Páginas

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Joana D'Arc, médium, de bruxa à santa

                                                                                                           

Joana nasceu em 6 de janeiro de 1412 em Domrémy na Lorena, França. Filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, aldeões católicos.
Com uma mediunidade muito intensa, desde criança, sofreu demasiado, para aceitar, entender e seguir as vozes e as visões que de certa forma, a atormentavam. Essas comunicações mediúnicas incluíam conversas com Santa Margarida , Santa Catarina e o arcanjo Miguel
Mulher, menina, pobre e ignorante, teria como missão liderar o exército françes na expulsão dos ingleses.
Convicta de sua missão, corta os cabelos e veste-se como homem, partindo de sua aldeia juntamente com uma escolta concedida por Robert de Baudricourt, capitão da guarnição de Vaucouleurs, para a corte francesa, em Chinon. Após passar por testes, que incluíram o reconhecimento do Rei, que encontrava-se disfarçado até a verificação de sua pureza, conseguiu a permissão para a realização de sua missão, junto ao exército françes.
A guerreira donzela inspirou, encantou, conquistou e liderou a vitória dos françeses em Orléans, intimidando e expulsando os ingleses. Não era mais a França, a inimiga dos ingleses, e sim a sobrenatural e temida força que vinha de Joana. O milagre estava feito, o ânimo retornou aos corações franceses e o amor por Joana havia brotado nos corações rudes e desesperançados de seus comandados. Após a vitória em Orleans, Joana conduziu o Rei Carlos VII à cidade de Reins, para que fosse coroado como o protocolo. Joana havia cumprido sua missão.
Aprisionada pelos Borguinhões, aliados dos ingleses, foi vendida à estes e abandonada por seu Rei Carlos VII.
Condenada à fogueira, constam alguns relatos que seu coração não sucumbia às chamas, tendo permanecido intacto e sem maculas junto as cinzas de seu corpo, e teria sido jogado juntamente com as cinzas, no rio Sena, para que ninguém ousasse guardar relíquia alguma de Joana. Sua morte ocorreu em 1431.
À Isabelle, sua mãe, coube a missão de honrar a imagem da filha, reclamando de Roma a revisão do fraudulento processo, o que ocorreu pelas mãos do Papa Calixto III, com a seguinte declaração oficial da Igreja:
"Nós pronunciamos, declaramos e definimos que os processos de Rouen e as sentenças às quais chegaram são repletos de dolo, de calúnia, de maldade, de injustiça, de contradição, de violações do direito, de erros de fatos.
Declaramos que Joana, assim como seus próximos implicados, não incorreram na ocasião dessas sentenças em nenhuma nota nem marca infamantes, que ela é pura dessas sentenças e, tanto quanto podemos, nós a inocentamos inteiramente".
Sendo beatificada em 18 de abril de 1909 pelo Papa São Pio X e canonizada pelo Papa Bento XV em 1920.
A mediunidade de Joana já foi negada por religiosos, contestada por historiadores, ridicularizada por céticos, explicada como epilepsia por neurologistas.
O mais intrigante em tudo isso, é entender porque Joana até hoje provoca essa reação de negação em algumas pessoas. Por que ela deve continuar sendo denegrida, agora cientificamente? De bruxa passa à epilética. Por que Joana não poderia estar de fato tendo contato com espíritos, santos ou não?

Pedimos tuas bençãos, Santa Guerreira!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário