domingo, 27 de maio de 2012

Laços Energéticos e Retorno ao Mundo Espiritual

Oferecemos as primeiras orientações àqueles que desejam conhecer melhor a doutrina espírita em seus princípios básicos, conforme a codificação kardequiana.




            Para um melhor entendimento do Espiritismo, em seus conceitos mais amplos e complexos, se faz necessário a compreensão de aspectos considerados básicos e que se complementam. Começamos pelo argumento de que a essência do homem se baseia na existência de um espírito imortal – encarnado ou desencarnado – o que evidencia a lei da reencarnação, assim como também defende a comunicação com aqueles espíritos que se encontram desencarnados por intermédio de um médium, além da crença em um único Deus, inteligência suprema do Universo.
            O argumento de que tudo se extingue com a morte nós sabemos não ser verdade, pois, no momento da morte do corpo, apenas os laços energéticos que prendem o nosso perispírito ao corpo físico são desfeitos, lentamente, e o tempo necessário para que isso ocorra varia de pessoa para pessoa, sendo que laços podem ser desfeitos em algumas horas ou mesmo demorar semanas.
            O Espiritismo, defendido por Kardec em sua codificação, indica, também, que a única diferenciação existente entre encarnados e desencarnados é que os encarnados, além do perispírito – como os desencarnados – possuem, também, o corpo físico.
            Quando ocorre a morte do corpo físico, o espírito passa por um período de perturbação mais ou menos longo, que varia de acordo com seu adiantamento moral, conhecimento acerca do mundo espiritual e apego ao plano físico. Após o desencarne, o espírito retorna ao que chamamos de mundo espiritual, para (se ainda for necessário e no momento oportuno) que aconteça o futuro reencarne, sendo que este momento pode ser retardado ou antecipado, dependendo do que for melhor ao desenvolvimento deste espírito, não esquecendo que somente ficam sem reencarnar aqueles espíritos que já atingiram um grau de evolução bastante elevado.
            O espírito, às vezes, participa do processo de escolha das características do corpo que irá utilizar. A união do corpo e espírito começa no momento da concepção, onde os laços fluídicos ficam cada vez mais fortes até o nascimento da criança.
            A lei de reencarnação ou pluralidade das existências está nas escrituras sagradas e tem o intuito de crescimento moral, como consequência da lei do progresso, proporcionando a possibilidade de aprendizagem. Com a compreensão deste importante princípio do Espiritismo fica mais fácil o entendimento perante tantos sofrimentos e desigualdades no mundo em que vivemos hoje, nos enquadrando, portanto, na lei de ação e reação.

O PERISPÍRITO

            Os laços desfeitos no momento da morte do envoltório físico são os laços perispirituais. O perispírito é um envoltório semi-material, sutil, que não é percebido pelos encarnados com seus sentidos normais. O perispírito é nosso corpo espiritual e pode ser classificado como “grosseiro” ou materializado, em espíritos com pouca evolução, e mais sutil em espíritos mais desenvolvidos. Ele é bem parecido com nosso corpo físico, sendo formado por substâncias que se originaram do fluido universal. É o intermediário entre o espírito e o corpo carnal, e é através do perispírito que o espírito atua sobre o corpo material.
            O perispírito também é a chave para os fenômenos espíritas, pois ele é o elo utilizado pelos espíritos para atuar na comunicação com os encarnados.

MEDIUNIDADE

            Referindo-se aos fenômenos mediúnicos, o Espiritismo afirma que é possível a relação entre encarnados e desencarnados, e que, quando desencarnados, os espíritos mantêm as características que tinham quando viviam no mundo físico, ou seja, bons ou maus, sérios ou brincalhões, verdadeiros ou mentirosos, etc.
            Eles estão por toda a parte e se mantêm ocupados – assim como nós – porém, não os vemos com o sentido da visão porque eles se encontram em um plano mais sutil da existência; eles nos veem e conhecem nossos pensamentos, e podem, também, influenciar-nos por meio do pensamento. Para que haja uma interferência maior que não somente a do pensamento, os espíritos precisam de pessoas que ofereçam recursos especiais; esses são os médiuns. Há vários tipos de manifestação da mediunidade, como, por exemplo, a comunicação por intermédio da fala (psicofonia), da escrita (psicografia), de batidas (tiptologia), além de outras influências com efeitos físicos ou por meio de passes magnéticos.
            O teor das comunicações depende da conduta moral do médium, que, quando idôneo, utiliza-se desta aproximação para a comunicação com bons espíritos e auxílio ao próximo.
            Outro aspecto fundamental a ser entendido e bem esclarecido por Kardec é a alma, que entendemos como um espírito encarnado, ou seja, um espírito ligado a um corpo material.
            Também deve ser considerado como um ponto importante do Espiritismo a afirmação de que o nosso planeta Terra não é o único planeta habitado neste imenso universo, permitindo, assim, que as reencarnações aconteçam não somente na Terra, mas em outros mundos também, mais ou menos materializados ou desenvolvidos. A escolha ocorre conforme a necessidade de crescimento de cada espírito.
            Este pequeno texto não tem a pretensão de esgotar o tema... muito pelo contrário... pretende apena oferecer as primeiras orientações àquele que deseja melhor conhecer a doutrina espírita em seus princípios básicos, codificados por Allan Kardec. 

Revista Cristã de Espiritismo - Por Camila Crandizo
 

sábado, 26 de maio de 2012

As Doenças na Visão Espírita

 
         
          O Espiritismo tem uma grande contribuição a oferecer à Medicina e às escolas que lidam com a saúde humana.
         A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. O Espiritismo, porém, amplia essa visão e ensina que saúde é o estado de completo bem-estar biopsicossocioespiritual, pois leva em consideração os fatores biológicos, psicológicos, sociais e espirituais que influenciam o ser humano em sua passagem pela existência terrena.
         Diferentemente da Medicina do Corpo, que ainda é exercida em larga escala nos dias de hoje, o Espiritismo descortina um novo modelo, o da Medicina da Alma.
         No paradigma médico-espírita, o ser humano é um conjunto complexo, constituído de corpo físico, corpos sutis e alma; a prioridade, no entanto, na direção desse conjunto, é a da alma. Compete, pois, ao espírito imortal, a construção do seu destino terreno e, consequentemente, a da manutenção da sua própria saúde.
       Segundo esses conceitos, o fato de uma pessoa não exteriorizar doença durante determinada fase da existência, pode não significar que ela esteja saudável. Assim, a criatura pode apresentar-se aparentemente saudável durante um período, mas já trazer no perispírito as marcas indeléveis da doença que eclodirá um pouco mais adiante, segundo a lei de ação e reação, que tem no tempo o principal fator desencadeante.
   Segundo os princípios espíritas, a questão saúde-doença está profundamente vinculada à lei de causa e efeito, ao carma. André Luiz explica, no livro Ação e Reação, que carma designa “causa e efeito”, porque a toda ação corresponde uma reação. Quer dizer que está ligado a ações de vidas passadas. Assim, o carma seria uma espécie de “conta do destino criada por nós mesmos”, faz parte do sistema de contabilidade da Justiça Divina.
        Segundo esse princípio, a criatura humana tem de dar conta de tudo que recebe da vida, de todos os empréstimos de Deus, patrimônios materiais, inteligência, tempo, afeições, títulos, e também do corpo físico, que lhe é concedido para o aperfeiçoamento espiritual. E será sempre assim, na roda viva da evolução espiritual em que deve se empenhar, tendo em vista a conquista de amor e sabedoria.
           Aprendemos, com os Mentores Espirituais, que a percentagem quase total das enfermidades humanas tem origem no psiquismo. Assim, orgulho, vaidade, egoísmo, preguiça e crueldade são vícios da alma, que geram perturbações e doenças nos seus envoltórios, quer dizer, no corpo espiritual ou perispírito e no corpo físico.
          Assim, no estudo de toda doença, é preciso levar o perispírito em consideração, mesmo porque a cura do corpo físico está diretamente subordinada à cura desse envoltório espiritual. Há exemplos importantes nos livros da coleção André Luiz que elucidam o nosso estudo. Vou citar apenas dois deles.
          Vejamos o caso de Segismundo, em Missionários da Luz. Em vida passada, por causa de Raquel, ele tirou a vida física de Adelino com um tiro, que atingiu a vítima na altura do coração. Na vida atual, Segismundo renasceu como filho de Adelino e Raquel e trouxe, já na formação do seu corpo físico, o problema cardíaco que só se manifestará mais tarde, como doença do tônus elétrico do coração, após os 40 anos de idade.
            As doenças, em geral, surgem relacionadas à idade em que as faltas foram cometidas.
         Em outro livro, Ação e Reação, podemos acompanhar o caso de Adelino Silveira. No século XIX, Adelino era filho adotivo de um fazendeiro de grandes posses. Ambos eram muito unidos. Aos 42 anos, seu pai casou-se com uma jovem de 21 anos, a mesma idade de Adelino. Aconteceu, porém, que os dois jovens – Adelino e a madrasta – apaixonaram-se e ambos tramaram a morte do pai e marido. A pretexto de cuidar do pai enfermo, Adelino deu uma bebida forte ao dono da fazenda e depois ateou fogo ao seu corpo. Foi uma morte muito dolorosa. Depois de tudo consumado, Adelino casou-se, mas não conseguiu ser feliz, atormentado pelo remorso. No mundo espiritual, os padecimentos foram intensos e contínuos. Finalmente, arrependido, reencarnou no século XX como Adelino Silveira e, desde pequeno, teve seu corpo tomado por um eczema extenso, que o dominava quase por inteiro.
        Como podemos observar, as ações praticadas vincam o nosso perispírito e se refletem no corpo físico que age como uma espécie de filtro das impurezas.
         Assim, em matéria de saúde e doença, temos de levar em consideração as ações das vidas passadas e as da existência atual para que as nossas conclusões não sejam falhas ou incompletas.
           Ao estudarmos esses casos, podemos constatar também o importante papel que a dor tem em nossas vidas. Segundo o benfeitor Clarêncio: Depois do poder de Deus, é a única força capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, compelindo-nos a indispensáveis modificações, com vistas ao Plano Divino, a nosso respeito, e de cuja execução não poderemos fugir sem graves prejuízos para nós mesmos.

Folha Espírita - Por Marlene Nobre


sexta-feira, 25 de maio de 2012

TODOS se beneficiam com giras bem giradas

    Na Umbanda tudo é energia, pisar, dançar, defumar, cantar, bater palma… enfim, todos os movimentos ritualísticos, todos os elementos naturais – água, terra, fogo, ar – e todos os Guias Espirituais estão transmutando/transformando energias densas e negativas que estão instaladas em nosso campo áurico, infiltradas em nosso duplo etérico e perpassando nossos sentidos, sentimentos e pensamentos, em energias leves e positivas. Para tanto, recebemos os passes espirituais onde normalmente são usados ervas, sopros, palmas, estalar de dedos, águas, pembas, cruzes e mais uma infinidade de “simples” movimentos segredados e sagrados que, muitas vezes, passam despercebidos ou longe de nossas percepções, entendimento e alcance, afinal, estamos falando de outras realidades que são: a do Sagrado, a dos Fluidos Energéticos e a da Crença.
   Dessa forma e com a mesma intenção, quero pontuar alguns outros “detalhes” que muitas vezes passam despercebidos, mas que fazem muita diferença quando a questão é emissão e captação de energia.
Vamos lá:
   Anéis, colares, pulseiras, tornozeleiras e brincos são objetos que modificam a estrutura molecular e o fluxo da onda energética que está sendo projetada ou captada, portanto devem ser evitados nos momentos de passes ou durante os trabalhos espirituais.
Na Umbanda, os mais intensos fluxos de energias emitidos pelos Guias Espirituais e médiuns são projetados pelas palmas das mãos (aqui fundamentamos a importância de bater palmas no início dos trabalhos: o fato é que ao batermos palmas descarregam-se as cargas negativas e ainda ativam-se e abrem-se os chacras das palmas das mãos capacitando-as para a emissão e captação de energia, preparando-as para o trabalho em si) justificando o cuidado e atenção que se deve ter com essa parte do corpo, inclusive com os objetos, joias e bijuterias usadas.
   A questão é que muitos desses fluxos sofrem alterações moleculares pela interferência de outros elementos ou energias e um bom exemplo é a aliança de ouro.
   Percebam que a aliança concentra, devido a imantação, projeção e intenção, uma forte energia emocional que pode ser positiva ou negativa dependendo de como o médium está vivendo sua relação afetiva. Isso quer dizer que se o médium está em um momento emocional positivo, a aliança recebe e automaticamente projeta uma energia positiva, caso contrário, a energia será negativa. Aliás, somente no dedo anelar da mão esquerda (dedo que se coloca a aliança de casamento) existe uma veia que está ligada diretamente ao coração.
Além disso, a aliança também é feita de ouro, minério maleável extraído da terra que energeticamente propicia, e simboliza, união, vigor, virilidade e alegria (por isso o ouro é usado para representar alianças, casamentos, poder, durabilidade e resistência quando unido com ‘outro’). Percebam que não tem energia, intenção ou simboliza cura, transmutação ou transformação, como é o mais adequado quando falamos em ‘passes espirituais’.
   Dessa forma, quando o médium usa aliança de ouro ao dar um passe
 – incorporado ou não - os fluídos energéticos que saem de suas palmas se misturam com a energia mineral e natural do ouro e com a energia emocional do médium, e isso pode significar uma forte alteração da energia inicialmente projetada.
   O mais sensato e correto, no meu entender, é que o médium tire sua aliança antes dos trabalhos espirituais, assim como os colares, pulseiras, brincos, tornozeleiras, relógios, cintos, tiaras, fivelas. Todos esses objetos, além de serem perigosos devido a grande probabilidade de causarem acidentes durante uma gira, modificam fluxos de energia, ondas magnéticas e as rotações dos chacras.
   As mesmas interferências acontecem com os consulentes. Observem a dificuldade dos Guias Espirituais para cruzar o chacra laríngeo das pessoas que estão portando vários colares e gargantilhas, com pingentes de pedra, osso, madeira, aço, prata ou ferro. Notem os entraves e as limitações que os Guias Espirituais têm para cruzar os pulsos, as orelhas e os pés com o uso de tantas bijuterias ou joias.
   Saibam ainda, que o relógio é o mais prejudicial entre todos esses objetos. Ele tem um maquinário que no plano mais sutil – plano em que os Guias trabalham – se movimenta e “pulsa” confundindo a sensibilidade e percepção do Guia atrapalhando consideravelmente o atendimento.
   Seguindo essa linha de raciocínio, aconselho que os consulentes também tirem todos os objetos, joias, bijuterias e acessórios antes dos trabalhos espirituais iniciarem, antes de entrarem em consulta espiritual e antes de receberem um passe, da mesma forma, devem tirar qualquer apetrecho que prenda os cabelos como tiaras, fivelas, grampos etc. É de suma importância que a região da cabeça esteja livre facilitando as percepções e os trabalhos espirituais e energéticos junto ao chacra coronário, assim, manteremos uma energia mais límpida e direcionada, sem tantas interferências energéticas e, principalmente, facilitaremos os trabalhos dos Guias Espirituais.
   Outro “detalhe” importantíssimo é o cuidado que os médiuns e consulentes devem ter com o uso dos cintos. Observem, são acessórios que normalmente são feitos de couro ecológico (energia animal) ou couro sintético (feito de petróleo que tem energia densa e absorvedora) com fivelas de ferro, osso, metal ou plástico que fecham veementemente o chacra umbilical. Chacra que permite dar e receber, que permite sentir alegria, vontade de fazer as coisas e que permite melhorar a autoestima, entre tantas outras funções.
    Portanto, os médiuns e os consulentes devem igualmente tirar ou não usar cintos nos trabalhos espirituais ou mesmo antes de entrar em consulta com os Guias Espirituais, caso contrário, a energia é bloqueada na altura da cintura não alcançando os outros chacras inferiores, como por exemplo, o chacra básico.  Um desperdício imensurável quando falamos em cura, em transformação energética e limpeza. Uma falha dantesca quando pensamos nos fundamentos da Umbanda.
   Também quero alertar para o mal e inconveniente uso de perfume, cremes hidratantes e afins utilizados antes da gira. Esse hábito é extremamente prejudicial e dificulta intensamente os trabalhos dos Guias Espirituais.
   Entendam, os Guias trabalham, na grande maioria, captando a energia que é espargida pelo duplo etérico. Eles “sentem” a nossa energia emocional, a nossa vitalidade e até nosso magnetismo espiritual pela aura, pelos fluidos que exalam de nossos poros, mas, se besuntamos nosso corpo com creme ou perfume os poros ficam fechados, a natureza dos fluidos fica alterada, portanto essa sensibilidade e percepção fica impraticável restando ao Guia e ao médium, a capacidade de “ver”. E sabemos, não são todos os médiuns, assim como não é toda hora que se consegue enxergar essas energias ou a aura. Importante também, NÃO passar creme ou perfume depois do banho de ervas, caso contrário, de nada valerá o banho.
   Como já disse, espero que nos preocupemos mais com as giras, com os trabalhos dos Guias Espirituais, com nossos comportamentos, responsabilidades e com a Umbanda. Espero que busquemos cada vez mais o Saber e que os pratiquemos em favor de TODOS nós. Mesmo porque, tenho certeza que todos se beneficiam com atitudes responsáveis e com giras bem giradas e cuidadas.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Devas

REINO DÉVICO:
– Compõe-se de seres, consciências e hierarquias de elevado grau de pureza e propicia a manifestação da Vida. Denominado simbolicamente “exército do som”, trabalha com vibrações. Seu campo de ação é bastante abrangente, pois vai desde os arquétipos até as formas concretas. De certo ângulo, representa a “consciência do corpo etérico” do Logos. Toda a circulação de energia em um Universo é efetuada e assistida pelos devas.

Como os demais reinos que correspondem à lei da hierarquia, sua estrutura funcional é escalonada e cada patamar encarrega-se de tarefas distintas e complementares: captação e transmissão de Idéias arquetípicas, construção de moldes etéricos para a concretização delas, ajuste permanente do padrão criado ao original, destruição de formas ultrapassadas, entre outras funções. O Reino Angélico é um setor do Reino Dévico.
 DEVAS:
– Os Devas seguem linha evolutiva paralela à humanidade e tem como uma das suas principais tarefas a manipulação das substâncias. Mantém estreita ligação com as forças da Natureza (elementais) e tem condições para isso, pois estão isentos da influência de impulsos retrógrados. Segundo os desígnios das energias criadoras, constroem e destroem imagens, formas e estruturas, plasmam os moldes etéricos – base do que existe no mundo manifestado – e os preenchem; permitem, desse modo, que padrões arquetípicos se exteriorizem.

São essencialmente espíritos construtores e transformadores dos níveis de consciência, podendo, para isso, destruir estruturas ultrapassadas. Não dispõem de corpos físicos densos, e os níveis etéricos são, para eles, as fronteiras de contacto com a vida concreta. Os devas constroem o que é visível, o que constitui a imagem de um conjunto energético. São consciências magnânimas, e só com pureza o homem pode contata-las.

Trabalham com a energia de símbolos e arquétipos; não tem mente como a humanidade a conhece e, portanto, seu processo criativo não se baseia em seqüências de pensamentos e raciocínios.

Tampouco se submetem ao conceito de tempo: vivem por inteiro no eterno presente, nele percebem e desempenham suas tarefas; sua consciência tem a mesma dinâmica do impulso que recebem do Alto e, por isso, estão sempre atualizados. Quando um indivíduo desempenha certas tarefas do Plano Evolutivo, é imprescindível que estabeleça ligações internas corretas com o reino dévico.
Os Devas compõem uma Hierarquia potente, com grande diversidade de escalões. O termo deva costuma ser aplicado a qualquer dos seres desse reino: desde um pequeno ente construtor de moldes etérico-físicos, até grandes arcanjos, que sustentam a vida manifestada de galáxias inteiras. No Ocidente, em geral chama-se anjo à maioria desses seres; entretanto, os anjos são apenas um setor do reino dévico. Os devas vivem basicamente nos níveis etéricos cósmicos; porém assumem ampla gama de tarefas, mesmo nos níveis concretos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ser Livre

 
Você tem o direito de escolher com quem, e como vai viver. Você pode mudar a sua vida.
Você pode estruturar a sua vida como quiser.
Porque você é livre!
Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!
Perceba que sua liberdade lhe dá condições para sofrer tudo o que você uiser.
Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado, você pode acabar numa crise conjugal de um mês.
Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode se irritar o dia inteiro.
Com a inflação do mês você entra em depressão profunda.
Porque você é livre!
Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser.
Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.
Nem um grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.
Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.
Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir fracassado.
Porque você é livre!
Você só vai parar de sofrer quando você quiser!
Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.
Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver, outras para sofrer.
E pensam que é seu destino sofrer.
Isso é pura ilusão!
Só quando você decidir, você pára de sofrer.
Porque você é livre!" 
 
Roberto Shinyashiki

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mediunidade de Cura

A medicina cura e trata dos efeitos. A espiritualidade trata as causas quando são modificadas as estruturas de nossos pensamentos.



    Inevitável é a Lei de Causa e Efeito: guardadas as proporções espirituais, somos autores de nossos destinos, e com a mesma solicitude inteligente com que as leis universais - as mesmas que regem o equilíbrio das galáxias e as ondas eletromagnéticas que delimitam a circunscrição dos planetas - são comandadas por Deus, Inteligência Suprema do Universo, Causa primária de todas às coisas, também em nossas vidas assim ocorre. E, na imaturidade do espírito, os inúmeros desequilíbrios causados por nós e que afetam relacionamento, a própria constituição física, os sistemas organizados agravam-se com as consequências que geram, tais como sofrimento, angústia e, como se não bastasse afetarmos nosso equilíbrio, atingimos também nossos semelhantes, nossos irmãos que, quando estão à nossa frente, representam um convite ao progresso. São mensagens vivas que muito podem auxiliar-nos em nossa evolução e, consequentemente, nossa trajetória à felicidade. Mas, quando embalados por nossos sentimentos torpes, muitas vezes ferimos estas oportunidades.
            O pensamento, manifestação do espírito, princípio inteligente do Universo, poderoso instrumento que caminha conosco pela saga fascinante da própria vida, altera também a nossa existência. Com a reencarnação, experimentamos em nós as consequências dos atos em nossa própria existência, em vários aspectos físicos, espirituais, emocionais e sociais; nos desequilíbrios, que podem ser observados nos inúmeros casos vistos em nossas experiências atuais, quase epidêmicos, de depressões, síndromes fóbicas, transtornos neuróticos, psicóticos, manifestações de agressividade, frutos da insegurança interior.
            As patologias apresentadas demonstram muito claramente que as pessoas estão ansiosas, inseguras, em busca de algo que preencha seus corações. A doutrina espírita não veio curar corpos, mas espíritos, lembrando a mensagem do cristo: " De que adianta remendo novo em roupa velha, que irá romper-se mais uma vez."
            Os estudos espíritas demonstram-nos, claramente, que todos têm um magnetismo próprio e que, munidos da intenção de fazer o bem, podem repor a vitalidade dos órgãos das pessoas pelas quais vibramos na transmissão da bioenergia, equilibrando-se, também, certos distúrbios perispirituais gerados muitas vezes pelos sentimentos destoantes do próprio enfermo.
            Em O Livro dos Médiuns, a mediunidade de cura está perfeitamente catalogada, demonstrando-nos que, em todos os casos em que atuamos através da fluidoterapia, pela doação fraterna de amor, existe uma participação espiritual e, naqueles com a mediunidade de cura mais ostensiva, esta transmissão fluídica ocorre com mais profusão, quando os benfeitos da Vida Maior potencializam a aplicação fluídica especificando o tratamento.
            Mas teremos sempre que observar: sempre serão analisados pelos benfeitores da Vida Maior o merecimento e a fé do indivíduo e, principalmente, a firme intenção em melhorar-se, para que nossos velhos equívocos não sejam comparados a uma roupa velha solicitando remendo novo.
            Em muitos casos, algumas enfermidades são o remédio necessário, e para mais alguns casos a melhora é a medida certa aos seus compromissos reencarnatórios. Para outros casos, a cura é muitas vezes acompanhada invariavelmente do tratamento médico que existe na Terra, graças à Providência Divina.
            A Medicina cura e trata dos efeitos. A espiritualidade trata as causas quando são modificadas as estruturas de nossos pensamentos em relação à vida e ao próximo.

MÉDIUNS CURADORES
175. (...) Diremos apenas que este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso mais não é do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel; porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa. A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e metódico; no caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo (...).
O Livro dos Médiuns,
Capítulo XIV, Dos Médiuns.
Allan Kardec.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Como Curar um Relacionamento




         Quando uma relação vai mal, não importa o tipo de relacionamento, naturalmente uma ou as duas partes começam a gerar conflitos os quais normalmente se manifestam na forma de mágoas, reclamações, cobranças, controle, censura, distanciamento, irritação, entre outras.
            É compreensível entendermos que quando não estamos felizes com a outra parte, tenhamos o costume de nos lamentar e até desabafar para as pessoas mais próximas, o quanto estamos desconfortáveis com a determinada situação. Esse comportamento revela o que podemos dizer como sendo o hábito da maioria das pessoas que passam por tais situações. Contudo, precisamos definitivamente explicar que esse talvez seja o pior entre todos os erros. Pior ainda que o próprio conflito e as desavenças em si são as críticas e as lamentações que envolvem o relacionamento, porque quando estamos agindo assim, estamos reforçando nosso ponto de atração* naquela sintonia de conflitos e críticas, e, por conta da lei da atração**, acabamos atraindo mais situações as quais vamos nos sentir mal, além de que, reforçaremos o comportamento negativo da pessoa a qual estamos criticando.
            O foco dos seus pensamentos e sentimentos sempre se expandirá. Aquilo que você pensa e sente está sempre relacionado àquilo que você atrai para a sua vida, portanto, quando você reclama de algo que vai errado na relação, você está contribuindo maciçamente para a sua ruína. O segredo para mudar isso tudo? Amor, admiração e valorização dos aspectos positivos da outra pessoa...
É fácil? Não.
É possível? Sim.
Funciona mesmo? Faz um milagre...
            A dica é simples: entre centenas de aspectos negativos que você facilmente encontrou na pessoa a qual vem enfrentando uma série de conflitos -seja com o marido, esposa, chefe, funcionário, irmão, irmã, vizinho, filho ou qualquer relação que seja- encontre os seus aspectos positivos. Escolha alguns comportamentos que são exemplares naquela pessoa. Pode ser que você tenha realmente que fazer um grande esforço para encontrar qualidades naquela pessoa, mas valerá a pena.
            Anote essas qualidades em um papel e guarde com você. Todas as vezes que surgir em você uma vontade grande de criticá-la ou de se magoar com alguma atitude dela, lembre-se do papel e leia as suas principais qualidades. Nos primeiros dias, o esforço será grande, mas logo em seguida os resultados virão. Mantenha a disciplina de jamais criticá-la e sempre que essa vontade incontrolável surgir, lembre-se do papel e leia as qualidades daquela pessoa. Depois de alguns dias fazendo essa prática, tanto você quanto essa pessoa passará por mudanças incríveis e rapidamente um milagre acontecerá em suas vidas.
            A força da admiração, do respeito e do amor pelo comportamento de uma pessoa, favorece que ela continue a expressar mais e mais aquela qualidade positiva. Além disso, com o seu ponto de atração sintonizado no amor e na admiração, você atrairá o que para a sua vida?
            Obviamente mais amor e mais admiração!
            Não critique, modifique. Treine a sua capacidade de perceber os aspectos positivos das pessoas, concentre-se neles sempre que os conflitos surgirem. Esse é o segredo do sucesso nos relacionamentos e, assim, você também conseguirá curar qualquer conflito, porque nada que seja negativo consegue resistir ao poder do amor!

*Seu ponto de atração é o seu estado de espírito ou sua vibração pessoal.
** Você atrai e manifesta em sua vida a essência dos seus pensamentos e sentimentos. O que você pensa e o que você sente sempre atrairão situações de mesma semelhança na sua realidade material.

 Por Bruno J. Gimenes