as fadas deslizam pelos raios do luar. Assim como temos inumeráveis extensões de ondas em nosso rádio, e a sinfonia passa a uma fração de polegada de distância das notícias irradiadas, sem que uma jamais interfira na outra; da mesma forma o cordão de prata de uma pessoa jamais se emaranha com o de outra, porque cada pessoa é única, tal como duas folhas de uma árvore não são exatamente iguais, ou duas impressões digitais não são as mesmas".
"No sono, principalmente numa pessoa que tenha receio de se afastar demais de seu corpo, o cordão de prata tem a aparência de um cordão umbilical, a não ser pelo fato de estar ligado ao centro do cérebro e não ao umbigo. Parece quase palpável. Mas se uma pessoa viaja a uma certa distância de seu corpo, seria mais comparável a uma irradiação de farol".

A partir desses relatos, o leitor constata que o verdadeiro protetor do corpo físico durante a experiência extracorpórea é o cordão de prata. Ele não falha: sempre vai puxar o projetor de volta para a sua "cela de carne". Inclusive, em certas situações, o cordão pode interromper uma projeção, devido a algum barulho ocorrido nas proximidades do local onde o físico está deitado, bem no meio de um evento extrafísico importante. O projetor deve se acostumar, pois isso é mais comum do que se pensa.
Muitas pessoas perguntam: "Pois bem, depois de sair do corpo como é que se faz para voltar para ele?" - Na verdade, essa questão não é importante, pois a volta para o corpo é inevitável. O espírito está ligado ao corpo para uma experiência encarnado na Terra, e o cordão é que o mantém anexado ao plano físico. Portanto, o projetor não deve se preocupar com isso, pois não há como não voltar para o corpo.

(Esse extenso texto sobre o cordão de prata foi extraído do livro "Viagem Espiritual II - Wagner Borges - Editora Universalista - 1995.)

- Notas:
1. Cordão de Prata: conduto energético que interliga o corpo espiritual ao corpo físico durante as experiências fora do corpo; cordão astral; fio de prata; teia de prata; cordão prânico; cordão espiritual.
2. Tal fato se deve a três fatores básicos:
- Medo de encarar o próprio corpo, prostrado no leito, vazio de alma, tal qual zumbi;
- A ação do cordão de prata, dentro do perímetro energético de sua cúpula, cria dificudades para o projetor se manter totalmente lúcido e com perfeita autocrítica dos fatos;
- Psicossoma portando energias muito densas, o que acarreta distorções nas parapercepções do projetor;
Obs.: O famoso projetor inglês da década de 1920, Oliver Fox (pseud. de Hugh Callaway (1885-1949), autor do livro "Astral Projection") nunca viu seu corpo físico durante as suas projeções.
3. Psicossoma (do Grego: "Psique": "Alma"; e "Soma": "Corpo"): Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia).
Sinonímias: "Corpo espiritual" (Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44) - "Corpo astral" (do Latim "Astrum": "Estrelado" - Expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente) - "Perispírito" (Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França) - "Corpo de luz" (Ocultismo).
4. Às vezes, essa ligação do cordão de prata se faz pelas omoplatas extrafísicas (paraomoplatas) e chega até a paranuca, por dentro do psicossoma.
5. Ectoplasma: energia bastante densificada do interior do corpo humano, que, por vezes, se exterioriza para fora do corpo humano.
6. Ver o ótimo livro de Hernani Guimarães Andrade: "Espírito, Perispírito e Alma"; Ed. Pensamento; pág.153-157.
7. Tudo indica que esse pequeno corpo acinzentado era uma massa de ectoplasma exteriorizada do corpo físico.

Bibliografia para Cordão de Prata
Autor - Livro - Editora
Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, perguntas 135, 135a, 155, 155a, 401 e 437 - Livraria Allan Kardec Editora
Allan Kardec - O Livro dos Médiuns, questões 172 a 174 - Livraria Allan Kardec Editora
Léon Denis - No Invisível, capítulo 12 e págs. 132 e 153 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Nosso Lar, capítulo 33 e pág 182 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Os Mensageiros, pág. 250 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Nos Domínios da Mediunidade, pág. 98 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Mecanismos da Mediunidade, capítulo 21 e págs. 104 e 149 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Evolução em Dois Mundos, pág. 132 - Federação Espírita Brasileira
Hernani Guimarães Andrade - Espírito, Perispírito e Alma, capítulo 7 e págs. 111 e 148- Editora Pensamento
Waldo Vieira - Projeções da Consciência, págs. 53, 84, 147 e 176 - Livraria Allan Kardec Editora
Waldo Vieira - Projeciologia, capítulos 96 e 101 - Edição do Autor
Lancellin/João Nunes Maia - Iniciação-Viagem Astral, todo o livro - Editora Espírita Cristã Fonte Viva
Charles W. Leadbeater - Clarividência - Todo o livro - Editora Pensamento
Yvonne A. Pereira - Memórias de um Suicida, págs. 48 e 49 - Federação Espírita Brasileira

Atenção: O rompimento deste cordão só acontece no desencarne, e este somente Deus pode romper.

                                                                          

domingo, 25 de julho de 2010

Incorporação na Umbanda

                                                                  


Quer ter um guia forte?

Segue o que é necessário:

1 - Humildade - Ao vestir o branco, entender o porque dessa cor, ela
simboliza a pureza das atitudes, a clareza espiritual. Voce, ao por os
pés no terreiro, entra com quais pensamentos? Voce se sente um médium
preparado para servir de intercambio entre os mundos?

2 - Boa vontade - Se voce iniciou por amor ou pela dor, não interessa,
voce ESTA dentro agora. Qual sua boa vontade ? Esta com o coração
aberto ? Esta livre de pensamentos contrários ao momento ? Ao pisar em
frente ao congá, traz sua mente para a quietude ? Ao se curvar nos
momentos de oração, voce abre sua mente e seu corpo para o trabalho
caritativo?

3 - Seriedade - Ja sabendo que o momento necessita de humildade e boa
vontade, voce esta ali para ajudar a SI e as outras pessoas? Ou esta
ali para elevar alguma parte escondida do seu EGO, se fazendo passar
por calmo, sereno e paciente, mas na escuridão do seu ser, um vampiro
que esta se deliciando com toda a atenção que voce recebe. Tudo que é
passado e feito pelo "seu" guia, voce deixa a cargo dele ? Voce é
daqueles que acha que "seu" guia é superior a todos, o melhor ?
praticamente um "orixá" de elevação espiritual? Cuidado, voce pode
estar recebendo um caboclo de meia-pena, e nem se deu conta...

4 - - Até aonde sua fé é capaz de chegar? Voce realmente acredita
nos seus guias? Tem alguma dúvida sobre o plano espiritual, se nao
possui, entao voce é daqueles médiuns que nunca parou para
pensar..."Será que não sou eu ?..." no momento em que seu guia, diz
algum conselho a alguem, ou simplesmente tem uma postura que voce acha
no minimo "estranha". Humm, voce nunca passou por isso? Parabens
então, voce faz parte do menos de 1% do quadro mediunico,
inconsciente, existente hoje no plano terrestre.

5 - Tranquilidade - Voce é capaz de manter a calma, nos momentos mais
complicados, aonde a vida lhe exige um pouco mais de tenacidade com
relação aos acontecimentos ? Ou voce ja põe a culpa dizendo ser filho
desse ou daquele santo, e sai distribuindo farpas energéticas negras
em direção as pessoas que não tem nada com os seus dissabores diários.

6 - Cumplicidade, até aonde voce deixa o sossego do seu lar, para
ajudar a quem esta toda semana, ou a cada 15 dias, a espera de uma
mensagem amiga, de um conforto espiritual. Até aonde voce se sente
responsavel pelo que acontece à sua volta ?

7 - Respeito - Voce tem respeito pela hierarquia da casa que lhe
acolheu no momento em que voce precisava ? Voce tem respeito para com
seus irmãos, mesmo sabendo que algum possa estar agindo
"injustamente", para com voce ? Voce tem respeito pelo seu guia, que
muitas vezes tem que fazer um esforço tremendo, baixando a sua
vibração espiritual, para poder se comunicar atraves de voce ? Voce
tem respeito, pelos que estão sentados, em frente ao congá,
esperançosos, curiosos, ou mesmo aqueles que nem sabem o que estão
fazendo naquele lugar, mas no fundo são filhos do mesmo Deus, do mesmo
Criador, então, tão dignos de respeito como o que voce quer receber.
Ja pensou nisso ?
Bom, esse são alguns toques, se voce ja cumpre essas 7 "linhas de
trabalho" no seu dia-a-dia, então voce esta pronto para ser um
iniciado dentro das 7 linhas de Umbanda. Se ainda falta algum ou
alguns itens, sempre existe a oportunidade para a mudança e melhora
interior, basta voce querer e vigiar.
                                                                             

sábado, 24 de julho de 2010

Maria Padilha

                                                    


Esta grande Pombagira é sem dúvida a mulher mais conhecida em todos os terreiros pelo Brasil. Seja nas Umbandas, no Candomblés, no Catimbó, e é claro, na Kimbanda. Maria Padilha detêm muitos mistérios e desdobramentos. É conhecida como a rainha do candomblé, mas este título não se deve ao culto a Orixás, mas por ela ser uma ótima dançarina. Se reconhece a verdadeira Rainha Maria Padilha quando esta se manifesta andando suavemente e com elegância nas pontas dos pés, como se estivesse usando saltos.
Por incrível que pareça, o mito mais conhecido sobre Maria Padilha não veio com os escravos, mas com os colonizadores portugueses. Maria Padilha teria sido amante de Dom Pedro de Castela na Espanha. Isto a mais de 700 anos. O conto espanhol virou lenda e é norteado por inúmeros mistérios. Que ela teria sido uma bruxa, pois enfeitiçava os homens e exercia poder sobre eles. Uma mulher destas naquele tempo só podia ser bruxa.
Já aqui no Brasil ela teria manifestado pela primeira vez em uma negra, em um terreiro de Catimbó. “A mulher branca, nascida na Espanha, que não foi rainha, mas usou uma coroa”. Esta foi a estória contada por ela. Hoje sabemos que ela se manifesta em quase todos os terreiros e é uma grande entidade. Gosta de proteger as mulheres da noite, dançarinas e amantes. Apresenta-se como uma mulher fina, de vestidos longos e cores escuras. É uma mestra em feitiços e amarrações. Mas também uma grande justiceira. Maria Padilha ainda assim é um mistério. Pois ninguém sabe exatamente o que ela é...

Maria Padilha
uma deusa uma santa
uma santa uma deusa
ela é o diabo
Mas ela é o quê...?

Outro perfil se encontra nas Kimbandas aqui do sul, onde Maria Padilha se torna uma figura importante e de status no panteão de Exu. Algumas pessoas acreditam que seja ela a própria irradiação de Iansã ou Oyá na Kimbanda. Em inúmeros pontos que são tirados a ela, fazem menção à Iansã e Oyá. Que entre tantos desdobramentos, encontramos não raramente as Marias Padilhas das Almas ou do Buraco. Para quem é do sul e já viu uma saída de ebó, sabe que é pra ela toda a pompa.

Iansã foi quem lhe deu força
Ela é a rainha do candomblé
Vamos saravar nossa rainha Pombagira
Ela é o Exu Mulher

Oyá, Oyá Carirê
Olha a maçã pra Oyá Carirê
Tá tá tá tá na macumba tá
tá na macumba tá
tá na macumba ebó


                                                    

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Paz para que? Adoramos o que não presta!

                                                          

Não temos cultura de Paz, tem muita diferença entre teoria e prática.
O Homem é acostumado a dizer uma coisa da boca pra fora, mas na prática faz outra.
A maioria dos seres humanos é masoquista, uns com QM (quoeficiente de masoquismo)maiores, outros menores, mas quase todo mundo tem isso.
Em principio o maior inimigo do homem é o próprio homem e ninguem faz mais mal a ele, intencional e conscientemente, do que ele mesmo.
Muita gente se incomoda demais quando vê outra pessoa feliz, até mesmo parente,ou melhor, principalmente parentes.
A religião na prática não tem nenhum interesse em ver ninguem feliz, apesar de pregarem o contrário, em teoria.
Se quando num ambiente religioso, você manifesta um semblante de pessoa feliz,sorridente e alegre, provavelmente alguem lhe chamará a atenção, sob a argumentação do: ¨Pare de sorrir, isto aqui é ambiente de respeito.
A religião invariavelmente, prega o sofrimento.
Na Igreja Católica o ritual, a missa, é uma rememoração ao sacrificio e sofrimento de Jesus. Segundo sua crença o vinho se transforma no sangue de Jesus.
Veja bem, Sangueeeeee.
Em todas as igrejas encontramos a seguencia de quadros que retratam a via sacra, ou seja, o martirio de Jesus no calvário.
Qual a imagem que você mais vê, na casa dos católicos.
A que mostra alegre e feliz Jesus nas bodas de Canaã. A dele feliz, com as crianças?
A Dele no seu momento mais extraordinário que é no sermão do monte?
Não e Não. A imagem que mais existe é exatamente a de Jesus Crucificado, morto com aqueles cravos transpassando-lhe os pulsos.
Você sabe que a Igreja repudia as figuras de Jesus sorrindo. Pois é nada de alegria ou Paz, o que tem é que ter é muito sofrimento.
Observe bem as pregações dos religiosos e você vai observar que muito se fala em inimigo, em combates, guerras, destruições, vinganças, ódios, iras, castigos.
Ele, Jesus, falou o tempo todo em Paz, recomendou para não agredirmos ninguem e inclusive ensinou o não julgueis.
Os religiosos, não querem nada com a Paz.
Inverteram tudo e numa possivel volta de Jesus, ele virá com o chicote na mão, muito puto da vida, e Julgará todo mundo !!! e ainda mandará a maioria para o inferno. A religião concebe os anjos com espadas !!!
A religião gosta tanto do mal que não prevê nada de bom para o futuro da humanidade.
Ninguem ensina Paz nas escolas. Todo mundo conhece o verbo guerrear.
Veja o absurdo no curriculo das crianças brasileiras, coisa que eu e você estudamos.
Guerra do Paraguai, guerra dos farrapos, guerra dos emboabas, batalha do riachuelo,guerra dos cabanos, guerra do rio da prata, segunda guerra mundial... misericórdia para que as crianças tem tanto que estudar sobre guerras.
Não se fala em Paz nas escolas e nem em faculdade nenhuma.
Se pedirem para as pessoas mais cultas apontem os nomes dos cincos principais herois brasileiros quais seriam: Duque de Caxias, Almirante Tamandaré, Marcelino Dias e outros que se envolveram em guerras e mataram muita gente.
Ninguem estuda a história de Gandi, Martin Luther King, Madre Tereza de Calcutá,e outros bandeirantes da Paz. Todos os movimentos pela paz enfrentam dificuldades,não tem apoio de quase ninguem, principalmente os orgãos governamentais.
Você sabia que o Brasil teve durante muito tempo o Ministério da Guerra.
O chamado ¨booling¨nunca é aplicado em cima de alunos estupidos, mal educados, agressivos e sim em cima dos bons, quietos, não violentos e estudiosos.
Nos livros de história do Brasil, editados recentemente, você verá que nada mudou.
Nomes como os da Irmã Dulce, Dom Hélder Câmara, Chico Xavier e inumeros outros nomes que lutaram pela paz não constam nos livros didáticos, para que as crianças os estudem, os conheçam e os adotem como exemplo.
Todos os programas de TV, que foram idealizados com propostas de paz, não tiveram audiência.
Percebeu como as pessoas adoram os bandidos, quanto mais perversos são, mais o povo gosta. Já percebeu que os desenhos animados mais famosos, disponibilizados para a educação e formação do caráter da criança, tem o personagem principal violento e mal caráter.
Se a novela da TV não está dando boa audiência, sabe o que a direção faz? Coloca cenas bem violentas, mata alguem de forma bem cruel. Assim os pontos do ibope aumentam, porque o povo adora isso.
Todo mundo diz que não querer violencia, mas, ao mesmo tempo, adora filmes violentos na TV, adora ver notícias policiais com muito crime.
O que representa o conteudo dos programas jornalisticos, em maioria?
Desgraças e tragédias de toda a espécie.
Este é o estilo que o povo adora, se mudar, perde audiência. Na politica não existe qualquer programa politico da paz.
Não existe Ministério da Paz, Secretário Nacional da Paz, Comissão de Paz no congresso, enfim nada referente a Paz.
A nossa legislação está cheia de brechas para proteger quem pratica violencia.
Politico ladrão é reeleito sempre e não adianta campanha para conscientizar as pessoas por mudanças, porque entra num ouvido e sai no outro.
A prova disso você verá nas próximas eleições.
O sexo é uma das coisas mais prazeirosas que o ser humano tem, mas é altamente perseguido pelo próprio homem, que faz dele um verdadeiro inferno, para que as pessoas não o pratiquem.
Sempre procuraram dar nele uma conotação de coisa imoral, indecente, proibitiva, pecaminosa, comprometedora, perigosa, e tudo o que você imaginar de conceito ruim, dão a ele.
A religião mais uma vez, é de uma perversidade estúpida, em relação ao sexo. O colocaram de uma forma tão maldosa que chegaram a inventar que Maria a mãe de Jesus, na terra, nunca teria feito sexo.
Como se virgindade representasse algum qualificativo moral para a mulher.
As pessoas tem vergonha de falar em sexo.
Produtos que fazem mal a saúde recebem tratamento carinhoso e afetuoso das pessoas: Vou fumar ali um cigarrinho, tomar uma cachacinha, uma cervejinha,
um Wioskyzinho. Creio que não vai demora muito para ouvirmos pessoas dizerem que vão fumar uma maconhazinha ou dar uma cheiradinha numa cocainzinha.
Queiramos ou não, o ser humano não quer paz, êle gosta é mesmo da coisa ruim, ele é masoquista.
Dizem que somos um Pais pacifico, quando na verdade isto é uma das maiores mentiras do mundo, pois somos um dos paises mais violentos do mundo, onde os indices de assasinatos são os maiores do planeta.
Sabia que o tipo de indústria, no Brasil que tem mais facilidade de conseguir recursos do BNDES, é exatamente a fábrica de cachaça?
No periodo da Copa do Mundo, fiz questão de observar algo que ja tinha observado em copas passadas, que as letras dos hinos nacionais de quase todos os paises, quase todos falam no Inimigo e no derramamento de sangue.

CONCLUSÃO:

A quem cabe a responsabilidade de acabar com tudo isso?
Ao governo, a religião, aos sindicatos?
Não a responsabilidade cabe a cada um de nós. Temos que fazer uma vistoria em nossas próprias casas, em nossas consciências, para ver se estamos inseridos em processos contrário a Paz.
Vamos estimular as pessoas a procurarem a conhecerem os nomes dos grandes
bandeirantes da Paz. Comecemos a estimular a criação de movimentos de Paz em nossas cidades.

A PAZ DO MUNDO COMEÇA EM MIM.

Alamar Regis Carvalho

                                                                                              

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Síndrome de Pinóquio

                                                                            

1 – É errado mentir para evitar um problema, por exemplo, quando um amigo pede cartão de crédito emprestado?
Há alternativas mais razoáveis. Dizer, por exemplo, que cartão de crédito é como escova de dente. Uso pessoal e intransferível. Se ele se aborrecer, você saberá que ele não costuma escovar a consciência, já que não é justo constranger um amigo com solicitações dessa natureza.

2 – Como nos defendermos de pessoas que mentem a nosso respeito para nos prejudicar?
Descubra aspectos positivos de seu comportamento e os ressalte para amigos em comum. Seu desafeto acabará sabendo. Falar bem dos que nos criticam é a melhor maneira de modificar suas disposições a nosso respeito. Ninguém resiste a um elogio sincero.

3 – É razoável mentir para ajudar alguém?
No livro Os Miseráveis, obra-prima da literatura universal, Victor Hugo reporta-se a uma freira que tinha a fama de jamais mentir. Um comissário de polícia procurava Jean Valjean, foragido da justiça, que supunha estar escondido no convento onde ela vivia. Sabendo tratar-se de incondicional amiga da verdade, perguntou-lhe se ele estava ali. Sem titubear, ela respondeu que não. Mentiu pela primeira vez em sua vida. Mentira mais que razoável. Visava proteger um homem de bem, injustamente perseguido pelo comissário.

4 – Vem ganhando corpo entre os médicos a ideia de que é preciso dizer sempre a verdade ao paciente, mesmo que ele seja portador de grave moléstia, como o câncer. É razoável essa postura?
Depende do paciente. Certa feita Chico Xavier pediu auxílio a Emmanuel para um familiar que estava com câncer. O seu orientador prometeu que ajudaria, mas recomendou que não se dissesse nada ao doente, porquanto, pela sua maneira de ser, ele já se imaginaria morto, anulando o auxílio do mundo espiritual. Portanto, é preciso avaliar como o paciente irá receber a informação.

5 – Estudos de comportamento concluem que as pessoas mentem o tempo todo, geralmente por conveniência. É aceitável?
É lamentável. Revela a profunda imaturidade que caracteriza o comportamento humano, no estágio em que nos encontramos, com a disposição de resolver uma situação apelando para o engodo. Exemplo clássico é o não tem nada não com que as pessoas despacham o pobre que bate à sua porta.

6 – Espiritualmente, há algum inconveniente na mentira?
Jesus recomendava (Mateus, 5:37): Seja o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Isso significa que a mentira chega sempre das faixas mais escuras do comportamento humano, com consequências danosas para nós.

7 – E quais seriam?
Quando Pinóquio, do célebre conto infantil, mentia, o seu nariz crescia. É evidente que nosso nariz não cresce quando mentimos. Se assim fosse, muita gente teria dificuldade para entrar em casa. Mas desajusta-se o nosso psiquismo, situando-nos à mercê de Espíritos perturbados e perturbadores.

8 – No que resultaria a eliminação da mentira?
Eu diria que eliminaríamos a maior parte dos males do Mundo, porquanto eles estão associados à mentira. Sem a mentira não haveria adultério, corrupção, demagogia, desonestidade, especulação, estelionato…
A lista iria longe!!!

Richard Simonetti


                                                                                 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Empurre sua Vaquinha

                                                                                


Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita...
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeiras, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas...
Então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou: Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, então como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc .... para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo".
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo".
O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.
Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.
Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim.
Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, "apertou" o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
Continuam morando aqui.
Espantado ele entrou correndo na casa, e viu que era mesmo a família que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da a vaquinha):
Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida ???
E o senhor entusiasmado, respondeu:
Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora...
Ponto de reflexão:
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma conveniência com a rotina.
Descubra qual, a sua ... e empurre a sua "vaquinha" morro abaixo.

                                                                                

terça-feira, 20 de julho de 2010

A paz interior

                                                                                              

A paz interior é esse caminho que queremos todos atravessar. É essa senda onde as culpas ficaram para trás, o sentimento de dever cumprido fica presente e o arco-íris aponta para o infinito. Buscamos todos, com vontade, força, verdadeira luta.
Somos, talvez, um pouco desajeitados nessa nossa busca. Queremos sim, com a força do nosso coração e da nossa alma, mas tropeçamos sempre nesses sentimentos humanos que nos fazem, se não iguais a todo mundo, bem parecidos.
Acumulamos os restos do dia, nos esquecemos de varrer a casa da alma a cada noite para o repouso tranqüilo e reparador para o novo recomeço na manhã seguinte.
Temos dificuldade em perdoar, esquecer, passar por cima e ir em frente. E a alma se inquieta, a paz tarda a chegar porque colocamos, nós mesmos, impedimentos. Achamos que dar o braço a torcer e seguir em frente seria nos curvar e somos por demais orgulhosos para isso. Optamos, então, por buscar a paz de outras maneiras. Outras maneiras... como se existissem...
Não haverá paz no mundo enquanto ela não começar no coração do homem. Enquanto esse mesmo homem não começar a tirar de si as pedrinhas que incomodam a si e aos outros e não pensar na felicidade alheia como um objetivo tão importante como a felicidade própria.
Não haverá paz interior enquanto o exterior estiver em guerra, enquanto não compreendermos que somos o sal da terra e que se nossa luz não brilhar todos os caminhos serão escuros.
A paz interior não está no alto ou em baixo, nos mares ou nas montanhas e nem mesmo nas maravilhosas flores que tanto nos fascinam.
A paz interior começa onde começa nossa compreensão de que nada somos se de nós não damos. Se não a encontramos, é porque buscamos errado. Ela não começa do lado de fora, ela começa e se termina em nós.
                                                                                              
Letícia Thompson

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Não exija mudança no outro. Mude você!

                                                                                                       


 Muitas vezes a gente deseja a mudança do outro, mas não enxergamos que também devemos mudar. É aquela velha história: quer mudar o mundo? Comece por você!Se a gente mudar o mundo à nossa volta, não mudaremos a nós mesmo e continuaremos na mesma situação, cometeremos inevitavelmente os mesmos erros...
Dê o primeiro passo...
Mude de rotina, conheça novas pessoas. Reflita sobre quem é você realmente, nada de beleza exterior, pense apenas naquilo que você tem por dentro... Sentimentos: mágoas, amores, dores, felicidades, emoções, tristezas, ódio. (...) Mude você!
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus. Ande na chuva. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira pra passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma do outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida. Tente.
Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras poesias. Jogue fora os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude.
Lembre-se que a vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um novo emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas. Mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!"
Só não mude a sua natureza... O seu jeito de ser. Alguns perseguem a felicidade outros criam-na, preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.
Porque a sua consciência é o que você é e sua reputação é o que os outros pensam de si.E o que os outros pensam de si é problema deles“.
                                                                                          

domingo, 18 de julho de 2010

As más qualidades de um Médium

                                                        

Quais são as más qualidades dos médiuns?
A presunção de achar que só incorpora espíritos extraordinários, MELHOR do que os outros ou que incorpora a própria DIVINDADE, O próprio CHEFE DA FALANGE ou o q ORIGINOU O NOME DA FALANGE. Isto é mais comum do que parece.
Os mercenários que só trabalham por dinheiro ou beneficios, achando que aqueles que batem-lhe à portavêm “aborrecer” sua folga. Por isto, devem pagar, e muito bem, pelos seus “serviços”.
Os que acham que os Guias é que devem servir seus caprichos e que, nunca ao contrário, são instrumentos ou fazem parte de uma equipe de trabalho. Invocam-nos para punir ou perseguir pessoas que são seus DESAFETOS, sem importar-se com a JUSTIÇA DIVINA.
Os ambiciosos que entram na mediunidade porque não terão patrão, ganharão muito dinheiro e se aposentarão cedo, ambicionando mansões e carros importados à custa de sua mediunidade, sem a menor fé.
Os suscetíveis a não escutar, jamais, quando uma entidade resolve dar-lhes conselhos ou nunca aceitam a sugestão do dirigente. Magoam-se por qualquer coisa.
Os levianos que adoram DIVERTIR-SE com os defeitos alheios e vão às sessões para DEBOCHAR de tudo o que vêem à sua volta.
Os que gostam mesmo de MISTIFICAR (Mentir, enganar) porque não acreditam estar incorporados por serem CONSCIENTES (em maior ou menor grau).
Os que não têm tato com o público, sendo grosseiros, impacientes, brutais e desumanos.
Os que mesmo não encontrando problemas, não se importam de chegar atrasados ou de faltar as sessões. Muitos deles trocam uma sessão por qualquer festa do bairro, nos fins de semana.
Os que comparecem ás vésperas de festas de terreiro apenas para divertir-se. Durante o ano inteiro desaparecem.
Os que não encontrando-se em condições físicas ou psíquicas, resolvem INCORPORAR de qualquer jeito, criando o hábito da mistificação (mentir, enganar)
Os que julgam melhores porque são mais antigos e experientes ou porque são jovens e de “cabeça aberta” achando ambos terem toda a verdade do mundo.
Os excessivamente tímidos, nunca permitindo uma incorporação completa.
Os ligados a espíritos sofredores e nunca percebem estar precisando de tratamento espíritual (os outros é que precisam).
Os que se fecham em suas casas, implantando a desconfiança em seu coração.
A pior qualidade: os que não desejam aprender porque tudo sabem, esquecendo-se de que são membros ativos de um complexo físico e espíritual.
Quanto ás boas qualidades de um médium, cabe apenas uma recomendação: o desejo sincero de não ter todos os vícios acima e lutar sinceramente contra eles. 
                                                                     

sábado, 17 de julho de 2010

Umbanda na Praia

                                                                                          

Numa praia deserta caminhava um filho de fé…
Atormentado por suas mágoas e provações, buscava por um alento um consolo.
Buscava forças e um sinal de esperança, para poder continuar lutando… Olhava fixamente para as águas do mar, as ondas se quebrando, vindo do horizonte aos seus pés se esparramar… Uma lágrima entristecida cobriu-lhe a face, seu coração apunhalado pelas intrigas e maldades dos seus irmãos, já se tornava insuportável…
“Então”…
Quando percebeu, já estava distante, foi quando notou que já estava entardecendo…
O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição.
A Senhora dos Ventos, Mãe Iansã, e a saudou com alegria e sentiu suas magoas serem levadas pelo vento, a paz começou a renascer…
Olhou para o poente e viu no céu as nuvens avermelhadas, então com grande força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso que lhe afligia se quebrava,  e continuou caminhando…
Observou na beira das águas doce que desembocavam no mar, peixinho dourado a cintilar, foi então que seu coração se encheu de doçura e saudou Mamãe Oxum, que o abençoava com seu sagrado e divino manto…
Aos poucos, leves gotas de chuva tocaram a sua pele e a paz de espírito e o amparo que sentiu ao pisar na lama da areia misturada com água da chuva, que o fez lembrar-se de Nanã Buruque, com sua lama sagrada, aliviou por completo suas dores causadas pelos tormentos materiais e espirituais, e a saudou com grande festividade…
Perdido em seus pensamentos o filho de fé, caminhava fascinado, quando de repente a brisa tocou seus cabelos e junto com elas trouxe folhas da mata distantes. Sem hesitar saudou Pai Oxossi, e pediu em sua mente que aquelas folhas lhe purificassem e o livrassem de todos os sentimentos impuros.
Sua concentração foi interrompida ao ver um raio iluminar o céu, e ouviu um alto estrondo de raio e trovão a explodir nas pedreias… Logo lhe encheu o peito de coragem. “Kaô Kabecilê”, e sentiu a mão forte do seu pai Xangô, então confiante, não mais sofria pelas injustiças, pois seu pai lhe protegia…
Então admirado, sentou-se à beira mar, olhou para o céu e viu uma constelação, e lembrou-se das almas benditas e dos adoráveis pretos velhos e, sem se esquecer do bondoso Pai Obaluaê, que aos poucos com seu fluido curava as chagas do seu corpo e espírito…
Fixou o olhar no céu, e nas nuvens brancas a rodear as estrelas e uma delas brilhava e cintilava,  como se fosse o centro do Universo, então humildemente, nosso irmão de fé agradeceu a Pai Oxalá por ter lhe dado o Dom da Mediunidade. E poder levar alento e paz aos irmãos necessitados…
Então um perfume exalava de dentro do mar, eram rosas perfumadas que chegavam até ao seus pés, e foi ai que avistou Mãe Iemanjá, seu coração não se continha de tanta alegria, sua mãe o amparava e o confortava, e veio a sua mente…

“A elevação do filho de fé… Não está na força ou sabedoria, mas sim em seu coração. Porque ele pode saber pouco ou não ter força alguma. Mas sente a essência e o fundamento da verdadeira Umbanda… Paz, Amor e Caridade!!!”
                                                                                                

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Umbanda pura é caridade

                                                                                         

É impressionante como surgiram entre os umbandistas tantas pessoas que conseguiram torcer as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas!!! Ficamos tristes quando vemos espalhados pelo Brasil os mesmos vendilhões da época de Jesus. Ficamos tristes ainda quando vemos tentativas humanas para anularem o papel missionário que Jesus exerceu na Terra. "Jesus foi apenas um revolucionário", dizem esses. "Jesus não falava do mundo espiritual, era material mesmo", afirmam outros. Independente do que fazem em torno do nome de Jesus, ficamos tristes e decepcionados com o desrespeito ao Caboclo das Sete Encruzilhadas e suas palavras de ordem para a Umbanda.
Oras, foi esse Caboclo, valente e humilde, quem determinou as bases da Umbanda! Foi Ele quem disse: "NÃO HAVERÁ COBRANÇAS PELA CARIDADE"! Na Umbanda os Espíritos irão baixar nos terreiros para a prática da caridade pura e desprovida de interesses (monetários ou não).
Porém, exatamente como ele previu quando disse que o "vil metal" (dinheiro, para quem não sabe) iria macular a Umbanda, manchar sua bandeira de caridade, rasgar o testamento dos Caboclos e Pretos Velhos e queimar o Amor entre os irmãos, está acontecendo de forma escancarada e NINGUÉM faz nada para impedir isso!
Estão comercializando os dons divinos, NÃO HUMANOS, como se fossem propriedade particular!
Vende-se as palavras de um Preto Velho, como se fossem tirinhas de um jornal!
Cobra-se hoje para socorrer os desesperançados e os que nada têm para dar!
Em nome de uma suposta entrega abnegada ao "serviço espiritual", estipulam preços e valores por um trabalho que nem os próprios "trabalhadores" dão garantia. Quando o dão, não deixam nada assinado para posterior cobrança judicial! Já que é espiritual, não se pode assinar papéis de garantia de devolução do dinheiro cobrado, não é mesmo?
Ora, se realizam cobranças e recebem DINHEIRO por serviços prestados em nome de Deus, então por quê não dão recibos e notas fiscais? Por quê não recolhem os impostos como todo bom comerciante? Por quê não fazem declaração de renda para o Leão, como todo correto contribuinte faz?
Se querem cobrar, que assim o façam! Mas NÃO em nome da Umbanda!!! Criem outra religião! Inventem outro nome pro seus credos! Não copiem o nome sagrado da religião que veio à Terra para revelar de GRAÇA os Espíritos de Luz! Dêem outra denominação para suas Casas: URUBANDA! DINHEIBANDA! MOEBANDA! DOISBANDA! Ou outro nome que possa desvincular qualquer mácula das Casas genuinamente umbandistas.
Não somos contra as ofertas voluntárias!
Não somos quem deseja contribuir para o bem comum das Casas!
Mas daí, aproveitar para estipular um valor para atendimento. .. Vai uma distância muito grande. Quilométrica!
E é por causa desse estado de coisas que surge no cenário umbandista brasileiro a Campanha: Umbanda Pura é Caridade!, movida por um Grupo de umbandistas que pretende levar adiante a luta pela pureza dos trabalhos espirituais na Umbanda. Tal como preconizou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma Umbanda Pura, sem a mácula do ganho material. A Umbanda da Caridade!
Junte-se a esse Grupo! Seja também mais um que vai levantar a bandeira branca da Umbanda.

Deus Salve a Umbanda!
Deus Salve a Caridade!
Deus Salve o Caboclo das Sete Encruzilhadas!
                                                             

Eu sou o Zé Pilintra

                                                                                                     
Sou guia, sou corrente, egrégora e proteção.
Sou chapéu, sou terno, gravata e anel.
Sou sertão, sertanejo, carioca, paulista, alagoano e Brasileiro.
Sou Mestre, Malandro, Baiano, Catimbozeiro, Exu e Povo de Rua.
Sou faca, facão e navalha. Sou armada, cabeçada e rasteira.
Sou Lua cheia, sou noite clara, sou céu aberto.
Sou o suspiro dos oprimidos, sou a fé dos abandonados.
Sou o pano que cobre o mendigo, sou o mulato que sobe o morro e o Doutor que desce a favela.
Sou Umbanda, Catimbó e Candomblé. Sou Angola e sou Regional.
Sou porta aberta e jogo fechado.
Sou cachimbo, sou piteira, cigarro de palha e fumo de corda. Sou charuto, sou tabaco, sou fumo de ponta, sou brasa nos corações dos esquecidos.
Sou jogo de rua, sou baralho, sou dado e dominó. Sou cachetinha, sou palitinho, sou aposta rápida. Sou truco, sou buraco e carteado.
Sou proteção ao desamparado, sou o corte da demanda e a cura da doença.
Sou a porta do terreiro, sou gira aberta e gira cantada.
Sou ladainha, sou hino, sou ponto, sou samba e dou bamba.
Sou reza forte, sou benzimento, sou passe e transporte.
Sou gingado, sou bailado, sou lenço, sou cravo vermelho e sou rosas brancas.
Sou roda, sou jogo, sou fogo. Sou descarrego, sou pólvora, sou cachaça e sou Jurema.
Sou lágrima, sou sorriso, sou alegria e esperança.
Sou amigo, parceiro e companheiro.
Sou Magia, sou Feitiço, sou Kimbanda e sou demanda.
Sou irmão, sou filho, sou pai, amante e marido.
Sou Maria Navalha, Sou Zé Pretinho, sou Tijuco Preto e sou Camisa Preta.
Sou sobrevivência, sou flexibilidade, sou jeito, oportunidade e sabedoria.
Sou escola, sou estudo sou pesquisa e poesia.
Sou o desconhecido, sou o homem de história duvidosa, mas sou a história de muitos homens.
Sou a vida a ser vivida, sou palma a ser batida, sou o verdadeiro jogo da vida:
Eu Sou ZÉ PILINTRA
                                                                                              

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Excesso de Álcool na Sessão

                                                                                        
 
Dirigir uma gira de Umbanda não é tarefa fácil.
A sensibilidade humana extrapola muitas vezes o bom senso e a habilidade dos dirigentes. Até os dotados com essas virtudes cometem erros, às vezes com efeitos bombásticos nos médiuns, mesmo os já desenvolvidos.
Servir bebida alcoólica à entidade requer uma série de conhecimentos para evitar que os médiuns sofram conseqüências desastrosas, principalmente ficar embriagado, o que quando acontece, muitas vezes liquida a confiança de um médium.
E por que isso acontece?
Vamos esmiuçar as situações que se criam para entendermos bem.
O álcool nos trabalhos de Umbanda, entre outras funções de magia, serve para embriagar o médium. Em tal estado acontece o deslocamento de seu espírito, facilitando a incorporação da entidade.
Isso dentro de um trabalho organizado é inteiramente confiável, mas, em trabalhos sem segurança e desorganizados pode gerar a penetração de entidades atrasadas ou viciadas no alcoolismo.
Esse é um dos motivos que o médium não deve beber fora dos trabalhos.
Considerando a garantia da proteção do trabalho, o médium fica embriagado mas dominado pela entidade.
Antes de desincorporar a entidade tira todo o efeito do álcool, deixando o médium com o liquido ingerido mas sem o seu efeito, ou seja, termina a embriaguez do médium.
Isso pode não acontecer se o médium, durante a incorporação, levar um choque por um motivo qualquer, como por exemplo, alguém da hierarquia brigar com o espírito ou manda-lo, repentinamente, desincorporar.
Isso pode impressionar o médium, pois não devemos esquecer que o normal é que os médiuns sejam conscientes.
Quando esse enganos acontecem o médium pode ficar totalmente embriagado.
Se isso ocorrer jamais os dirigentes ou companheiros da casa devem critica-lo, ao contrário, em casa que existe irmandade e direção segura, o médium receberá todo o apoio pelo eventual erro.
Pelas análises podemos constatar: nem sempre a embriaguez de um médium é ocasionado por erro seu, ao contrário, quase sempre provocado pela falta de atenção da hierarquia, que inclusive deve recomendar aos cambones que cuidem do excesso de bebida usada pela entidade.
Deve-se ter muito cuidado ao determinar o afastamento do espírito quando ele ingeriu bebida alcoólica, devendo ter ao menos um tratamento gentil que toda entidade e mesmo os médiuns merecem.
Como norma deve-se orientar os médiuns que um espírito de luz não bebe por prazer.
O Exu Tranca Ruas das Almas sempre diz:
-·se eu quisesse beber não vinha fazer isso em terreiro de Umbanda, mas iria buscar os alcoólatras nos bares, como fazem os obsessores comuns·.

                                                                                        

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Com amor...

                                                                                 

A inteligência sem amor te faz prepotente.
A humildade sem amor te faz hipocrita.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso.
A justiça sem amor te faz implacável.
A autoridade sem amor te faz tirano.
O trabalho sem amor te faz escravo.
A docilidade sem amor te faz servil.
O Êxito sem amor te faz arrogante.
A polí­tica sem amor te faz egoísta.
A riqueza sem amor te faz avaro.
A oração sem amor te faz falso.
A lei sem amor te faz perverso.
A beleza sem amor te faz fútil.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor, não tem sentido...
                                                    

terça-feira, 13 de julho de 2010

Aborto

                                                                                         



Seguimos o mês de homenagens a Nanã, como bem sabemos, a senhora da Terra, é senhora dos mortos, e hoje o assunto é uma forma de interrupção da vida, algumas causadas espontaneamente, outras, as que relataremos aqui são as criminosos, o aborto é o segundo maior crime espiritual, só tendo mais ênfase o Suicídio. O aborto cerceia a evolução de um ser que ainda nao pode se defender.

Aborto criminoso I.
 Reconhecendo-se que os crimes do “aborto provocado criminosamente” surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes diz respeito, se passam quase totalmente despercebidos da justiça humana?
- Temos no Plano Terrestre cada povo com o seu código penal apropriado à evolução em que se encontra; mas, considerando o Universo em sua totalidade como o Reino Divino, vamos encontrar o Bem do Criador para todas as criaturas, como Lei Básica, cujas transgressões deliberadas são corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se, em cada círculo de trabalho no Campo Cósmico, o máximo de equilíbrio com o respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima quota de pena.
Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça Perfeita se eleva, indefectível, sobre o Perfeito Amor, no hausto de Deus “em que nos movemos e existimos”, toda reparação, perante a Lei Básica a que nos reportamos, se realiza em termos de vida eterna e não segundo a vida fragmentária que conhecemos na encarnação humana, porquanto, uma existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e deméritos e a Misericórdia do Senhor preceitua, não que o delinqüente seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariàvelmente regidos pela Equidade Soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas vítimas, com a possível redução do sofrimento.
Desse modo, segundo o princípio universal do Direito Cósmico a expressar-se, claro, no “ensinamento de Jesus” que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”, arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados.

Aborto criminoso II.
À face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as conseqüências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim, transitòriamente, ao lado de Espíritos incursos em regeneração da mesma espécie.
É dessa forma que a mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do “aborto delituoso”, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutificarão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo.
Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também, porque assimilam inevitàvelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino.

Aborto criminoso III.
No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção.
Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves.
O “aborto provocado”, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.

Aborto criminoso IV.
Dessarte ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste.

Aborto criminoso V.
Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina, como sejam o deslocamento da placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do gonococo, depois das crises endométricas puerperais, a salpingite tuberculosa; a degeneração cística do cório; a salpingooforite, em que o edema e o exsudato fibrinoso provocam a aderência das pregas da mucosa tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, em que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos que os identificam no mesmo processo de desagregação; os síndromes circulatórios da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro cardíaco, em conseqüência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sanguínea, por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas da cardiopatia conseqüente.

Aborto criminoso VI.
Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que lhe imporá as divergências sanguíneas com que asfixia, gradativamente, através da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.
Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo a ponderar no campo nervoso, à face da hiperexcitação do centro cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a raiarem, muitas vezes, no martirológio da obsessão, devendo-se ainda salientar o caráter doloroso dos efeitos espirituais do “aborto criminoso”, para os ginecologistas e obstetras delinqüentes.

Aborto criminoso - Final.
> Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no “aborto provocado”, antecipando-se, desde agora, no trabalho da sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas ?
- Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias.
Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.
O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do Apóstolo Pedro (I Pedro, 4:8) adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males.

do livro Evolução em dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira, Ed. FEB.