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domingo, 13 de junho de 2010

Jesus

 
Mesmo sem ter deixado nada escrito, Jesus é um personagem da Antigüidade universalmente conhecido, que viveu há cerca de 2.000 anos na antiga Palestina, território pertencente a Israel nos dias atuais. Também é chamado de Cristo (que significa sagrado, salvador ou messias). Pouco se sabe de sua existência em termos históricos.
Os textos que serviram de referência sobre a vida de Jesus são os quatro evangelhos do Novo testamento da Bíblia, livro sagrado do cristianismo, e que foram escritos em diferentes épocas por discípulos de Jesus: Mateus, Marcos, João e Lucas. A palavra evangelho se originou no grego antigo “euaggélion” e quer dizer boa nova, boa notícia. No século 19, quando o pensamento científico impôs-se sobre o religioso, os evangelhos não foram mais aceitos como documentos históricos – e a biografia de Jesus, assim como sua existência, passou a ser questionada.
Mas, daí em diante, pesquisadores juntaram provas de que Yeshua Ben Yossef (Jesus filho de José, em aramaico, a língua cotidiana da época na região), nasceu em Belém ou em Nazaré, por volta do ano 6 a.C., no fim do reinado de Herodes Antipas. A diferença entre a data real de nascimento de Jesus e o ano 1 do calendário cristão se deve a um erro de cálculo.
José, o pai de Jesus, era carpinteiro, e Maria, a mãe, era uma jovem que havia sido prometida em casamento a José. Na religião cristã ou cristianismo, Jesus é considerado o filho de Deus, gerado de forma milagrosa, sem parentesco com José.
Maria teria recebido a visita do arcanjo Gabriel (o anjo da Anunciação, o mesmo que seria visto por Maomé 600 anos depois) e sabido que, por obra do Espírito Santo, seria a mãe do Filho (Jesus) de Deus (Pai) que viria ao mundo para salvar a humanidade. Essa seria a base do cristianismo que se formou a partir de então: a trilogia formada por Pai, Filho e Espírito Santo.
O Evangelho de Lucas traz a Anunciação como ocorrida em Nazaré, onde José e Maria viviam, e conta que o casal foi obrigado a viajar até Belém, onde Jesus nasceu, pelo censo “ordenado quando Quirino era governador da Síria”.
A Bíblia não fala quase nada sobre a infância e a adolescência de Jesus, com exceção de uma passagem em que, aos 12 anos, numa visita ao Templo de Jerusalém durante a Páscoa judaica, seus pais o encontram discutindo teologia com os sábios nas escadarias do templo.
Os evangelhos apócrifos – aqueles que não foram aceitos pela Igreja – descrevem Jesus como um menino travesso, que dava vida a figuras de barro para impressionar os colegas.
Aos 30 anos de idade, Jesus começou a divulgar suas idéias em público e a fazer milagres. Ele se fez batizar por João Batista nas margens do rio Jordão. Jesus viajou para a Galiléia e seus primeiros seguidores (discípulos) foram pescadores do lago Tiberíades. Eles viviam perto dali, em Cafarnaum, um povoado com cerca de 1.500 moradores.
Escavações encontraram os restos da casa de um dos discípulos, provavelmente de Simão Pedro (hoje conhecido como São Pedro), além de um barco datado da mesma época da passagem de Cristo pelo lugar.
Embora Jesus não tenha se esforçado para obter fama, esta se espalhou por toda a região e passou a incomodar governantes romanos e líderes religiosos judeus. Seu ato mais controverso foi anunciar que era Deus, ou filho de Deus: isso era uma violação da lei judaica. Os líderes religiosos convenceram o governador romano Pilatos a autorizar sua execução.
Ele foi preso, no Jardim do Getsêmani, em Jerusalém. Julgado, Jesus reafirmou sua missão divina e foi condenado. Atravessou as ruas carregando a cruz e foi crucificado, aos 33 anos, entre dois ladrões, no Gólgota, o morro do calvário ou da caveira.
Daí em diante, as narrativas ficam sem comprovação histórica, a não ser no terreno da fé cristã: depois de ser enterrado, ele teria ressuscitado e seu corpo foi levado aos céus, onde está sentado à direita do Pai.

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